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Fed aumenta taxa de juros em 0,75 pela terceira vez consecutiva
%Resumo% O banco central norte-americano elevou a taxa de juros do país e segue com o aperto monetário a fim de conter a inflação
Na quarta-feira (21), o Federal Reserve (banco central norte-americano) elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual pela terceira vez consecutiva. Agora, o indicador de referência de crédito dos Estados Unidos está entre 3% e 3,25% ao ano.
Os aumentos sucessivos ocorrem em meio a um cenário de alta inflação. Neste ano, a taxa inflacionária do país chegou ao seu maior patamar em 40 anos.
Inflação e taxa de juros nos EUA
No último mês de agosto, a inflação norte-americana avançou 0,1%. No acumulado de 12 meses, a taxa chega em 8,3%. Com isso, era esperado que a autoridade monetária continuasse no ciclo de altas da taxa de juros a fim de conter os avanços dos preços no país.
O resultado da inflação foi contra o imaginado por analistas, que esperavam por um recuo de 0,1%.
Em junho, o CPI (sigla do indicador inflacionário) registrou 9,1%, maior patamar desde 1982.
Ao longo dos meses, a inflação vem apresentando baixa, mas ainda está em um nível alto para a realidade norte-americana.
O pequeno alívio da inflação no país se deve à queda dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, os preços do setor de serviços seguem em crescimento.
Esse contexto é resultado dos efeitos da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia, que afetaram todo o mercado internacional.
Histórico da taxa de juros dos EUA
Em março deste ano, o indicador da taxa de juros dos EUA estava próxima de zero. Desde então, cinco aumentos foram anunciados. O ritmo de crescimento da taxa é o maior desde a década de 80 no país.
A última vez que a taxa de juros havia subido 0,75 ponto percentual foi em 1994. Ou seja, nos últimos anos, os juros norte-americanos estavam em um cenário confortável.
Contudo, diante da realidade inflacionária, é consenso no mercado que a melhor forma de conter a subida dos preços é deixar o crédito mais caro, para que as pessoas deixem de consumir e o dinheiro saia de circulação.
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Riscos do aumento da taxa de juros
Mesmo que essa seja considerada a melhor opção, existem receios com o aperto monetário. Isso porque essa realidade pode acarretar uma grave desaceleração econômica a nível global.
Com uma recessão, os países deixam de registrar crescimento na economia, o desemprego cresce e o consumo cai drasticamente.
Para este ano, estão agendadas ainda duas reuniões do Fed. Os analistas econômicos projetam que a taxa ainda passará por mais aumentos.
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Imagem: Ronnie Chua/shutterstock.com
