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Fim do empréstimo do Caixa Tem: entenda os motivos

No empréstimo do Caixa Tem, as pessoas físicas, ainda que estivessem com nome sujo, podiam contratar o crédito. Confira o motivo do fim!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Celular com a logo do Caixa Tem na tela, em cima de várias notas de R$ 50 e R$ 100.

Em março de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou a Medida Provisória n. 1.107, que previa a criação do Programa de Simplificação do Microcrédito Digital, o SIM Digital, que facilitava o acesso de famílias de baixa renda e pequenos empreendedores ao crédito. O Governo Federal ofereceu aos bancos R$ 3 bilhões, mas a garantia provinha do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Nesse cenário, apenas a Caixa Econômica Federal (CEF) aderiu à linha de crédito, que era oferecida por meio do aplicativo Caixa Tem. As pessoas físicas, ainda que estivessem com nome sujo, podiam contratar R$ 1 mil, enquanto os microempreendedores individuais (MEIs) podiam ter acesso a até R$ 3 mil.

Calote na CEF

Com o lançamento do SIM Digital, em poucas horas, 1,5 milhão de pessoas já tinham solicitado o serviço pelo Caixa Tem, sendo que cerca de 83% dos contratantes do empréstimo eram clientes negativados. Assim, em pouco mais de um ano, a linha de crédito tem um calote superior a 80%, maior índice da história recente do banco público.

Para Maria Rita Serrano, atual presidente da Caixa, a linha de crédito foi implementada em caráter eleitoreiro, já que foi criada às vésperas das eleições de 2022, facilitando o endividamento da população em vulnerabilidade social. 

Por outro lado, o ex-presidente da CEF, Pedro Guimarães, nega que o empréstimo do Caixa Tem tenha relação com o período eleitoral, uma vez que seu lançamento só aconteceu após a criação de um fundo garantidor, aprovado pelo Congresso Nacional.

Fim do empréstimo do Caixa Tem

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De acordo com Serrano, órgãos de controle e uma auditoria interna estão investigando a linha de crédito. Ao ser procurada, a instituição financeira afirmou que o empréstimo do Caixa Tem já chegou ao fim, sendo que o alto índice de inadimplência corresponde à carteira ativa e com parcelas a vencer.

Enfim, o que restou foi um calote no valor de R$ 2 bilhões para o FGTS, ou seja, dinheiro dos trabalhadores. Dos R$ 3 bilhões do fundo, que foram colocados como garantia do empréstimo do Caixa Tem, apenas R$ 1 bilhão foi recuperado. O restante foi perdido.

Imagem: Alison Nunes Calazans / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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