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Gastos extras de junho exigem atenção das famílias

Pesquisa revela que 53% dos brasileiros gastam mais nas festas juninas. Veja como aproveitar o período sem comprometer o orçamento.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Gastos extras de junho exigem atenção das famílias

Junho é um dos meses mais aguardados pelos brasileiros. As festas juninas transformam cidades inteiras com bandeirinhas, quadrilhas, apresentações culturais, comidas típicas e shows que atraem milhares de pessoas. Especialmente na região Nordeste, onde celebrações como as de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE) são consideradas algumas das maiores do país, a temporada movimenta a economia local e fortalece tradições culturais centenárias.

Mas, junto com a animação, chegam também despesas extras que podem impactar significativamente o orçamento familiar. Uma pesquisa Datatudo realizada com 3.450 leitores revelou que 53% dos entrevistados percebem aumento nos gastos durante o período junino.

Os dados mostram que, embora as festividades sejam motivo de alegria, o planejamento financeiro continua sendo um desafio para boa parte da população.

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Festas juninas
Imagem: Freepik e Canva

Mais da metade dos entrevistados gasta mais durante as festas juninas

As festas juninas acontecem oficialmente ao longo de junho, mas muitas celebrações seguem até julho, ampliando o período de consumo.

Durante essas semanas, surgem gastos relacionados a:

  • Alimentação típica;
  • Bebidas;
  • Roupas caipiras;
  • Decoração;
  • Viagens;
  • Ingressos para shows e eventos;
  • Transporte.

Segundo a pesquisa, 27% dos participantes afirmaram gastar com festas, roupas típicas e viagens. Por outro lado, 26% disseram tentar economizar ao máximo para evitar impactos no orçamento.

O resultado demonstra que o período é visto de formas diferentes pelos brasileiros: enquanto alguns aproveitam para celebrar intensamente, outros preferem limitar os gastos diante das pressões financeiras do dia a dia.

Planejamento ainda não é hábito para muitos brasileiros

Apesar de saberem que os gastos extras chegam todos os anos, poucos consumidores se preparam com antecedência.

De acordo com o levantamento, apenas 40% dos entrevistados afirmaram planejar os gastos das festas juninas com mais de três meses de antecedência.

O dado chama atenção porque a previsibilidade é justamente um dos fatores que tornam esse tipo de despesa mais fácil de administrar.

Como as comemorações acontecem na mesma época todos os anos, especialistas em educação financeira recomendam reservar pequenos valores ao longo dos meses anteriores para evitar o uso excessivo do cartão de crédito ou a necessidade de parcelamentos.

Quanto os brasileiros costumam gastar no período?

A pesquisa mostra que 38% dos entrevistados desembolsam até R$ 300 durante a temporada junina.

Embora esse valor possa parecer moderado, ele representa uma despesa relevante para famílias que já enfrentam compromissos financeiros fixos, como aluguel, contas básicas, alimentação e transporte.

Além disso, quando somados gastos com viagens, hospedagem, ingressos para eventos e compras de última hora, o valor final pode ultrapassar facilmente o orçamento inicialmente planejado.

O perigo das compras por impulso

Um dos maiores riscos durante as festas juninas é a compra impulsiva.

Promoções de comidas típicas, bebidas, roupas temáticas e eventos especiais podem levar o consumidor a gastar mais do que pretendia.

Por isso, especialistas recomendam:

  • Definir um orçamento máximo antes de sair de casa;
  • Utilizar dinheiro ou PIX sempre que possível;
  • Evitar parcelamentos desnecessários;
  • Comparar preços antes das compras;
  • Priorizar eventos gratuitos quando houver opção.

Comida típica lidera a lista dos maiores gastos

Se existe algo que representa as festas juninas, certamente são as comidas tradicionais.

Segundo a pesquisa Datatudo, 77% dos entrevistados apontam a gastronomia como o principal atrativo da temporada.

Canjica, pamonha, milho cozido, bolo de milho, pé de moleque, quentão e diversas outras receitas fazem parte das celebrações em praticamente todo o país.

Não por acaso, a alimentação aparece como a categoria que mais pesa no bolso.

Entre os participantes que costumam comemorar, 46% afirmaram que os gastos com comida e bebida são os que mais impactam o orçamento.

Por que os alimentos ficaram mais caros?

Nos últimos anos, fatores como inflação dos alimentos, custos de transporte e condições climáticas afetaram os preços de diversos produtos agrícolas.

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Ingredientes tradicionais das festas juninas, como milho, amendoim, leite e derivados, sofreram oscilações de preços em diferentes períodos, refletindo diretamente no custo final das celebrações.

Isso faz com que muitas famílias precisem adaptar cardápios ou reduzir o consumo para manter as contas em dia.

Falta de dinheiro impede participação de muitos brasileiros

Um dos dados mais relevantes da pesquisa revela que 73% dos entrevistados já deixaram de participar de uma festa ou viagem junina por falta de recursos financeiros.

O número evidencia uma realidade enfrentada por milhões de brasileiros: o desejo de participar das comemorações nem sempre é compatível com a situação financeira do momento.

Em um cenário de orçamento apertado, muitas famílias acabam priorizando despesas essenciais e deixam atividades de lazer em segundo plano.

Como aproveitar as festas gastando menos?

Mesmo com restrições financeiras, existem formas de participar das comemorações sem comprometer o orçamento.

Algumas alternativas incluem:

  • Participar de eventos gratuitos promovidos por prefeituras;
  • Organizar festas comunitárias entre amigos e familiares;
  • Preparar comidas típicas em casa;
  • Compartilhar custos de transporte;
  • Reutilizar roupas e acessórios de anos anteriores.

Pequenas estratégias podem reduzir significativamente os gastos sem eliminar a diversão.

Festas juninas movimentam a economia brasileira

Festa junina
Imagem: KamranAydinov / Freepik

Além do impacto no orçamento das famílias, as festas juninas exercem papel importante na economia nacional.

Cidades que realizam grandes eventos atraem turistas, geram empregos temporários e impulsionam setores como hotelaria, comércio, alimentação e transporte.

Empreendedores locais também encontram oportunidades para aumentar a renda por meio da venda de comidas típicas, artesanato e produtos temáticos.

Por isso, o período é considerado estratégico para diversas regiões do país.

Imagem: IA/ChatGPT

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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