Após oito meses de paralisação, os auditores fiscais da Receita Federal decidiram encerrar a greve com a aceitação da proposta do governo federal, que prevê reajuste salarial de 9%. A decisão foi tomada em assembleia realizada virtualmente, com ampla participação da categoria, e marca o fim de um dos maiores movimentos grevistas da administração pública recente.
Greve dos auditores fiscais termina após aceitação de proposta
Auditores fiscais da Receita Federal aprovam reajuste de 9% após oito meses de greve. Entenda os detalhes do acordo, os impactos e mais.
Assembleia aprova proposta do governo com ampla participação

A assembleia extraordinária do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) ocorreu na noite de quarta-feira, 10 de julho, em formato virtual, reunindo cerca de 9 mil auditores. A votação contou com 64,5% dos participantes favoráveis ao acordo apresentado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
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Detalhes da votação
- Total de participantes: 9 mil auditores fiscais
- Votos favoráveis: 64,5%
- Votos contrários: 35,5%
A aprovação da proposta representa a adesão da maioria da categoria à oferta do governo, que contempla um reajuste linear de 9% na remuneração básica dos auditores, com vigência a partir de abril de 2026.
Proposta do governo e impactos para os auditores
Reajuste salarial
O ponto central do acordo aprovado foi o reajuste de 9% aplicado sobre a remuneração básica da categoria, retroativo a abril de 2026. O percentual é resultado de negociações que levaram em consideração estudos técnicos e o contexto fiscal do país.
Benefícios e condições de trabalho
Além do reajuste, a proposta inclui compromissos do governo para discutir melhorias nas condições de trabalho e atualização de benefícios, que ainda serão detalhados em negociações futuras entre o sindicato e o Ministério da Gestão.
Expectativas com o fim da greve
Oficialização do acordo
Com a aprovação da categoria, a expectativa é que o governo publique a medida no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias, formalizando o reajuste e encerrando o conflito trabalhista.
Retorno pleno às atividades
O fim da greve permitirá o retorno integral das atividades da Receita Federal, com a retomada dos serviços essenciais para o controle fiscal e a fiscalização tributária, que vinham sofrendo impactos devido à paralisação.
Impactos da greve para a Receita Federal e o país
Queda na arrecadação federal
A paralisação dos auditores fiscais teve impacto direto sobre a arrecadação de tributos no país. Com parte das atividades de controle e fiscalização interrompidas, houve uma desaceleração nos procedimentos voltados à identificação de fraudes e inadimplências, comprometendo a entrada regular de recursos nos cofres públicos.
Fiscalizações comprometidas
A greve prejudicou fiscalizações essenciais, análise de dados e o controle aduaneiro. Como resultado, diversos processos investigativos e administrativos foram postergados, abrindo brechas para perdas financeiras e fragilizando temporariamente o combate à sonegação fiscal.
Perspectivas para a categoria e o serviço público

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Valorização dos auditores
A aprovação do reajuste representa uma conquista importante para os auditores fiscais, que esperam que o reconhecimento salarial seja acompanhado de investimentos na estrutura e qualificação da categoria.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quando começou e por que a greve dos auditores fiscais?
A greve começou há oito meses, motivada por reivindicações salariais e melhorias nas condições de trabalho.
Qual o impacto da greve para a arrecadação do país?
A greve afetou a fiscalização e a arrecadação tributária, reduzindo a capacidade de combate à sonegação.
O acordo já está oficializado?
Ainda não. A expectativa é que o governo publique a medida no Diário Oficial da União em breve.
Considerações finais
Com o retorno às atividades plenas da Receita Federal, espera-se uma normalização dos processos de fiscalização e arrecadação, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas. Ao mesmo tempo, o acordo abre espaço para futuras discussões sobre as condições de trabalho e a modernização do serviço público, temas centrais para a eficiência do Estado.
