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Projeto propõe reduzir multa do FGTS de 40% para 20%

Projeto propõe reduzir multa do FGTS e endurecer cobrança. Veja o que muda e como pode impactar trabalhadores e empresas.

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
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Uma proposta apresentada pelo Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT) pode trazer mudanças significativas nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), afetando diretamente trabalhadores e empresas.

O projeto foi encaminhado ao Senado Federal e sugere duas alterações principais:

  • Redução da multa rescisória paga em demissões sem justa causa
  • Mudança nas regras de cobrança de encargos por atraso nos depósitos

A proposta ainda não está em vigor, mas já levanta debates importantes sobre o equilíbrio entre proteção ao trabalhador e estímulo à geração de empregos.

Leia mais:

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Redução da multa do FGTS: o que pode mudar

Atualmente, quando um trabalhador é demitido sem justa causa, a empresa deve pagar uma multa de 40% sobre o saldo do FGTS.

Nova proposta

O projeto sugere:

  • Redução de 40% para 20% na demissão sem justa causa
  • Redução de 20% para 10% nos casos de demissão por acordo

Essa mudança diminuiria o custo da rescisão para as empresas.

Exemplo prático

Se um trabalhador tiver R$ 10 mil no FGTS:

  • Regra atual: multa de R$ 4.000
  • Nova proposta: multa de R$ 2.000

A diferença é significativa e pode impactar tanto o trabalhador quanto o empregador.

Por que querem reduzir a multa do FGTS

Segundo o IFGT, a proposta busca corrigir distorções no sistema atual.

Principais argumentos

  • Reduzir custos para empresas
  • Estimular contratações formais
  • Diminuir a informalidade
  • Facilitar acordos entre empregador e trabalhador

A ideia é que, com custos menores de demissão, empresas se sintam mais seguras para contratar.

Mudança na cobrança de atrasos pode ficar mais rígida

Além da redução da multa rescisória, o projeto propõe endurecer as regras para empresas que atrasam depósitos do FGTS.

Como funciona hoje

Atualmente, as penalidades por atraso são consideradas mais leves do que as aplicadas a tributos federais.

O que pode mudar

A proposta sugere:

  • Aplicação da taxa Selic
  • Multa de até 20% sobre valores em atraso

Na prática, isso tornaria o atraso no pagamento do FGTS mais caro para as empresas.

Dívida do FGTS preocupa autoridades

Dados apresentados pelo IFGT indicam que a inadimplência no FGTS chega a cerca de R$ 73 bilhões, afetando aproximadamente 25 milhões de trabalhadores.

Esse cenário mostra que muitos empregadores deixam de recolher o fundo regularmente, prejudicando direitos básicos dos trabalhadores.

Impacto da inadimplência

  • Redução da segurança financeira do trabalhador
  • Dificuldade de acesso a benefícios
  • Prejuízo em casos de demissão

Por isso, o endurecimento da cobrança é visto como uma forma de proteger o trabalhador.

Como a proposta pode afetar trabalhadores

As mudanças podem ter efeitos diferentes, dependendo do ponto de vista.

Possíveis vantagens

  • Maior regularidade nos depósitos do FGTS
  • Redução da inadimplência
  • Mais segurança no recebimento do benefício

Possíveis desvantagens

  • Redução do valor recebido em demissões
  • Menor compensação financeira na rescisão

Ou seja, o trabalhador pode ganhar mais segurança durante o contrato, mas receber menos ao ser demitido.

Impacto para empresas

Para os empregadores, a proposta pode trazer benefícios importantes.

Pontos positivos

  • Redução do custo de demissão
  • Maior previsibilidade financeira
  • Incentivo à formalização de empregos

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Pontos de atenção

  • Penalidades mais severas em caso de atraso
  • Necessidade de maior controle financeiro

Empresas que mantêm os pagamentos em dia tendem a ser beneficiadas pelo novo modelo.

Projeto ainda não está em vigor

É importante destacar que a proposta ainda está em fase inicial.

Ela foi enviada ao Senado e precisa passar por:

  • Análise em comissões
  • Votação no Congresso
  • Sanção presidencial

Ou seja, as regras atuais continuam valendo até que o projeto seja aprovado.

Debate sobre equilíbrio entre direitos e economia

A proposta reacende um debate recorrente no Brasil: como equilibrar proteção ao trabalhador e estímulo à economia.

Especialistas divergem sobre o tema:

  • Alguns defendem que a redução da multa pode gerar empregos
  • Outros alertam para a perda de direitos dos trabalhadores

O resultado final dependerá das discussões no Congresso e possíveis ajustes no texto.

O que fazer enquanto as regras não mudam

Enquanto o projeto não é aprovado, trabalhadores devem:

  • Acompanhar depósitos do FGTS regularmente
  • Verificar extratos pelo aplicativo FGTS
  • Denunciar irregularidades

Já as empresas devem:

  • Manter os recolhimentos em dia
  • Evitar multas e penalidades
  • Organizar a gestão financeira

Considerações finais

A proposta de mudança nas regras do FGTS pode transformar a relação entre empresas e trabalhadores no Brasil.

De um lado, a redução da multa pode estimular contratações. De outro, o endurecimento da cobrança pode aumentar a proteção contra inadimplência.

Ainda em fase de discussão, o projeto deve passar por ajustes e debates antes de qualquer implementação.

Para trabalhadores e empregadores, o momento é de atenção e acompanhamento das próximas decisões.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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