Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa, em parceria com a Opinion Box e a plataforma de bem-estar Fully Ecosystem, revelou que as finanças pessoais têm um impacto direto na motivação e produtividade dos trabalhadores brasileiros.
Finanças afetam produtividade: 30% dos trabalhadores relatam desmotivação
Estudo revela que 30% dos trabalhadores se sentem desmotivados por questões de finanças. Saiba como saúde mental e dinheiro se relacionam.
Segundo o estudo, 30% dos profissionais relatam sentir desmotivação no trabalho por questões financeiras, enquanto metade admite que suas atividades profissionais são guiadas principalmente pela necessidade de pagar contas.
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Trabalho como meio para pagar dívidas

Para muitos entrevistados, o emprego deixou de ser um espaço de realização pessoal e tornou-se, sobretudo, um instrumento para lidar com dívidas ou aliviar emoções negativas. Esse cenário evidencia uma relação cada vez mais complexa entre saúde financeira e saúde mental, especialmente quando 46% dos brasileiros afirmam perceber preconceito relacionado a problemas emocionais no ambiente corporativo.
O especialista da Serasa em educação financeira, Thiago Ramos, reforça que saúde mental e financeira caminham lado a lado. “Não basta ter renda; é essencial aprender a organizar o próprio dinheiro para evitar problemas futuros”, afirma Ramos.
O que pode melhorar a relação entre dinheiro e saúde mental
Segundo a pesquisa, os trabalhadores identificaram algumas medidas que poderiam melhorar o equilíbrio entre finanças e bem-estar emocional:
- Ter uma renda melhor: 53% dos entrevistados
- Aprender a organizar melhor as finanças: 49%
- Ter acesso seguro a crédito: 33%
- Apoio emocional ou psicológico: 24%
Esses dados apontam que a busca por estabilidade financeira não se limita apenas ao aumento de salário, mas também envolve educação financeira, planejamento e suporte psicológico, que juntos podem reduzir a pressão sobre os profissionais.
Práticas de bem-estar como aliadas

A pesquisa também investigou como os trabalhadores buscam equilíbrio emocional diante do estresse financeiro. Entre os usuários da Fully Ecosystem, os dados mostraram:
- 29% recorrem à terapia
- 16% praticam meditação
- 14% utilizam aplicativos de bem-estar
- 14% adotam outros cuidados diversos
- 40% ainda não utilizam nenhum recurso
Estes números indicam que, embora haja consciência sobre a importância do cuidado emocional, ainda existe uma lacuna significativa no acesso e na utilização de práticas de saúde mental no cotidiano profissional.
O papel das empresas na saúde financeira e emocional
Especialistas ressaltam que o ambiente corporativo tem um papel crucial no bem-estar dos trabalhadores. Políticas que ofereçam educação financeira, programas de apoio psicológico e flexibilização no trabalho podem contribuir para reduzir o impacto do estresse financeiro.
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Thiago Ramos reforça: “O debate sobre saúde mental e finanças precisa estar presente em todos os espaços de trabalho. Pequenas ações podem gerar impactos positivos tanto na produtividade quanto na qualidade de vida dos profissionais.”
Caminhos para o equilíbrio pessoal
Além de ações corporativas, o estudo destaca que cada indivíduo pode adotar pequenos hábitos de cuidado para melhorar a relação com o dinheiro e a saúde mental:
- Participar de sessões de terapia ou grupos de apoio
- Utilizar aplicativos de organização financeira
- Praticar meditação ou exercícios de atenção plena
- Planejar gastos e criar reservas financeiras
- Buscar informações confiáveis sobre crédito e investimento
Essas práticas ajudam a reduzir a ansiedade relacionada às finanças, permitindo que o trabalho seja mais produtivo e menos estressante.
Conclusão
A pesquisa revela que a desmotivação no trabalho está intimamente ligada às dificuldades financeiras enfrentadas por boa parte dos brasileiros. A relação entre dinheiro e saúde mental exige atenção tanto do indivíduo quanto das empresas, sendo essencial criar condições para que os trabalhadores não apenas sobrevivam, mas também prosperem emocional e financeiramente.
Em última análise, investir em educação financeira, suporte psicológico e práticas de bem-estar é um passo importante para transformar o ambiente de trabalho em um espaço mais saudável e produtivo.
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