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Farmácias e drogarias usam dados dos clientes de forma indevida; entenda

As farmácias e drogarias brasileiras passarão por fiscalização intensa pela coleta excessiva de dados dos clientes. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Pessoa organizando caixas de remédios em prateleira de farmácia. trump

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou que vai intensificar a fiscalização de drogarias e farmácias no Brasil por coleta de informações pessoais dos clientes de forma excessiva. De acordo com o órgão, estabelecimentos têm repassado tais dados sem a autorização dos usuários.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o fornecimento de informações pessoais de clientes amplia o risco de vazamento de dados. Nesse sentido, a ANPD tem realizado o monitoramento das empresas desde 2020.

A autoridade ainda divulgou um relatório com os principais problemas encontrados nas redes de farmácias e apontou que há uma falta de preparo para lidar com temas relacionados à privacidade e proteção de dados. 

Nota sobre farmácias e drogarias

A nota divulgada pela ANPD aponta as seguintes questões nas farmácias e drogarias:

  • Coleta excessiva dos dados, inclusive de biometria;
  • Coleta de informações para fins diferentes aos informados aos consumidores;
  • Compartilhamento com falta de transparência;
  • Baixo nível de proteção de privacidade;
  • Falta de informação a respeito do tratamento dos dados.

Farmácias e drogarias serão punidas?

Apesar da divulgação da nota, a ANPD não fala sobre algum tipo de punição com multas para os estabelecimentos que registraram problemas. No entanto, o setor seguirá em monitoramento e fiscalização. 

O Conselho Diretor da ANPD deve instaurar procedimentos de fiscalização, analisar a concessão de descontos e verificar a possibilidade de medidas de orientação relacionadas ao assunto. 

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Vazamento de dados pelas redes de farmácias 

Conforme aponta o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a coleta de dados pessoais pelas redes de farmácia ainda é algo generalizado em todo o país. Por isso, existe um grande risco de vazamento de dados e compartilhamento com terceiros.

O órgão ainda chama a atenção para a solicitação de informações para oferecer descontos. O Idec entende que isso pode reduzir a liberdade do cliente, uma vez que, se ele não passa os dados pessoais, pode pagar mais caro pelos produtos.

Imagem: i viewfinder / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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