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Valor da rescisão pode cair com nova proposta do FGTS

Proposta no Senado pode mudar multa do FGTS e endurecer regras para atrasos. Entenda impactos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está no centro de um novo debate que pode impactar diretamente trabalhadores e empresas em todo o Brasil. Uma proposta encaminhada ao Senado pelo Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT) sugere mudanças estruturais no sistema, incluindo a redução da multa em demissões sem justa causa e o aumento das penalidades para empregadores que atrasarem depósitos.

O tema ganha relevância em um cenário de alta inadimplência: a dívida acumulada do FGTS já ultrapassa R$ 70 bilhões, afetando cerca de 25 milhões de trabalhadores. Diante disso, o objetivo do pacote é reequilibrar o sistema, tornando-o mais justo e eficiente — tanto para quem emprega quanto para quem depende do fundo como proteção financeira.

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O que muda na multa do FGTS em demissões

Atualmente, quando um trabalhador é demitido sem justa causa, a empresa deve pagar uma multa de 40% sobre o saldo do FGTS. Essa quantia é uma compensação importante, funcionando como uma reserva adicional para o trabalhador em um momento de transição.

A proposta do IFGT sugere a redução desse percentual. Embora o novo índice ainda não tenha sido oficialmente definido, a justificativa é clara: diminuir o custo das demissões para estimular a formalização e reduzir a resistência das empresas em contratar com carteira assinada.

Impacto prático para o trabalhador

Se aprovada, essa mudança pode representar uma redução significativa no valor recebido na rescisão. Por exemplo:

  • Um trabalhador com R$ 10 mil no FGTS hoje recebe R$ 4 mil de multa
  • Com uma eventual redução para 30%, esse valor cairia para R$ 3 mil

Na prática, isso diminui a proteção financeira no momento da demissão, o que pode gerar críticas por parte de especialistas em direito do trabalho.

Regras mais duras para empresas inadimplentes

Se por um lado a proposta alivia custos de demissão, por outro ela endurece significativamente as punições para empresas que atrasam os depósitos do FGTS.

Hoje, os encargos por atraso são considerados baixos em comparação com tributos federais. Isso cria um problema estrutural: muitas empresas acabam priorizando o pagamento de impostos e deixam o FGTS em segundo plano.

O que muda na cobrança de juros e multas

A proposta sugere equiparar os encargos do FGTS aos aplicados a tributos federais. Isso inclui:

  • Aplicação da taxa Selic como juros
  • Multas que podem chegar a 20% do valor devido
  • Atualização monetária mais rigorosa

Na prática, isso elimina o incentivo econômico para atrasar o pagamento. Hoje, em alguns casos, deixar de recolher o FGTS pode ser mais barato do que atrasar impostos como o INSS — uma distorção que o IFGT quer corrigir.

Por que o sistema atual é considerado problemático

Segundo o IFGT, o modelo vigente cria um cenário contraditório: penaliza mais quem atrasa tributos do que quem deixa de depositar um direito do trabalhador.

Esse desequilíbrio tem consequências diretas:

  • Aumento da inadimplência
  • Redução da segurança financeira dos trabalhadores
  • Concorrência desleal entre empresas que pagam em dia e as que atrasam

A dívida de mais de R$ 70 bilhões é um reflexo desse sistema, que precisa de ajustes para funcionar de forma mais equilibrada.

O que está em jogo no Senado

A proposta foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos do Senado e ainda está em fase inicial de análise. Caso avance, o tema deve gerar amplo debate nacional, envolvendo:

  • Representantes de trabalhadores
  • Empresários
  • Especialistas em direito trabalhista
  • Órgãos como a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do FGTS

A discussão deve girar em torno de um ponto central: como equilibrar a proteção ao trabalhador com a necessidade de reduzir custos para as empresas.

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Possíveis impactos na economia brasileira

Se implementadas, as mudanças podem gerar efeitos relevantes:

Para empresas

  • Redução do custo de demissão
  • Maior previsibilidade financeira
  • Pressão para manter os depósitos em dia

Para trabalhadores

  • Possível redução na indenização rescisória
  • Maior garantia de que o FGTS será depositado corretamente

Para o mercado

  • Estímulo à formalização
  • Redução da inadimplência
  • Maior equilíbrio competitivo entre empresas

O que o trabalhador deve fazer agora

Enquanto as mudanças ainda estão em discussão, é fundamental que o trabalhador continue acompanhando seus depósitos do FGTS regularmente. Isso pode ser feito por meio do aplicativo oficial da Caixa ou pelo extrato disponível online.

Caso identifique irregularidades, é possível buscar orientação com sindicatos, advogados trabalhistas ou até mesmo acionar a Justiça do Trabalho.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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