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Fed aumenta taxa de juros em 0,75 pela terceira vez consecutiva

%Resumo% O banco central norte-americano elevou a taxa de juros do país e segue com o aperto monetário a fim de conter a inflação

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
PIB dos EUA

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Na quarta-feira (21), o Federal Reserve (banco central norte-americano) elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual pela terceira vez consecutiva. Agora, o indicador de referência de crédito dos Estados Unidos está entre 3% e 3,25% ao ano. 

Os aumentos sucessivos ocorrem em meio a um cenário de alta inflação. Neste ano, a taxa inflacionária do país chegou ao seu maior patamar em 40 anos. 

Inflação e taxa de juros nos EUA

No último mês de agosto, a inflação norte-americana avançou 0,1%. No acumulado de 12 meses, a taxa chega em 8,3%. Com isso, era esperado que a autoridade monetária continuasse no ciclo de altas da taxa de juros a fim de conter os avanços dos preços no país. 

O resultado da inflação foi contra o imaginado por analistas, que esperavam por um recuo de 0,1%. 

Em junho, o CPI (sigla do indicador inflacionário) registrou 9,1%, maior patamar desde 1982. 

Ao longo dos meses, a inflação vem apresentando baixa, mas ainda está em um nível alto para a realidade norte-americana.

O pequeno alívio da inflação no país se deve à queda dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, os preços do setor de serviços seguem em crescimento. 

Esse contexto é resultado dos efeitos da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia, que afetaram todo o mercado internacional. 

Histórico da taxa de juros dos EUA

Em março deste ano, o indicador da taxa de juros dos EUA estava próxima de zero. Desde então, cinco aumentos foram anunciados. O ritmo de crescimento da taxa é o maior desde a década de 80 no país. 

A última vez que a taxa de juros havia subido 0,75 ponto percentual foi em 1994. Ou seja, nos últimos anos, os juros norte-americanos estavam em um cenário confortável. 

Contudo, diante da realidade inflacionária, é consenso no mercado que a melhor forma de conter a subida dos preços é deixar o crédito mais caro, para que as pessoas deixem de consumir e o dinheiro saia de circulação. 

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Riscos do aumento da taxa de juros 

Mesmo que essa seja considerada a melhor opção, existem receios com o aperto monetário. Isso porque essa realidade pode acarretar uma grave desaceleração econômica a nível global. 

Com uma recessão, os países deixam de registrar crescimento na economia, o desemprego cresce e o consumo cai drasticamente. 

Para este ano, estão agendadas ainda duas reuniões do Fed. Os analistas econômicos projetam que a taxa ainda passará por mais aumentos.  

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Imagem: Ronnie Chua/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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