Luciana Temer, filha do ex-presidente Michel Temer, reafirmou seu apoio a Lula em vídeo compartilhado nas redes sociais. Ela alegou que seu voto não é “uma defesa” ao petista, e sim a um modelo de sociedade. Segundo explicou, o governo de Jair Bolsonaro é incompatível com o Brasil que ela gostaria de deixar para seus filhos e netos.
Filha de Temer apoia Lula, mesmo após seu pai ser chamado de “golpista”
Luciana Temer postou um vídeo nas redes sociais reafirmando que votará em Lula, mesmo depois de o petista ter chamado seu pai de golpista.
No vídeo, Luciana Temer comenta que muitas pessoas estavam questionando se ela manteria sua posição pró-Lula mesmo depois de o candidato à Presidência chamar seu pai de golpista durante o último debate presidencial.
“Deixa eu explicar uma coisa para quem não entendeu: eu não defendo um homem, defendo um modelo de país, um modelo de sociedade, que não é possível definitivamente com um governante que desrespeita as instituições, que é favorável a crianças não frequentarem a escola, que é favorável ao armamento das pessoas e tem falas e atitudes racistas, machistas e homofóbicas”, afirma ela na gravação.
Segundo noticiou o G1, no começo do mês de outubro, Michel Temer teria desistido de declarar apoio a Jair Bolsonaro por pressão das filhas. Elas teriam se incomodado com a suposta decisão preliminar de apoio do pai a Bolsonaro.
Lula x Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro se enfrentam amanhã, dia 30 de outubro, no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. No primeiro turno, Lula obteve a quantidade exata de 57.259.504 de votos válidos, ficando com o total de 48,43%. Bolsonaro somou 51.072.345 de votos e bateu 43,20% dos votos totais.
Na última segunda-feira, 24 de outubro, o Ipec, Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica, divulgou o resultado de uma nova rodada de pesquisas para o segundo turno. A diferença entre os candidatos seguia em 7 pontos percentuais, a mesma da pesquisa anterior, do dia 17 de outubro. Enquanto Lula possuía 50% das intenções de voto, Bolsonaro estava na casa dos 43%.
Imagem: Bruno Cesar Spada/shutterstock.com
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