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FGTS calamidade: Caixa amplia prazo até 2026 para moradores de áreas com desastres

Caixa prorroga saque calamidade do FGTS até 2026. Trabalhadores de áreas atingidas por desastres podem sacar até R$ 6.220.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
FGTS

A Caixa Econômica Federal anunciou a prorrogação do prazo para solicitação do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), beneficiando trabalhadores que vivem em municípios afetados por desastres naturais.

A medida, válida até janeiro de 2026, amplia o acesso ao benefício e representa um importante alívio financeiro para comunidades que ainda sofrem as consequências de enchentes, deslizamentos e vendavais em diversas regiões do país.

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saque calamidade
Imagem gerada por IA/ Seu Crédito Digital

O saque calamidade é um direito concedido a trabalhadores com saldo em contas ativas ou inativas do FGTS que residem em áreas atingidas por situações de emergência ou estado de calamidade pública, devidamente reconhecidos pela Defesa Civil Nacional.

O valor máximo que pode ser retirado é de R$ 6.220 por evento, respeitando o intervalo mínimo de 12 meses entre saques realizados pelo mesmo trabalhador para o mesmo município. A prorrogação do prazo, segundo a Caixa, visa atender localidades que ainda enfrentam os efeitos de desastres registrados em 2024 e 2025.

“A medida reforça o compromisso do banco em apoiar a população afetada, garantindo o acesso rápido e seguro aos recursos do FGTS”, destacou a instituição em nota oficial.


Quem tem direito ao saque calamidade

Para solicitar o benefício, o trabalhador precisa atender a alguns critérios específicos estabelecidos pelo governo federal. O primeiro requisito é residir em uma área reconhecida oficialmente como afetada por desastres naturais. Além disso, é necessário ter saldo disponível no FGTS e apresentar a documentação exigida pela Caixa.

Requisitos principais

  • Residência: o endereço deve estar localizado em uma área incluída no decreto municipal de calamidade pública.
  • Reconhecimento oficial: o desastre precisa ser reconhecido pela Defesa Civil estadual e homologado pelo governo federal.
  • Saldo disponível: o valor liberado está condicionado ao saldo existente nas contas do FGTS.
  • Intervalo mínimo: o trabalhador deve respeitar o período de 12 meses entre um saque e outro referente ao mesmo município.

Documentos exigidos para solicitar

O processo de solicitação é simples, mas requer atenção quanto à documentação. O trabalhador deve apresentar:

  • Documento de identidade (RG e CPF);
  • Comprovante de residência atualizado (emitido até 120 dias antes do desastre);
  • Laudo técnico da Defesa Civil atestando a ocorrência do evento e os danos na área;
  • Número do NIS/PIS/PASEP, para conferência do vínculo.

O pedido pode ser feito pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de comparecer a uma agência física, desde que a localidade tenha sido reconhecida oficialmente pela Defesa Civil. Em casos em que o sistema não identifica automaticamente o endereço, o trabalhador poderá comparecer a uma agência da Caixa para concluir a solicitação.


Cidades com prazo prorrogado até 2026

A Caixa informou que dez municípios de cinco estados brasileiros tiveram o prazo de solicitação do saque calamidade ampliado até janeiro de 2026. A decisão foi tomada com base em pedidos das prefeituras e na continuidade dos impactos causados por fortes chuvas, enchentes e vendavais.

Municípios com prorrogação confirmada

  • Porto dos Gaúchos (MT) – até 21 de janeiro de 2026
  • Paraty (RJ) – até 21 de janeiro de 2026
  • Santa Maria do Oeste (PR) – até 5 de janeiro de 2026
  • Pompéia (SP) – até 5 de janeiro de 2026
  • Piratini (RS) – até 5 de janeiro de 2026
  • São João do Triunfo (PR) – até 11 de janeiro de 2026
  • São Sebastião do Caí (RS) – até 11 de janeiro de 2026
  • Soledade (RS) – até 11 de janeiro de 2026
  • Bastos (SP) – até 11 de janeiro de 2026
  • Laranjal Paulista (SP) – até 11 de janeiro de 2026

A lista poderá ser atualizada pela Caixa conforme novos decretos municipais de emergência sejam reconhecidos pelo governo federal.


Como solicitar o saque calamidade

FGTS revisão
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O procedimento pode ser realizado de forma 100% digital por meio do aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. Após acessar o app, o trabalhador deve selecionar a opção “Meus Saques” e, em seguida, escolher “Calamidade Pública”.

Passo a passo:

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  1. Acesse o aplicativo FGTS e faça login com CPF e senha.
  2. Escolha a opção “Meus Saques” e clique em “Calamidade Pública”.
  3. Informe o município afetado e anexe os documentos solicitados.
  4. Escolha a forma de recebimento: crédito em conta Caixa ou transferência para outro banco.
  5. Aguarde a análise e, se aprovado, o valor será depositado em até cinco dias úteis.

Em casos de dúvidas, os trabalhadores podem buscar atendimento nas agências da Caixa ou entrar em contato pelos canais oficiais, como o telefone 4004-0104 (capitais) e 0800 104 0104 (demais localidades).


Impacto social e econômico da medida

A ampliação do prazo para saque do FGTS em situações de calamidade pública tem impacto direto na recuperação econômica e social das regiões afetadas. Em muitos casos, as famílias perdem suas casas, móveis e meios de subsistência, tornando o saque uma fonte essencial de recursos imediatos.

Além disso, o dinheiro movimentado ajuda a aquecer o comércio local, favorecendo pequenos empreendedores e serviços ligados à reconstrução, como lojas de materiais de construção e prestadores de manutenção residencial.

Especialistas em economia social destacam que a medida é fundamental para reduzir desigualdades e acelerar o processo de retomada em municípios de menor renda.

“O saque calamidade do FGTS é uma das poucas respostas rápidas do Estado em situações de crise climática. Ele permite que o trabalhador tenha autonomia para decidir como usar o recurso”, avaliou o economista público André Moraes.


Conclusão

Com a prorrogação do FGTS calamidade até 2026, a Caixa reforça seu papel social de apoio a populações em vulnerabilidade. O benefício oferece um respiro financeiro imediato para milhares de famílias brasileiras atingidas por desastres naturais, garantindo acesso a recursos fundamentais para reconstrução e dignidade.

A recomendação é que os trabalhadores fiquem atentos aos prazos e documentos necessários, pois cada município possui datas específicas para solicitação. A iniciativa demonstra o esforço conjunto entre governo federal, Defesa Civil e Caixa Econômica Federal para minimizar os impactos das mudanças climáticas e oferecer suporte real a quem mais precisa.

Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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