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Febraban faz grande apelo ao Banco Central; confira

Líder da Febabran faz importante apelo em favor do Banco Central em fala no Senado Federal. Saiba mais sobre!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem da fachada do Banco Central

O presidente da Federação Brasileira de Banco (Febraban), Isaac Sidney, pediu nesta quinta-feira, 27 de abril de 2023, um “voto de confiança” para o Banco Central do Brasil acerca da condução da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Conforme Sidney, que já atuou como diretor do BC, a definição da Selic é complexa, não dependendo apenas dos desejos do Executivo e da própria autarquia. Em sua fala, o chefe da Febraban também comentou que é necessário buscar uma baixa real nos juros.

Assim, Sidney defende que é necessário atacar as causas reais que levam aos juros elevados, evitando ir “contra a racionalidade econômica”. A fala do executivo em favor do Banco Central ocorreu em debate realizado no Senado Federal.

Banco Central e a condução dos juros

Durante sua fala, o presidente da Febraban fez questão de reforçar que conhece o funcionamento do Banco Central, sendo que atuou por décadas na instituição financeira. Neste sentido, ele acredita que a “autoridade monetária define a taxa Selic com base em modelagens econômicas sofisticadas, pessoal técnico muito qualificado e o BC age de forma transparente e decide colegiadamente”.

Além disso, Sidney comentou que uma queda artificial na taxa de juros não se sustentaria. Afinal, agentes do mercado entenderiam que o Bacen não está utilizando a base técnica necessária, o que afetaria a economia posteriormente.

Dessa forma, o líder da Febraban argumenta que é necessário atacar as causas reais para Selic alta, como, por exemplo, a inflação. O executivo ainda comenta que a decisão dos juros do Banco Central não pode ter tanto impacto no lucro dos bancos.

Independência do Bacen

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Ademais a sua fala acerca dos juros, Sidney também fez questão de salientar a importância de o BC ser independente. Conforme o presidente da Febraban, países com economias saudáveis dão autonomia a suas entidades financeiras.

Por fim, Sidney comentou que o Estado deve manter essa política sobre o Banco Central, “o Brasil tem esse ativo institucional. É uma conquista que precisa ser preservada”.

Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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