A Caixa Econômica Federal anunciou a prorrogação do prazo para solicitação do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), beneficiando trabalhadores que vivem em municípios afetados por desastres naturais.
FGTS calamidade: Caixa amplia prazo até 2026 para moradores de áreas com desastres
Caixa prorroga saque calamidade do FGTS até 2026. Trabalhadores de áreas atingidas por desastres podem sacar até R$ 6.220.
A medida, válida até janeiro de 2026, amplia o acesso ao benefício e representa um importante alívio financeiro para comunidades que ainda sofrem as consequências de enchentes, deslizamentos e vendavais em diversas regiões do país.
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O saque calamidade é um direito concedido a trabalhadores com saldo em contas ativas ou inativas do FGTS que residem em áreas atingidas por situações de emergência ou estado de calamidade pública, devidamente reconhecidos pela Defesa Civil Nacional.
O valor máximo que pode ser retirado é de R$ 6.220 por evento, respeitando o intervalo mínimo de 12 meses entre saques realizados pelo mesmo trabalhador para o mesmo município. A prorrogação do prazo, segundo a Caixa, visa atender localidades que ainda enfrentam os efeitos de desastres registrados em 2024 e 2025.
“A medida reforça o compromisso do banco em apoiar a população afetada, garantindo o acesso rápido e seguro aos recursos do FGTS”, destacou a instituição em nota oficial.
Quem tem direito ao saque calamidade
Para solicitar o benefício, o trabalhador precisa atender a alguns critérios específicos estabelecidos pelo governo federal. O primeiro requisito é residir em uma área reconhecida oficialmente como afetada por desastres naturais. Além disso, é necessário ter saldo disponível no FGTS e apresentar a documentação exigida pela Caixa.
Requisitos principais
- Residência: o endereço deve estar localizado em uma área incluída no decreto municipal de calamidade pública.
- Reconhecimento oficial: o desastre precisa ser reconhecido pela Defesa Civil estadual e homologado pelo governo federal.
- Saldo disponível: o valor liberado está condicionado ao saldo existente nas contas do FGTS.
- Intervalo mínimo: o trabalhador deve respeitar o período de 12 meses entre um saque e outro referente ao mesmo município.
Documentos exigidos para solicitar
O processo de solicitação é simples, mas requer atenção quanto à documentação. O trabalhador deve apresentar:
- Documento de identidade (RG e CPF);
- Comprovante de residência atualizado (emitido até 120 dias antes do desastre);
- Laudo técnico da Defesa Civil atestando a ocorrência do evento e os danos na área;
- Número do NIS/PIS/PASEP, para conferência do vínculo.
O pedido pode ser feito pelo aplicativo FGTS, sem necessidade de comparecer a uma agência física, desde que a localidade tenha sido reconhecida oficialmente pela Defesa Civil. Em casos em que o sistema não identifica automaticamente o endereço, o trabalhador poderá comparecer a uma agência da Caixa para concluir a solicitação.
Cidades com prazo prorrogado até 2026
A Caixa informou que dez municípios de cinco estados brasileiros tiveram o prazo de solicitação do saque calamidade ampliado até janeiro de 2026. A decisão foi tomada com base em pedidos das prefeituras e na continuidade dos impactos causados por fortes chuvas, enchentes e vendavais.
Municípios com prorrogação confirmada
- Porto dos Gaúchos (MT) – até 21 de janeiro de 2026
- Paraty (RJ) – até 21 de janeiro de 2026
- Santa Maria do Oeste (PR) – até 5 de janeiro de 2026
- Pompéia (SP) – até 5 de janeiro de 2026
- Piratini (RS) – até 5 de janeiro de 2026
- São João do Triunfo (PR) – até 11 de janeiro de 2026
- São Sebastião do Caí (RS) – até 11 de janeiro de 2026
- Soledade (RS) – até 11 de janeiro de 2026
- Bastos (SP) – até 11 de janeiro de 2026
- Laranjal Paulista (SP) – até 11 de janeiro de 2026
A lista poderá ser atualizada pela Caixa conforme novos decretos municipais de emergência sejam reconhecidos pelo governo federal.
Como solicitar o saque calamidade

O procedimento pode ser realizado de forma 100% digital por meio do aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. Após acessar o app, o trabalhador deve selecionar a opção “Meus Saques” e, em seguida, escolher “Calamidade Pública”.
Passo a passo:
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- Acesse o aplicativo FGTS e faça login com CPF e senha.
- Escolha a opção “Meus Saques” e clique em “Calamidade Pública”.
- Informe o município afetado e anexe os documentos solicitados.
- Escolha a forma de recebimento: crédito em conta Caixa ou transferência para outro banco.
- Aguarde a análise e, se aprovado, o valor será depositado em até cinco dias úteis.
Em casos de dúvidas, os trabalhadores podem buscar atendimento nas agências da Caixa ou entrar em contato pelos canais oficiais, como o telefone 4004-0104 (capitais) e 0800 104 0104 (demais localidades).
Impacto social e econômico da medida
A ampliação do prazo para saque do FGTS em situações de calamidade pública tem impacto direto na recuperação econômica e social das regiões afetadas. Em muitos casos, as famílias perdem suas casas, móveis e meios de subsistência, tornando o saque uma fonte essencial de recursos imediatos.
Além disso, o dinheiro movimentado ajuda a aquecer o comércio local, favorecendo pequenos empreendedores e serviços ligados à reconstrução, como lojas de materiais de construção e prestadores de manutenção residencial.
Especialistas em economia social destacam que a medida é fundamental para reduzir desigualdades e acelerar o processo de retomada em municípios de menor renda.
“O saque calamidade do FGTS é uma das poucas respostas rápidas do Estado em situações de crise climática. Ele permite que o trabalhador tenha autonomia para decidir como usar o recurso”, avaliou o economista público André Moraes.
Conclusão
Com a prorrogação do FGTS calamidade até 2026, a Caixa reforça seu papel social de apoio a populações em vulnerabilidade. O benefício oferece um respiro financeiro imediato para milhares de famílias brasileiras atingidas por desastres naturais, garantindo acesso a recursos fundamentais para reconstrução e dignidade.
A recomendação é que os trabalhadores fiquem atentos aos prazos e documentos necessários, pois cada município possui datas específicas para solicitação. A iniciativa demonstra o esforço conjunto entre governo federal, Defesa Civil e Caixa Econômica Federal para minimizar os impactos das mudanças climáticas e oferecer suporte real a quem mais precisa.
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
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