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Como seria você nos anos 80 ou 90? Prompts de IA recriam visual de outra época

Transformar selfies atuais em fotografias com aparência dos anos 1980 e 1990 virou uma nova febre nas redes sociais. Com ferramentas de inteligência artificial (IA), é possível recriar roupas, cabelos, cenários, iluminação e até características de uma fotografia analógica para fazer parecer que o registro foi produzido décadas atrás. O resultado, entretanto, varia bastante de […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
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Transformar selfies atuais em fotografias com aparência dos anos 1980 e 1990 virou uma nova febre nas redes sociais. Com ferramentas de inteligência artificial (IA), é possível recriar roupas, cabelos, cenários, iluminação e até características de uma fotografia analógica para fazer parecer que o registro foi produzido décadas atrás.

O resultado, entretanto, varia bastante de acordo com o comando utilizado. Um pedido genérico pode gerar uma imagem distante da aparência original da pessoa, enquanto instruções mais detalhadas ajudam a controlar identidade, época, ambiente e estilo.

A tendência ganhou força justamente pela possibilidade de combinar uma fotografia pessoal com elementos nostálgicos. Em vez de apenas criar uma imagem genérica de uma determinada década, o usuário pode usar a própria selfie como referência e imaginar como seria aquele registro em outra época.

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A popularização dessas imagens reúne dois elementos que costumam chamar atenção nas redes sociais: nostalgia e personalização.

Uma pessoa pode, por exemplo, enviar uma selfie atual e pedir que a inteligência artificial a transforme em uma fotografia de 1987, com roupas típicas da época, cabelo volumoso, iluminação de flash e aparência de filme 35 mm.

Nos anos 1990, a experiência pode seguir caminhos completamente diferentes. É possível escolher uma estética grunge, uma festa rave, um cenário urbano ou uma fotografia familiar típica da década.

A matéria publicada pela VEJA sobre a tendência também mostrou que diferentes prompts produzem resultados distintos e comparou experiências realizadas com ChatGPT e Gemini.

O prompt é o segredo para conseguir uma imagem melhor?

Em grande parte, sim. O prompt é a instrução fornecida à inteligência artificial para explicar aquilo que o usuário deseja criar ou modificar.

Um comando como “transforme minha foto nos anos 90” deixa muitas decisões nas mãos da ferramenta. Ela terá de interpretar sozinha qual estilo, cenário, roupas, iluminação e aparência fotográfica representam aquela década.

Um prompt mais específico permite controlar melhor essas características.

A própria OpenAI recomenda descrever elementos como assunto, ambiente, composição, iluminação e estilo quando eles forem relevantes para o resultado. A orientação também destaca que instruções claras e objetivas podem ser suficientes para orientar a geração.

Quais informações colocar no prompt?

Para uma foto de época ficar mais convincente, o comando pode especificar diferentes características da imagem.

Entre elas estão:

  • década ou ano aproximado;
  • roupas;
  • cabelo e acessórios;
  • cenário;
  • iluminação;
  • enquadramento;
  • tipo de câmera ou filme;
  • cores;
  • nível de granulação;
  • proporção da imagem;
  • elementos que não devem aparecer.

Não é necessário transformar o prompt em um texto enorme. O mais importante é deixar claras as características que realmente fazem diferença para a imagem.

Prompt para transformar selfie em foto dos anos 80

Um exemplo de comando seria:

“Use a foto enviada como referência da minha identidade. Preserve meus traços faciais, tom de pele e aparência reconhecível. Recrie a pessoa como se esta fotografia tivesse sido tirada em 1987, em um fliperama típico dos anos 80, com máquinas de arcade, iluminação neon e decoração característica da época. Adapte roupas, cabelo e acessórios para o período. A imagem deve parecer uma fotografia real feita em filme 35 mm, com flash direto, cores levemente saturadas, granulação natural e pequenas imperfeições analógicas. Enquadramento de meio corpo, formato vertical 4:5. Não inclua objetos modernos, textos ou logotipos.”

O comando pode ser adaptado para diferentes ambientes. Uma festa, uma sala de estar, uma rua comercial ou uma fotografia escolar podem produzir resultados completamente diferentes.

E para criar uma foto com estética dos anos 90?

A década de 1990 permite explorar diversas referências visuais. Por isso, definir o estilo desejado pode fazer bastante diferença.

Um exemplo é pedir uma fotografia de 1995 com estética grunge, roupas largas e cenário urbano. Outra possibilidade seria reproduzir a aparência de uma fotografia familiar feita com câmera compacta durante uma viagem.

Um prompt pode ser:

“Use minha fotografia como referência de identidade e preserve meu rosto, traços faciais, tom de pele e aparência reconhecível. Recrie a cena como se tivesse sido fotografada em 1995, com estética grunge dos anos 90. Adapte roupas, cabelo e acessórios para a época e coloque a pessoa em uma rua urbana típica do período. A fotografia deve parecer feita com uma câmera analógica compacta, utilizando filme 35 mm, flash frontal, leve granulação, cores discretamente desbotadas e pequenas imperfeições naturais. A composição deve parecer espontânea e realista. Formato vertical 4:5. Não inclua smartphones, carros modernos, textos ou logotipos.”

