A polêmica em torno das varejistas chinesas que atuam no Brasil parece estar longe do fim. Nesta quinta-feira (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em entrevista à GloboNews, afirmou que não conhece a Shein, o que causou estranheza, já que a loja é muito popular entre os brasileiros.
Fernando Haddad menospreza Shein e causa polêmica
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu uma declaração polêmica acerca da varejista chinesa Shein. Confira!
“Vocês falam da Shein como se eu conhecesse. Eu não conheço a Shein. Único portal que eu conheço é o da Amazon, eu compro um livro todo dia, pelo menos”, afirmou o ministro, que está na China, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Concorrência desleal
Haddad afirmou que há muita confusão e desinformação em torno da medida que visa acabar com a isenção para encomendas internacionais de até US$ 50,00. Além disso, o ministro afirmou que há muitas reclamações de companhias brasileiras por haver uma “concorrência desleal” por parte destas varejistas chinesas, como Shein, AliExpress e Shopee, que vendem para o Brasil por meio da internet.
Para o ministro, a falta de igualdade de concorrência prejudica não só a economia brasileira, mas também o consumidor. Nesta semana, a decisão do governo de acabar com a isenção de encomendas internacionais de até US$ 50,00, taxando compras feitas em varejistas internacionais, gerou uma onda de críticas nas redes sociais.
Não há imposto novo
De acordo com a Receita Federal, a isenção da taxa de encomendas internacionais de até US$ 50,00 se aplica apenas para envios de pessoa física para pessoa física, porém as empresas estrangeiras vêm utilizando o benefício de forma fraudulenta para não pagar o imposto.
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+311 mil seguidores
Gabriel Galípolo, secretário executivo do Ministério da Fazenda, ressaltou durante entrevista ao podcast O Assunto, do g1, que, diferentemente do que as pessoas acham, não será criado um novo imposto, o que vai acontecer é uma mudança nesse benefício que era utilizado de maneira irregular e também maior fiscalização.
De acordo com Galípolo a estimativa é que, com a medida, o governo arrecade R$ 8 bilhões por ano, já considerando que pode haver uma redução no fluxo de compras nestes sites estrangeiros por brasileiros.
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
