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Nubank concentra maior parte do lucro das fintechs no 1T26

Nubank, XP, Stone, PagBank, Inter, PicPay e Agibank somam R$ 7,75 bilhões em lucro e mostram força do setor financeiro digital.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Fintechs

As fintechs brasileiras listadas em bolsa começaram 2026 em ritmo acelerado. Juntas, Nubank, XP, Stone, PagBank, Inter, PicPay e Agibank registraram lucro líquido consolidado de R$ 7,75 bilhões no primeiro trimestre do ano, um resultado que evidencia a consolidação do setor financeiro digital no Brasil.

O desempenho chama atenção não apenas pelo valor absoluto, mas também pela capacidade dessas empresas de manterem crescimento mesmo em um cenário marcado por desafios como aumento da inadimplência, maior concorrência no crédito e pressão regulatória.

O resultado reforça uma transformação que começou há pouco mais de uma década. O que antes era um mercado dominado pelos grandes bancos tradicionais hoje conta com empresas digitais capazes de gerar bilhões em receita, lucro e valor para acionistas.

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Como as fintechs chegaram a esse patamar

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Nos últimos anos, as fintechs deixaram de ser vistas apenas como startups inovadoras e passaram a competir diretamente com instituições financeiras tradicionais.

O avanço foi impulsionado por fatores como:

  • Digitalização dos serviços bancários;
  • Popularização do Pix;
  • Crescimento do Open Finance;
  • Ampliação da oferta de crédito digital;
  • Maior inclusão financeira da população.

Segundo pesquisas do mercado financeiro, milhões de brasileiros passaram a utilizar contas digitais, cartões sem anuidade e plataformas de investimentos oferecidas por fintechs, acelerando o crescimento do setor.

Hoje, essas empresas atuam em praticamente todos os segmentos financeiros:

  • Contas digitais;
  • Cartões de crédito;
  • Empréstimos;
  • Investimentos;
  • Seguros;
  • Pagamentos;
  • Banking as a Service (BaaS).

Nubank segue liderando os resultados

Entre todas as fintechs listadas, o destaque continua sendo o Nubank.

A instituição encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 871 milhões, além de ultrapassar a marca de 135 milhões de clientes em sua operação global. As receitas trimestrais superaram US$ 5 bilhões pela primeira vez na história da companhia.

O desempenho é resultado de uma estratégia focada em:

Expansão do crédito

A carteira de crédito continua crescendo de forma consistente, especialmente nas modalidades de cartão de crédito e empréstimo pessoal.

Monetização da base de clientes

O Nubank tem investido na venda de produtos adicionais para usuários já existentes, aumentando a receita média por cliente.

Crescimento internacional

As operações no México e na Colômbia vêm ganhando relevância dentro da estratégia da companhia. O mercado mexicano, inclusive, alcançou equilíbrio operacional recentemente.

XP mantém posição de destaque em investimentos

A XP Inc. continua sendo uma das principais representantes do setor financeiro digital brasileiro.

Embora tenha um modelo de negócios diferente das fintechs focadas em bancos digitais, a companhia mantém forte geração de caixa e lucro graças à liderança no segmento de investimentos.

A XP se beneficia especialmente de:

  • Crescimento do número de investidores;
  • Ampliação dos produtos financeiros;
  • Diversificação das fontes de receita;
  • Expansão dos serviços de assessoria financeira.

Inter acelera crescimento, mas inadimplência preocupa

O Banco Inter apresentou crescimento relevante em lucro, carteira de crédito e rentabilidade.

Segundo os dados do trimestre, o lucro cresceu 37,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a carteira de crédito avançou mais de 33%.

Por outro lado, a inadimplência aumentou para 5,1%, fator que passou a preocupar investidores e analistas do mercado.

Por que a inadimplência é tão importante?

A inadimplência representa clientes que atrasam pagamentos de empréstimos e financiamentos.

Quando esse indicador sobe:

  • A instituição precisa aumentar provisões;
  • O lucro pode ser reduzido;
  • O risco percebido pelos investidores aumenta.

