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Fim do “todes”: Lula sanciona lei que proíbe o uso de linguagem neutra no serviço público do país

Lei sancionada por Lula proíbe linguagem neutra em órgãos públicos e institui a Política Nacional de Linguagem Simples. Entenda!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Linguagem

A comunicação oficial do governo federal passará por mudanças significativas após a sanção da Política Nacional de Linguagem Simples, publicada nesta segunda-feira (17). A lei institui diretrizes para tornar mais clara a interlocução do Estado com o cidadão e determina, entre outras medidas, a proibição do uso de linguagem neutra em documentos, materiais e mensagens de órgãos públicos.

A medida estabelece que todas as instâncias do serviço público federal devem seguir normas gramaticais consolidadas e evitar “novas formas de flexão de gênero e número”, o que inclui expressões como todes, elu e variações semelhantes. O tema vinha dividindo setores políticos e sociais, especialmente porque o debate sobre linguagem neutra tem avançado em ambientes acadêmicos, culturais e entre movimentos sociais.

O que determina?

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A lei sancionada pelo presidente formaliza um conjunto de práticas voltadas para simplificar a comunicação governamental. O objetivo principal é reduzir ruídos, facilitar o entendimento das informações públicas e ampliar a transparência.

Proibição do uso de linguagem neutra

O texto estabelece de forma direta que órgãos públicos não poderão utilizar flexões de gênero que não estejam previstas nas regras tradicionais do português. A orientação vale para documentos, campanhas, portarias, discursos e comunicações internas ou externas.

Padronização da linguagem

A norma exige que servidores priorizem:

  • frases curtas;
  • ordem direta;
  • termos simples e de fácil compreensão;
  • substituição de jargões e palavras técnicas por sinônimos acessíveis.

Testes com o público-alvo

A lei determina que as mensagens oficiais passem por testes com cidadãos representativos do público a que se destinam. A intenção é assegurar clareza e acessibilidade antes da publicação.

Razões para a adoção da linguagem simples

Segundo o governo, a nova política busca ampliar a eficiência administrativa e melhorar a relação entre o Estado e a população.

Redução de custos

A simplificação da linguagem tem como função diminuir demandas por atendimento presencial ou telefônico. Quando o cidadão entende rapidamente um comunicado, a necessidade de suporte adicional se reduz.

Facilitação da participação social

A compreensão das políticas públicas é vista como um passo essencial para o engajamento popular em consultas, audiências e decisões governamentais.

Como fica a comunicação com povos indígenas

A norma avança ao reconhecer a diversidade cultural do país. Em casos em que a mensagem se dirige especificamente a comunidades indígenas, a lei determina que o governo publique, sempre que possível, uma versão complementar no idioma da comunidade destinatária.

O debate

A discussão sobre linguagem neutra divide opiniões e tem sido motivo de disputas políticas e socioculturais.

A posição de movimentos sociais

Setores progressistas defendem que a linguagem neutra amplia a inclusão de pessoas que não se identificam com o sistema binário de gênero. Para esses grupos, o uso de termos neutros permite maior representatividade.

A crítica da oposição

A oposição e parte da sociedade argumentam que a linguagem neutra contraria as normas da língua e pode gerar confusão em ambientes oficiais, especialmente em serviços essenciais como saúde, educação e segurança pública.

Episódios recentes

O tema ganhou destaque no início do atual governo, quando autoridades recém-empossadas utilizaram expressões neutras em discursos de posse. Esses episódios reacenderam a discussão sobre o papel do Estado no incentivo ou limitação desse tipo de linguagem.

Implicações para estados e municípios

A nova legislação federal repercute diretamente nos demais entes da federação. Estados e municípios que adotaram linguagem neutra em documentos oficiais terão de rever suas práticas, alinhando-se às normas vigentes.

Decisão do STF e mudanças práticas

Em abril, o Supremo Tribunal Federal havia declarado inconstitucionais leis municipais que proibiam o uso da linguagem neutra, sob a justificativa de que apenas a União poderia legislar sobre o tema. Com a nova lei federal, o entendimento se consolida e a adoção da linguagem neutra por órgãos públicos locais passa a ser proibida.

Como a medida pode impactar o atendimento público

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O governo defende que a padronização favorece a clareza e reduz equívocos em processos administrativos.

Documentos oficiais

Portarias, editais, contratos, sites institucionais e formulários devem adotar linguagem direta e evitar termos que possam ser interpretados de formas distintas.

Comunicação digital

Plataformas como portais de transparência, aplicativos e canais de atendimento devem seguir as diretrizes da linguagem simples, priorizando instruções objetivas.

Impacto no serviço ao cidadão

A expectativa é de que a orientação promova maior eficiência no atendimento e elimine barreiras linguísticas que dificultam o acesso à informação.

FAQ

O que a nova lei determina?
A lei institui a Política Nacional de Linguagem Simples e proíbe o uso de linguagem neutra em toda comunicação oficial do governo federal.

A linguagem neutra está proibida em todos os órgãos públicos?
Sim. A norma abrange toda a administração pública direta e indireta.

A lei interfere na comunicação da sociedade civil?
Não. A proibição vale apenas para documentos e manifestações de órgãos governamentais.

Estados e municípios podem usar linguagem neutra?
Não. Com a lei federal, a prática fica proibida em todas as esferas da administração pública.

A lei afeta conteúdos escolares?
A medida se aplica apenas ao serviço público. Políticas curriculares são tratadas em legislações específicas.

Considerações finais

A Política Nacional de Linguagem Simples marca uma mudança relevante no modo como o governo se comunica com a sociedade. A proibição da linguagem neutra no serviço público formaliza uma orientação que vinha sendo debatida em diversas áreas e impõe um padrão único para documentos e manifestações oficiais.

A medida busca simplificar a linguagem, ampliar a compreensão das informações e padronizar a comunicação entre Estado e cidadão, ao mesmo tempo em que mantém o debate público sobre inclusão linguística vivo na esfera social.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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