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Fiat é alvo de ação de R$ 500 mil por aumentar o preço do Pulse na pré-venda

Ministério Público entra com ação contra Fiat depois de vários consumidores reclamarem. Clique aqui para entender o que aconteceu

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Fiat Toro

O Ministério Público entrou com ação contra a Fiat. De acordo com o processo, a montadora italiana cometeu o crime de propaganda enganosa, quando aumentou o preço de um de seus automóveis depois de realizar a pré-venda do mesmo.

No início de 2022, a Fiat lançou o seu novo SUV no mercado brasileiro, o Pulse Drive 1.3. Assim, a empresa fez uma pré-venda, na qual os clientes pagavam uma entrada para reservar o seu carro. Naquela época o carro custava R$ 81.490 e os consumidores pagaram uma reserva de R$ 3.000.

Acontece que, depois de alguns meses, a montadora reajustou o preço de todos os modelos da linha Pulse. Inclusive de quem havia feito a reserva no início do ano. Dessa forma, os clientes compraram o carro por um valor, mas acabaram pagando R$ 4 mil mais caro por ele, ou seja, R$ 85.990.

Ação pede que a Fiat pague R$ 500 mil em danos materiais coletivos

Diante dessa situação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou em contato com a Fiat para resolver a situação. Contudo, a empresa não aceitou o Termo de Ajuste de Conduta que o MP propôs.

Portanto, a montadora se negou a devolver a diferença dos preços para os compradores que fizeram a reserva do Pulse na pré-venda. De acordo com a empresa, ela só vai fazer isso se receber uma ordem judicial para tal.

Diante dos fatos, o MP protocolou uma ação contra a Fiat pedindo o pagamento de R$ 500 mil em danos materiais coletivos. Os compradores também entraram com uma ação e pedem a devolução da diferença com correção monetária.

O que a montadora alega

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A Fiat disse não comentar casos que ainda estão em tramitação. Entretanto, afirmou que o aumento no valor dos insumos e a diferença no câmbio internacional obrigaram a empresa a fazer um reajuste no preço do Pulse.

Ela também disse que, ao fazerem a reserva, os consumidores concordaram com os termos, e entre eles estava a possibilidade de um reajuste no valor do veículo.

Imagem: emirhankaramuk / shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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