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Fim do parcelamento sem juros? BC quer tomar atitude que vai desagradar muita gente

Medida para conter o índice de inadimplência entre os brasileiros que usam cartões de crédito está ligada aos juros cobrados. Entenda!

Avatar de Rafaela Medolago Rafaela Medolago · · 2 min de leitura
Vários cartões de crédito empilhados sobre uma superfície cinza

Nesta quinta-feira (10), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, falou sobre os juros do rotativo. Atualmente, a modalidade de crédito acumula uma taxa de 437% ao ano. Nesse sentido, uma das medidas para melhorar o cenário de inadimplência é a extinção da linha.

De acordo com o representante da autarquia, com essa possibilidade, as faturas em atraso poderiam ir para o sistema de crédito parcelado disponibilizado pelos cartões, com uma taxa mensal que fica em torno de 181% ao ano.

O argumento de instituições financeiras a respeito da medida é que os consumidores não chegam a ficar um ano no rotativo. Segundo o Banco do Brasil, por exemplo, o período médio é de 18 a 20 dias. Campos Neto alega que a proposta está sendo elaborada e que a decisão será anunciada em até 90 dias.

Cartão de crédito é um grande problema no país, diz presidente do BC

A respeito do tema, o presidente do Banco Central já havia comentado que o cartão de crédito é um grande problema no país, uma vez que, nos últimos anos, houve um aumento significativo nos números de emissões. Hoje, o uso do cartão de crédito corresponde a 40% de todo o consumo dos brasileiros.

Campos Neto disse, ainda, que a ideia não é proibir o parcelamento sem juros mas, criar uma tarifa para que esse tipo de prática não seja incentivada. No que diz respeito a inadimplência pelo uso do rotativo, o percentual chega a 49%. 

Juros rotativos do cartão de crédito 

Os juros rotativos são cobrados pelos bancos quando os consumidores não pagam a fatura dentro do prazo de vencimento. Acontece que, às vezes, a pessoa paga apenas uma quantia ou o valor mínimo determinado pela instituição financeira. Nesses casos, a diferença entre a quantia total e a quantia paga se torna um tipo de empréstimo.

Como exposto acima, trata-se da modalidade mais cara disponível no mercado. É por isso que quem cai no rotativo, encontra muita dificuldade para conseguir quitar a dívida, que passa a crescer mensalmente.

Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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