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Fim do varejo? Por que empresas do setor estão fechando as lojas?

Diversas lojas das principais empresas de varejo do país já fecharam. Veja o que está acontecendo com o setor!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque3 min de leitura
Tumelero

Em uma época em que as vitrines atraentes e os corredores de lojas definiam a essência do varejo, é frustrante ver o fechamento de lojas de grandes marcas. Esse setor, que sempre foi um marco do comércio tradicional, enfrenta atualmente uma crise financeira em meio aos juros altos. 

Dessa forma, muitos se perguntam se esse seria o fim do varejo. As razões para o fechamento de lojas são complexas. Fatores como o crescimento do comércio eletrônico, mudanças nos hábitos de consumo, e os altos juros têm afetado profundamente o setor. 

Veja quais foram as lojas de empresas do varejo que fecharam e quais as possíveis causas para o encerramento das atividades de tantas unidades

Grandes lojas do setor do varejo fecharam neste ano

Grandes lojas do setor do varejo fecharam em 2023. A Renner, varejista de moda, já fechou 20 lojas, sendo 13 da Camicado e 3 da YouCom. De acordo com a empresa, o motivo foram erros de estratégia movidos por decisões ruins, que acabaram gerando prejuízo. 

Já a empresa, também do ramo de moda, Riachuelo fechou uma “flagship store, na icônica rua Oscar Freire, em São Paulo, além de encerrar as atividades em uma de suas fábricas, em Fortaleza, no Ceará.

A Centauro também teve 10 unidades fechadas, ainda em janeiro, para reduzir custos e despesas e aumentar lucros da empresa, que viu as vendas caírem. 

A Americanas entrou em recuperação judicial em março deste ano, com dívidas de R$ 42,5 bilhões. A empresa fechou até agora 17 unidades no país, contudo, o número deve chegar a 70, cerca de 4% do funcionamento da companhia.

A Amaro também conta com um processo de recuperação extrajudicial, com dívidas de R$ 244,5 milhões.

Um levantamento da Serasa Experian mostrou que os pedidos de recuperação judicial subiram 37,6%, enquanto os de falência cresceram 44%, tudo apenas nos primeiros três meses do ano. 

Qual a principal dificuldade do setor?

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A principal dificuldade do setor do varejo são os juros altos. Atualmente, a Selic, principal taxa de juros da economia brasileira, está em 13,75%.

Em primeiro lugar, a alta dos juros pode afetar o custo do crédito, tornando mais caro para os varejistas financiar suas operações. Ademais, os custos de empréstimos para investir em novos produtos, expansão de lojas, ou simplesmente manter o funcionamento do dia a dia podem aumentar significativamente. 

Em segundo lugar, juros altos podem afetar o comportamento do consumidor. Se os juros sobre as dívidas dos consumidores estão altos, eles podem estar menos dispostos a gastar, o que tende a reduzir a demanda por produtos do varejo. Isso é particularmente verdadeiro para itens mais caros, os quais as pessoas costumam comprar a crédito, como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.

Além disso, juros altos podem tornar mais difícil para os varejistas gerenciar seu fluxo de caixa. Se eles têm dívidas significativas, os pagamentos de juros podem consumir uma grande parte de seus lucros, deixando-os com menos dinheiro para investir em suas operações. Em alguns casos, isso pode até levar a dificuldades financeiras ou à falência.

Imagem: Jorge Aguado Martin / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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