A Fidelity Investments, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, reiterou sua confiança na força do ciclo atual do Bitcoin. Segundo a empresa, há fortes indícios de que a maior criptomoeda do mercado poderá registrar um novo recorde de preço em breve.
Fidelity aposta em novo recorde histórico do Bitcoin ainda neste ciclo
Com mais de 198 mil BTC sob gestão, a Fidelity acredita que o Bitcoin está prestes a superar seu recorde histórico e atingir novos patamares de valor.
Atualmente, o Bitcoin é negociado por volta de US$ 104.000, valor cerca de 5,3% abaixo de sua máxima histórica registrada em janeiro de 2025, quando alcançou US$ 109.350. O sentimento otimista da Fidelity se baseia em dados de mercado, padrões históricos e uma fase específica do ciclo do Bitcoin conhecida como “Fase de Aceleração”.
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A posição da Fidelity no mercado de criptoativos
A Fidelity é responsável pelo FBTC, o segundo maior fundo de investimento em Bitcoin negociado em bolsa (ETF) do mundo. O fundo administra atualmente 198.756 BTC, o equivalente a aproximadamente R$ 117 bilhões. A liderança em termos de volume pertence ao ETF IBIT da BlackRock, com 614.757 BTC sob custódia.
Uma gestora com peso
Com um total de US$ 5,9 trilhões em ativos sob gestão, a Fidelity é uma das vozes mais respeitadas no mercado financeiro global. Sua atuação crescente no mercado de criptomoedas dá peso às suas projeções e pode influenciar investidores institucionais a reforçar sua exposição ao Bitcoin.
Fase de Aceleração: o que significa para o Bitcoin

Em recente análise publicada em suas redes sociais, a equipe de ativos digitais da Fidelity destacou que o Bitcoin está atravessando a chamada Fase de Aceleração. Essa etapa, caracterizada por forte volatilidade e elevado nível de lucro entre investidores, é historicamente associada a rompimentos de preço.
Segundo a gestora:
“A fase de aceleração do Bitcoin continua após 69 dias de baixo lucro e alta volatilidade — reforçando a tese da nossa equipe de que o Bitcoin pode atingir um novo recorde histórico antes do fim deste ciclo.”
Análise técnica e padrões históricos
De acordo com a Fidelity, os dados atuais do mercado são similares aos observados em ciclos anteriores, especialmente os de 2013 e 2017, quando o Bitcoin também rompeu recordes após entrar nessa fase.
“Este ciclo atual está se desenhando de forma semelhante às Fases de Aceleração de 2013 e 2017.”
A visão de Chris Kuiper
Chris Kuiper, vice-presidente de Pesquisa da Fidelity Digital Assets, reforçou o otimismo ao destacar que, no fechamento do dia 13 de maio, o Bitcoin era negociado a US$ 104.119, com 99% dos endereços em situação lucrativa.
Segundo ele, a continuidade dessa tendência poderá impulsionar novas altas:
“O BTC continuou em sua Fase de Aceleração com dez dias de alta lucratividade e alta volatilidade até agora em maio.”
Eleições nos EUA podem impulsionar mercado
Kuiper também sugere que eventos macroeconômicos, como as eleições presidenciais nos Estados Unidos, podem atuar como catalisadores:
“Historicamente, essa fase apresentou dois picos de rompimento, sendo o primeiro deles após a alta provocada pelas eleições nos EUA.”
Outros analistas também projetam valores recordes
Nomes de peso no ecossistema cripto como Adam Back (criador do Hashcash), Arthur Hayes (fundador da BitMex) e Changpeng Zhao (fundador da Binance) chegaram a projetar que o Bitcoin pode atingir US$ 1 milhão por unidade neste ciclo.
Embora essas previsões sejam consideradas otimistas, elas indicam um forte sentimento de alta no setor. A convergência de opiniões entre analistas tradicionais e especialistas em blockchain reforça a expectativa de novos patamares para o ativo.
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Fatores que sustentam o otimismo da Fidelity
A crescente adesão de instituições ao Bitcoin, inclusive através de ETFs como o FBTC e o IBIT, amplia a liquidez do mercado e reduz a volatilidade de longo prazo. Isso cria um ambiente propício para valorização sustentada.
O halving do Bitcoin, ocorrido recentemente, reduziu pela metade a recompensa de mineração de novos blocos, limitando a oferta da moeda. Historicamente, esse evento é seguido por ciclos de alta significativos, como ocorreu em 2013, 2017 e 2021.
Com tensões geopolíticas, inflação persistente e incertezas nos mercados tradicionais, o Bitcoin tem se posicionado como um ativo de reserva alternativo, atraindo tanto investidores individuais quanto institucionais.
Riscos e advertências
Apesar da tendência de alta, a Fidelity alerta que o caminho até um novo recorde não será linear. A Fase de Aceleração é marcada por movimentos bruscos em ambas as direções, o que exige cautela por parte dos investidores.
“Essa fase não se caracteriza por uma trajetória ascendente constante. Em vez disso, pode apresentar forte volatilidade em ambas as direções.”
Correções de curto prazo são comuns mesmo em ciclos de alta. Eventos inesperados, como regulações adversas ou falências de grandes empresas cripto, podem impactar temporariamente o preço do Bitcoin.
Considerações finais

A previsão da Fidelity de que o Bitcoin poderá atingir um novo recorde ainda neste ciclo está fundamentada em análises históricas, dados atuais do mercado e sinais macroeconômicos. A presença de grandes volumes em ETFs e o alto nível de lucro dos investidores fortalecem a tese de que o topo histórico poderá ser superado em breve.
Ainda que a volatilidade persista, o cenário traçado pela Fidelity sugere que estamos diante de uma oportunidade estratégica. Acompanhando os dados de perto e mantendo a cautela, investidores poderão se posicionar de forma mais assertiva neste ciclo que promete ser histórico para o Bitcoin.