A principal diferença está na quantidade de informações fornecidas à IA sobre o resultado esperado.

A foto original também faz diferença

Não é apenas o prompt que determina a qualidade da transformação. A fotografia enviada como referência também pode influenciar a capacidade da ferramenta de preservar a identidade.

Fotos nítidas, com boa iluminação e o rosto claramente visível tendem a oferecer uma referência mais fácil de interpretar.

Se a intenção é manter os traços faciais, uma fotografia frontal pode ser especialmente útil. Imagens muito escuras, desfocadas, com filtros pesados ou em que o rosto esteja parcialmente escondido podem dificultar o processo.

Também é possível orientar a ferramenta sobre quais características devem permanecer inalteradas. Isso ajuda quando a intenção é mudar completamente roupas e ambiente sem modificar a aparência da pessoa.

Dá para corrigir a imagem depois?

Sim. Uma das vantagens dos geradores atuais é que o usuário não precisa necessariamente recomeçar do zero quando o primeiro resultado não fica bom.

No ChatGPT, por exemplo, é possível continuar a conversa depois da geração e solicitar alterações na imagem. O usuário pode pedir mudanças no cenário, nas roupas, na iluminação ou em outros elementos específicos.

Isso permite trabalhar de forma gradual.

Se a primeira imagem ficou exageradamente “vintage”, por exemplo, o usuário pode pedir uma aparência mais natural. Se o rosto foi alterado, pode solicitar maior fidelidade à fotografia original.

ChatGPT ou Gemini: qual é melhor para a trend?

Não existe uma resposta definitiva para todos os casos. O desempenho pode mudar conforme a fotografia utilizada, o tipo de transformação solicitada e o modelo disponível no momento do teste.

Na experiência relatada pela VEJA, o ChatGPT apresentou maior fidelidade aos traços faciais em determinados testes realizados para a tendência. Isso não significa, porém, que o resultado será necessariamente igual para todas as pessoas ou situações.

Uma maneira prática de comparar é utilizar a mesma fotografia e instruções semelhantes nas duas plataformas. Depois, é possível observar qual delas preservou melhor o rosto e conseguiu reproduzir com mais coerência a época solicitada.

O que pode deixar a foto artificial?

Um dos problemas mais comuns é exagerar nos elementos que deveriam transmitir a época.

Adicionar granulação, cores antigas, roupas retrô e dezenas de objetos vintage ao mesmo tempo pode fazer a imagem parecer uma montagem temática. Para obter um resultado mais convincente, os elementos precisam funcionar em conjunto.

A fotografia também deve respeitar a tecnologia disponível na época. Um pedido para criar uma imagem de 1985, por exemplo, não deveria resultar em smartphones, telas modernas ou outros objetos incompatíveis com aquele período.

Outro ponto é evitar comandos contraditórios. Pedir simultaneamente uma fotografia extremamente nítida, com aparência de câmera digital moderna, e uma imagem típica de filme analógico pode confundir a direção visual.

Como deixar a imagem mais realista?

Em vez de pedir apenas “efeito antigo”, o usuário pode descrever como uma fotografia daquele período deveria parecer.

Detalhes como filme 35 mm, flash direto, granulação moderada, cores ligeiramente desbotadas e pequenas imperfeições podem contribuir para uma estética mais natural.

O cenário também precisa acompanhar a época. Roupas, objetos, arquitetura, veículos e acessórios ajudam a construir a sensação de autenticidade.

A orientação oficial da OpenAI para geração de imagens segue essa lógica ao recomendar que o usuário descreva composição, iluminação, estilo e outros detalhes relevantes para o resultado pretendido.

A trend mostra uma nova forma de usar a inteligência artificial

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A popularização das fotografias de época revela uma mudança no uso cotidiano dos geradores de imagens. A tecnologia não está sendo utilizada apenas para criar personagens ou cenários completamente fictícios.

Também passou a ser uma ferramenta para modificar fotografias pessoais e experimentar diferentes possibilidades visuais.

No caso do ChatGPT, é possível gerar imagens a partir de descrições e também trabalhar com imagens existentes, fazendo alterações por meio de instruções em linguagem natural.

Para quem quer participar da tendência, portanto, não basta escolher uma década. O resultado tende a melhorar quando o usuário define o período, o estilo, o cenário, a aparência fotográfica e, principalmente, quais características da pessoa devem permanecer.

Conclusão

A trend de transformar selfies em fotografias dos anos 80 e 90 mostra como a inteligência artificial pode recriar diferentes épocas a partir de uma simples imagem de referência. O resultado pode ser bastante realista, mas depende da combinação entre uma boa fotografia e instruções claras.

Para começar, escolha uma selfie nítida, defina o ano ou a década e explique o estilo desejado. Depois, especifique roupas, cenário, iluminação e aparência da fotografia. Se o resultado não ficar como esperado, faça ajustes pontuais em vez de necessariamente começar novamente.

O mais interessante da tendência está justamente nessa possibilidade de experimentar. Uma única selfie pode ganhar diferentes versões — dos anos 80 aos 90 — apenas com mudanças no comando enviado à inteligência artificial.

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