O saque-aniversário do FGTS 2026 já está disponível para trabalhadores nascidos em abril, além de continuar liberado para quem faz aniversário em fevereiro e março e ainda não retirou o valor. A liberação segue o calendário oficial e permite o acesso a uma parte do saldo do Fundo de Garantia sem precisar ser demitido.
FGTS libera valores conforme mês de nascimento; confira
Nascidos em abril já podem sacar o FGTS 2026. Veja valores, calendário e como retirar pelo aplicativo.
Essa modalidade, criada em 2020, vem sendo cada vez mais utilizada por quem busca uma renda extra ao longo do ano. No entanto, antes de sacar, é fundamental entender as regras, os impactos e as diferenças em relação ao modelo tradicional, principalmente para evitar surpresas em caso de demissão.
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Quem pode sacar agora e até quando o dinheiro fica disponível
O acesso ao saque-aniversário segue um cronograma anual. Para quem nasceu em abril, o valor pode ser retirado de 1º de abril até 30 de junho de 2026. Já os trabalhadores de fevereiro e março ainda têm prazo aberto dentro da janela de três meses.
Confira como está o calendário atual:
- Janeiro: 2 de janeiro a 31 de março (encerrado)
- Fevereiro: 2 de fevereiro a 30 de abril (disponível)
- Março: 2 de março a 29 de maio (disponível)
- Abril: 1º de abril a 30 de junho (disponível)
- Maio: 4 de maio a 31 de julho
- Junho: 1º de junho a 31 de agosto
- Julho: 1º de julho a 30 de setembro
- Agosto: 3 de agosto a 30 de outubro
- Setembro: 1º de setembro a 30 de novembro
- Outubro: 1º de outubro a 30 de dezembro
- Novembro: 2 de novembro a 29 de janeiro de 2027
- Dezembro: 1º de dezembro a 26 de fevereiro de 2027
Se o trabalhador não fizer o saque dentro desse prazo, o valor volta automaticamente para a conta do FGTS.
Quanto dá para sacar em 2026: entenda o cálculo
O valor liberado não é fixo. Ele depende do saldo total disponível nas contas do FGTS (ativas e inativas). A regra combina um percentual com uma parcela adicional.
Veja como funciona na prática:
- Até R$ 500: 50% do saldo
- De R$ 500,01 a R$ 1.000: 40% + R$ 50
- De R$ 1.000,01 a R$ 5.000: 30% + R$ 150
- De R$ 5.000,01 a R$ 10.000: 20% + R$ 650
- De R$ 10.000,01 a R$ 15.000: 15% + R$ 1.150
- De R$ 15.000,01 a R$ 20.000: 10% + R$ 1.900
- Acima de R$ 20.000: 5% + R$ 2.900
Exemplo prático: quem tem R$ 2.000 no FGTS pode sacar R$ 750 (30% + R$ 150 adicionais).
Diferença que muda tudo: saque-aniversário x saque-rescisão
Antes de aderir, é importante entender o impacto da escolha.
No modelo tradicional (saque-rescisão), o trabalhador pode retirar todo o saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa, além de receber a multa de 40% paga pelo empregador.
Já no saque-aniversário, o acesso ao dinheiro é anual, mas há uma limitação importante: se for demitido sem justa causa, o trabalhador não poderá sacar o saldo total da conta — apenas a multa de 40%.
Essa diferença impacta diretamente o planejamento financeiro, principalmente para quem depende do FGTS como reserva em momentos de desemprego.
Como aderir ao saque-aniversário sem sair de casa
A adesão é opcional e pode ser feita de forma rápida pelo aplicativo oficial do FGTS, gerido pela Caixa Econômica Federal.
Veja o passo a passo:
- Baixe o aplicativo FGTS (Android ou iOS)
- Faça login com sua conta do Gov.br
- Acesse a opção “Saque-Aniversário”
- Leia os termos e confirme a adesão
Depois disso, você pode cadastrar uma conta bancária para receber o valor diretamente, sem precisar ir até uma agência.
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Atenção a esse detalhe antes de mudar de modalidade
Muita gente não sabe, mas ao optar pelo saque-aniversário, existe uma carência para voltar ao modelo tradicional. Caso você queira retornar ao saque-rescisão, será necessário aguardar 25 meses para que a mudança passe a valer.
Esse prazo é definido pelas regras oficiais do FGTS e deve ser considerado antes de qualquer decisão.
O que dizem os órgãos oficiais sobre o saque
Segundo a Caixa Econômica Federal e informações disponíveis no portal Governo Federal do Brasil, o saque-aniversário é uma alternativa para dar mais flexibilidade ao trabalhador no uso do FGTS.
No entanto, os órgãos reforçam que a escolha deve ser feita com cautela, já que altera o acesso ao saldo em situações de demissão.
Vale a pena sacar agora?
A resposta depende da sua situação financeira. Para quem precisa de dinheiro imediato, o saque pode ajudar. Já para quem prefere manter uma reserva maior para emergências, talvez seja melhor manter o modelo tradicional.
O mais importante é entender as regras e tomar uma decisão consciente.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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