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FGTS pode passar a ser corrigido pela inflação; entenda a proposta

Um projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados propõe uma mudança importante na forma de correção do FGTS. A proposta prevê que os depósitos nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passem a ser atualizados pela inflação oficial do país, medida pelo IPCA, além de juros de 3% […]

Avatar de Juliana Peixoto Juliana Peixoto · · 5 min de leitura
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Um projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados propõe uma mudança importante na forma de correção do FGTS. A proposta prevê que os depósitos nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passem a ser atualizados pela inflação oficial do país, medida pelo IPCA, além de juros de 3% ao ano.

Na prática, a medida pode aumentar o rendimento do FGTS e reduzir as perdas do trabalhador ao longo do tempo. A proposta ainda está em análise e precisa passar por várias etapas antes de virar lei, mas já chama atenção porque mexe diretamente no dinheiro de milhões de brasileiros que têm saldo no fundo.

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Projeto quer garantir rendimento acima da inflação

O Projeto de Lei 842/26 propõe alterar a Lei do FGTS para que o saldo das contas seja corrigido pela inflação medida pelo IPCA, com capitalização de juros de 3% ao ano.

Atualmente, o FGTS é corrigido com base em regras semelhantes às da poupança, com juros de 3% ao ano e atualização monetária definida por índices oficiais, além da possibilidade de distribuição de lucros do fundo.

Segundo o deputado Albuquerque (Republicanos-RR), autor da proposta, o objetivo é modernizar o sistema e garantir mais proteção ao trabalhador.

Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que a proposta busca criar um FGTS mais justo e sustentável, preservando o poder de compra do dinheiro depositado ao longo dos anos.

O que muda na prática para quem tem FGTS

Se o projeto for aprovado, o principal impacto será no rendimento do saldo.

Hoje, muitos trabalhadores reclamam que o FGTS rende menos que a inflação, o que faz o dinheiro perder valor ao longo do tempo. Com a correção pelo IPCA, a proposta tenta garantir que o saldo acompanhe o aumento dos preços no país.

Na prática, isso pode significar:

  • saldo mais valorizado ao longo dos anos
  • menor perda do poder de compra
  • rendimento mais previsível
  • proteção contra inflação alta

Essa mudança pode beneficiar especialmente quem mantém o FGTS por muitos anos sem sacar, como trabalhadores que usam o fundo para aposentadoria, compra da casa própria ou situações de emergência.

Distribuição de lucros não será afetada

Um dos pontos destacados no projeto é que a nova correção seria aplicada independentemente da distribuição de lucros do FGTS.

Hoje, o fundo administrado pela Caixa Econômica Federal pode distribuir parte dos lucros anuais entre os trabalhadores, o que aumenta o rendimento final.

Com a nova regra, a correção pelo IPCA e os juros de 3% ao ano seriam garantidos, e a distribuição de lucros continuaria podendo acontecer separadamente.

Isso significa que o rendimento poderia ser ainda maior, caso o fundo tenha resultados positivos no ano.

Quem pode ser afetado pela proposta

A mudança atinge diretamente todos os trabalhadores com carteira assinada que possuem saldo no FGTS.

Entre os principais grupos impactados estão:

  • trabalhadores do setor privado
  • empregados domésticos com FGTS ativo
  • pessoas com contas inativas no fundo
  • beneficiários do saque-aniversário
  • trabalhadores que usam o FGTS para financiamento habitacional

Na prática, qualquer pessoa com dinheiro no fundo poderá sentir os efeitos caso a proposta seja aprovada.

Como está a tramitação do projeto

O projeto ainda está em fase inicial e será analisado em caráter conclusivo por três comissões da Câmara dos Deputados:

  • Comissão de Trabalho
  • Comissão de Finanças e Tributação
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Se aprovado nessas etapas, o texto seguirá para o Senado Federal. Somente depois da aprovação nas duas casas e sanção presidencial a medida poderá virar lei.

Ou seja, a mudança ainda não está valendo.

O que o trabalhador deve fazer agora

Neste momento, não é necessário tomar nenhuma ação.

O trabalhador deve apenas acompanhar a tramitação do projeto e continuar consultando o saldo do FGTS normalmente pelos canais oficiais, como:

  • aplicativo FGTS
  • site gov.br
  • atendimento da Caixa Econômica Federal

Caso a proposta avance, o governo e a Caixa devem divulgar as novas regras e explicar como a correção será aplicada.

É importante evitar acreditar em boatos nas redes sociais que indiquem aumento imediato no rendimento, pois o projeto ainda não foi aprovado.

Por que a mudança no FGTS é discutida com frequência

Nos últimos anos, o rendimento do FGTS tem sido alvo de debates no Congresso e no Judiciário.

O principal motivo é que o fundo, muitas vezes, rende menos que a inflação, o que reduz o valor real do dinheiro dos trabalhadores.

Órgãos oficiais como a Caixa Econômica Federal e o governo federal já defendem a distribuição de lucros como forma de compensar esse problema, enquanto parlamentares discutem mudanças na regra de correção.

A proposta do IPCA surge justamente dentro desse contexto de tentativa de tornar o fundo mais vantajoso e alinhado à realidade econômica do país.

Possíveis impactos na economia

Uma mudança na forma de correção do FGTS também pode gerar efeitos no sistema financeiro e no crédito habitacional.

Isso acontece porque o FGTS é usado para financiar programas como habitação, saneamento e infraestrutura.

Se o rendimento aumentar, o custo do fundo também pode subir, o que exige equilíbrio nas contas públicas e nos financiamentos oferecidos com recursos do FGTS.

Por isso, a proposta deve passar por análise detalhada nas comissões de Finanças e Constituição antes de qualquer aprovação.

Resumo rápido

  • projeto propõe correção do FGTS pelo IPCA
  • juros de 3% ao ano seriam mantidos
  • distribuição de lucros continuaria
  • medida ainda não está valendo
  • precisa passar pela Câmara e Senado

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