Esse é um dos principais desafios enfrentados atualmente pelas fintechs de crédito.

PicPay surpreende após estreia na bolsa

Uma das novidades da análise do primeiro trimestre foi a inclusão do PicPay entre as fintechs listadas.

A empresa apresentou números expressivos:

  • Lucro 92% superior ao do ano anterior;
  • Receita crescendo 70%;
  • Carteira de crédito avançando 116%.

O resultado mostra que o PicPay conseguiu transformar sua enorme base de usuários em uma operação financeira mais rentável.

Entretanto, a inadimplência acima de 90 dias atingiu 8,9%, indicando que o crescimento acelerado do crédito exige atenção especial na gestão de risco.

Agibank cresce em clientes, mas lucro recua

O Agibank também passou a integrar o grupo de fintechs analisadas.

Os indicadores operacionais foram positivos:

  • Receita avançou 23,6%;
  • Carteira de crédito cresceu 30,3%;
  • Base de clientes ativos aumentou mais de 50%.

Apesar disso, o lucro apresentou queda de 47,7% na comparação anual, refletindo pressões sobre margens e rentabilidade.

Stone e PagBank seguem relevantes no mercado de pagamentos

As fintechs Stone e PagBank continuam entre os principais nomes do mercado de adquirência e pagamentos.

Embora enfrentem maior concorrência, ambas mantêm operações robustas e diversificadas.

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Seus diferenciais incluem:

  • Forte presença entre pequenas empresas;
  • Soluções de maquininhas e pagamentos;
  • Serviços bancários para empreendedores;
  • Oferta crescente de crédito para negócios.

O principal desafio das fintechs em 2026

Mesmo com os lucros bilionários, o setor enfrenta um desafio comum: a qualidade das carteiras de crédito.

Nos últimos meses, analistas passaram a monitorar com mais atenção o aumento da inadimplência em parte das instituições digitais.

Isso ocorre porque muitas fintechs expandiram fortemente a concessão de crédito para acelerar receitas.

O equilíbrio entre crescimento e controle de risco será determinante para os próximos resultados.

O papel do Banco Central

O Banco Central do Brasil tem intensificado a supervisão do sistema financeiro, buscando reduzir riscos operacionais, fraudes e problemas de governança.

Ao mesmo tempo, iniciativas como:

  • Pix;
  • Open Finance;
  • Drex;
  • Modernização regulatória;

continuam criando oportunidades para expansão das fintechs brasileiras.

O que esperar para os próximos trimestres

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

As perspectivas para o setor permanecem positivas.

O mercado brasileiro continua sendo um dos mais relevantes da América Latina para fintechs, impulsionado pela digitalização financeira e pela ampla adoção de serviços bancários digitais.

Entre as tendências que devem influenciar os próximos resultados estão:

Inteligência artificial

As fintechs estão investindo cada vez mais em IA para atendimento, análise de crédito e prevenção a fraudes.

Expansão do Open Finance

O compartilhamento de dados financeiros tende a aumentar a personalização dos produtos e melhorar a análise de risco.

Crescimento do crédito

Apesar dos riscos, a expansão da carteira de crédito continua sendo uma das principais fontes de receita das instituições digitais.

Conclusão

O lucro conjunto de R$ 7,75 bilhões registrado por Nubank, XP, Stone, PagBank, Inter, PicPay e Agibank no primeiro trimestre de 2026 mostra que as fintechs brasileiras entraram definitivamente em uma nova fase.

Mais do que empresas focadas em crescimento acelerado, essas instituições demonstram capacidade de gerar resultados consistentes, ampliar sua base de clientes e disputar espaço com os grandes bancos tradicionais.

Ao mesmo tempo, o aumento da inadimplência e a necessidade de manter a qualidade das carteiras de crédito mostram que o setor precisará equilibrar expansão e rentabilidade para sustentar o ritmo de crescimento nos próximos anos.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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