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Financiamento imobiliário está mais difícil para quem é da classe média

O financiamento imobiliário está mais desafiador para a classe média em 2025. O que as construtoras e o Itaú BBA preveem sobre o mercado.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Caixa

O cenário econômico de 2025 aponta para um aumento das dificuldades para a classe média no acesso ao financiamento imobiliário. De acordo com um estudo realizado pelo Itaú BBA, com base nas percepções de seis das maiores construtoras residenciais que atuam nesse segmento, a situação deve se apertar.

Construtoras como Diálogo, Patrimar, Exto, YOU Inc, Tegra e One indicam que a competição pelo crédito ficou mais acirrada, com uma oferta de financiamento mais escassa. Esse cenário é um reflexo de uma tendência que mudou nos últimos tempos, em que os bancos, antes ávidos por clientes, agora se tornam mais criteriosos.

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A Nova Realidade para Quem Busca Financiamento Imobiliário

Imagem de uma chave na porta com um chaveiro no formato de casa. Ao lado, várias estrelas.
Imagem: Monster Ztudio e Martial Red / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

A classe média, que historicamente foi um dos principais públicos no mercado de financiamento imobiliário, enfrentará uma realidade bem diferente ao longo de 2025. Com o aumento da competição por crédito e a maior restrição nas ofertas por parte dos bancos, a chance de aprovação para o financiamento de imóveis torna-se mais seletiva. Segundo o Itaú BBA, a escassez de crédito pode dificultar ainda mais a vida de quem busca adquirir um imóvel.

O Impacto das Taxas de Juros no Mercado Imobiliário

Uma das principais razões para esse cenário está diretamente ligada ao aumento das taxas de juros, que impactam a capacidade de financiamento das famílias. A Diálogo, uma das construtoras consultadas, relatou que, apesar do cenário de juros mais altos, a demanda por imóveis segue alta, mas a cautela persiste. “Apesar da cautela dos bancos, o número de clientes buscando financiamento não diminui”, afirma a construtora.

No entanto, a insegurança ainda é grande, e as empresas do setor estão sendo mais seletivas ao lançar novos projetos. A expectativa é que os bancos foquem em financiar apenas aqueles clientes que adquirirem imóveis de projetos financiados por essas mesmas instituições, uma medida que visa reduzir o risco e aumentar a garantia do retorno dos investimentos.

Prioridade no Crédito: Quem Será Beneficiado?

O estudo do Itaú BBA aponta que, com o crédito mais restrito, os bancos irão concentrar seus recursos em clientes de menor risco. Isso significa que as pessoas com maior capacidade financeira e com uma boa relação de crédito terão maior facilidade na aprovação dos financiamentos. Essa prioridade no crédito faz com que a classe média, tradicionalmente o público-alvo de financiamentos, enfrente mais dificuldades em 2025.

“Os bancos provavelmente concentrarão o financiamento em clientes que compram unidades de um projeto financiado por eles”, conclui o relatório do Itaú BBA. Esse movimento visa garantir maior segurança aos bancos em um cenário de incertezas econômicas.

O Aumento nos Preços dos Lançamentos Imobiliários

Além da dificuldade no acesso ao crédito, as construtoras também enfrentam desafios relacionados aos custos de produção. De acordo com o estudo, as empresas do setor imobiliário estão prevendo um aumento nos preços dos lançamentos em 2025. O aumento dos custos de produção, incluindo o custo do dinheiro e dos terrenos, pressionará ainda mais as margens das construtoras. Essas empresas buscam proteger seus lucros em um cenário de juros elevados e maior dificuldade no financiamento de projetos.

O Impacto do Custo do Dinheiro no Mercado Imobiliário

O aumento das taxas de juros no mercado, em grande parte devido à busca dos bancos por recursos fora do tradicional financiamento via poupança, tem afetado diretamente o mercado imobiliário. Os bancos, com recursos mais caros, precisam repassar esse custo para os clientes, o que torna o financiamento de imóveis menos acessível para a classe média.

“O custo do financiamento está cada vez mais alto, e com a escassez de recursos da poupança, os bancos estão cada vez mais dependentes do mercado de capitais”, explica o Itaú BBA. As construtoras, por sua vez, buscam alternativas de financiamento, como parcerias com fundos privados, para viabilizar seus projetos.

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O Papel dos Fundos de Investimento na Construção Civil

Miniaturas de três casas de madeiras atrás de pilhas de moedas douradas. alugar imóvel
Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com

A Exto, uma das construtoras consultadas, exemplifica essa tendência ao buscar terrenos em parceria com fundos de investimento. Essa estratégia tem se mostrado uma alternativa viável, especialmente considerando os altos preços dos terrenos em áreas de alta demanda, como em São Paulo, onde os proprietários exigem pagamentos mais elevados e em dinheiro. Isso reflete um aumento nas dificuldades financeiras para as construtoras, que precisam buscar soluções criativas para viabilizar novos empreendimentos.

Com os preços dos terrenos em alta e as construtoras enfrentando custos crescentes, as perspectivas são de que os preços dos imóveis também aumentem. As vendas de imóveis seguirão com boa demanda, mas as condições para aquisição serão mais desafiadoras.

O Que Esperar para o Futuro?

O ano de 2025 promete ser um período desafiador para quem está buscando financiamento imobiliário. A classe média, que sempre foi a grande consumidora de crédito imobiliário, enfrentará maiores dificuldades para obter recursos. Além disso, com o aumento dos preços dos lançamentos, o mercado pode tornar-se mais inacessível para uma parte considerável da população.

O relatório do Itaú BBA deixa claro que as construtoras se manterão cautelosas em relação a novos lançamentos, adotando uma postura mais seletiva, o que pode levar a uma desaceleração no ritmo de novos empreendimentos. Nesse cenário, a classe média terá que se adaptar a uma realidade de crédito mais restrito, com taxas de juros mais altas e preços de imóveis mais elevados.

Enquanto isso, as construtoras continuam a buscar alternativas para viabilizar seus projetos, incluindo parcerias com fundos privados e a exploração de outras fontes de financiamento. Com a expectativa de aumento nos preços dos lançamentos em 2025, o mercado imobiliário será mais competitivo e desafiador para quem busca realizar o sonho da casa própria.

Imagem: 89stocker / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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