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Ajuda emergencial: até R$ 6.220 do FGTS para quem teve casa afetada pelo tornado no Paraná

Moradores de Rio Bonito do Iguaçu e Goioxim, no Paraná, podem sacar até R$ 6.220 do FGTS após reconhecimento de calamidade pública.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
FGTS

A Caixa Econômica Federal liberou o saque calamidade do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após a cidade ser devastada por um tornado na última sexta-feira (7). A medida visa oferecer apoio financeiro emergencial às famílias que tiveram suas casas atingidas.

Além disso, Goioxim, também no Paraná, foi incluída na lista de municípios com autorização para saque, devido às fortes chuvas que causaram prejuízos e danos a diversas residências no final de outubro.

Quem tem direito?

Leia mais: FGTS de Emergência: os 7 desastres naturais que dão direito ao saque calamidade

O saque calamidade do FGTS é destinado a trabalhadores residentes em áreas afetadas por desastres naturais ou emergências.

No caso do Paraná, os moradores de Rio Bonito do Iguaçu e Goioxim poderão solicitar o benefício. É necessário possuir saldo em conta vinculada ao FGTS e não ter realizado outro saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Valor máximo de saque e prazos

O limite do saque calamidade é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, respeitando o saldo disponível do trabalhador.

  • 💰 Se o saldo for de R$ 6 mil, é possível sacar o valor total.
  • 💳 Se houver R$ 10 mil disponíveis, o limite permanece em R$ 6.220,00.

Os prazos para solicitação variam conforme o município:

  • Rio Bonito do Iguaçu: até 6 de fevereiro de 2026
  • Goioxim: até 8 de fevereiro de 2026

Após o pedido, o valor pode ser creditado diretamente na conta bancária indicada pelo trabalhador, sem necessidade de ir a uma agência.

Como solicitar o saque calamidade do FGTS

Passo 1: Acesse o aplicativo FGTS

  • Faça login com CPF e senha cadastrados.
  • Caso ainda não tenha cadastro, é possível criá-lo rapidamente dentro do próprio aplicativo.

Passo 2: Selecione a opção de saque

  • No menu principal, clique em “Saques”.
  • Escolha “Solicitar saque” e depois a opção “Calamidade pública”.
  • Informe o nome do município (Rio Bonito do Iguaçu ou Goioxim) e confirme na lista.

Passo 3: Envie os documentos necessários

O trabalhador deve encaminhar:

  • Documento de identidade com foto (RG, CNH ou passaporte);
  • Comprovante de residência em nome do solicitante, emitido até 120 dias antes da decretação de calamidade.

Passo 4: Indique uma conta para receber

  • Escolha se deseja receber o valor em uma conta da Caixa, inclusive na Poupança Digital CAIXA Tem, ou em outro banco de sua preferência.
  • Envie a solicitação e acompanhe o status diretamente pelo aplicativo.

FGTS calamidade: o que é e como funciona

O saque calamidade é uma modalidade especial prevista na Lei nº 8.036/1990, que permite ao trabalhador acessar parte do saldo do FGTS em casos de desastres naturais que resultem em danos materiais à residência.

Essa modalidade foi criada para dar suporte financeiro emergencial às famílias, sem afetar o saldo destinado a outras finalidades, como compra da casa própria, aposentadoria ou demissão sem justa causa.

Documentação e comprovação exigida

Para ter o pedido aprovado, o trabalhador precisa apresentar documentos que comprovem:

  1. Vínculo residencial no município afetado;
  2. Danos à moradia ocasionados por calamidade pública reconhecida oficialmente;
  3. Identificação pessoal válida.

Os documentos aceitos como comprovante de residência incluem:

  • Conta de água, luz, telefone ou internet;
  • Correspondência bancária ou de órgão público;
  • Declaração da Defesa Civil municipal (quando disponível).

O papel da Defesa Civil no processo

A Defesa Civil municipal é responsável por reconhecer os danos e registrar oficialmente a situação de emergência ou calamidade pública junto ao Governo Federal. Somente após esse reconhecimento é que a Caixa Econômica Federal pode liberar o saque.

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No caso de Rio Bonito do Iguaçu e Goioxim, os decretos já foram publicados e reconhecidos, permitindo a liberação imediata dos recursos.

Outras formas de saque do FGTS

Além da modalidade por calamidade, o trabalhador pode realizar o saque do FGTS nas seguintes situações:

  • Demissão sem justa causa;
  • Aposentadoria;
  • Compra ou quitação da casa própria;
  • Falecimento do titular (beneficiário recebe);
  • Doenças graves, como câncer ou HIV;
  • Aniversário do FGTS (modalidade optativa que permite saque anual de parte do saldo).

Impactos do tornado em Rio Bonito do Iguaçu

De acordo com a Defesa Civil do Paraná, o tornado destruiu casas inteiras, derrubou árvores e interrompeu o fornecimento de energia elétrica em vários bairros. Centenas de famílias ficaram desabrigadas ou tiveram perdas materiais significativas.

O saque do FGTS é uma das medidas emergenciais adotadas pelo governo para ajudar na reconstrução das moradias e reposição de bens essenciais.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quem pode sacar o FGTS por calamidade?
Trabalhadores que moram em áreas atingidas por desastres naturais e tiveram a situação reconhecida pelo Governo Federal.

2. Qual o valor máximo do saque calamidade?
O limite é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, respeitando o saldo disponível.

3. Até quando posso solicitar o saque?
Em Rio Bonito do Iguaçu, até 6 de fevereiro de 2026; em Goioxim, até 8 de fevereiro de 2026.

4. Preciso ir até uma agência da Caixa?
Não. Todo o processo pode ser feito pelo aplicativo FGTS, de forma 100% digital.

Considerações finais

O saque calamidade do FGTS é uma ferramenta essencial de apoio emergencial para trabalhadores afetados por desastres naturais. Em situações como a ocorrida no Paraná, o acesso rápido ao saldo pode fazer diferença na reconstrução de lares e retomada da estabilidade financeira.

Moradores de Rio Bonito do Iguaçu e Goioxim devem aproveitar o período de solicitação e realizar o pedido de forma digital, sem precisar comparecer a uma agência, com segurança e praticidade.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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