O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as fintechs — como o Nubank e outras empresas do setor financeiro digital — deverão pagar “o imposto devido” após a derrubada da MP do IOF. A medida provisória previa um aumento na tributação dessas instituições, mas foi retirada de pauta pela Câmara dos Deputados. Lula prometeu que o governo vai estudar uma nova proposta de taxação.
Lula manda recado: Nubank e outras fintechs vão pagar mais imposto após queda da MP!
Lula promete que fintechs pagarão mais impostos após a queda da MP do IOF. Entenda o impacto da medida e o que o governo planeja.
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Lula critica derrota da MP e promete nova taxação para fintechs

Durante entrevista à Rádio Piatã FM nesta quinta-feira (9.out.2025), o presidente Lula reagiu à decisão do Congresso que rejeitou a MP 1.303/2025, também chamada de MP do IOF. A proposta aumentaria a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as fintechs, equiparando a cobrança à dos bancos tradicionais.
“Vou reunir o governo para discutir como a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que têm fintech hoje maior que banco, paguem o imposto devido nesse país”, afirmou o presidente.
Segundo ele, a retirada da MP foi uma derrota para o povo brasileiro: “Não derrotaram o governo, derrotaram o povo. Derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro, tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres”, disse Lula.
O que previa a MP do IOF
A Medida Provisória 1.303/2025 previa um reajuste na CSLL das fintechs, alterando as alíquotas conforme o tipo de atividade:
- Instituições de pagamento (como carteiras digitais): de 9% para 15%;
- Empresas de crédito, financiamento e investimento: de 15% para 20%.
O objetivo era equiparar a carga tributária das fintechs à dos bancos tradicionais, que já pagam 20% de CSLL.
De acordo com o Ministério da Fazenda, essa medida traria equilíbrio competitivo entre as empresas do setor financeiro e aumentaria a arrecadação federal. Com a rejeição da MP, o governo estuda agora um novo formato para garantir a tributação justa das fintechs.
Fintechs e bancos: um embate de peso
Nos últimos anos, as fintechs transformaram o sistema financeiro brasileiro com modelos digitais, taxas menores e serviços acessíveis via aplicativos. Empresas como Nubank, Inter, PicPay e Mercado Pago atraíram milhões de clientes, desafiando o domínio dos bancos tradicionais.
Porém, o crescimento acelerado dessas plataformas também trouxe debate sobre equidade tributária. Enquanto os grandes bancos arcam com tributos mais altos, as fintechs aproveitam brechas fiscais que, segundo o governo, geram concorrência desleal.
Lula destacou essa diferença em sua fala: “Tem fintech hoje maior que banco, e é justo que paguem o imposto como os bancos pagam”.
Reação política e econômica à derrota do governo
A queda da MP do IOF foi vista como um revés político para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vinha negociando com líderes partidários para aprovar o texto. O governo esperava arrecadar bilhões de reais adicionais com o aumento da tributação.
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Fontes do Planalto afirmam que havia um acordo com o Centrão para aprovar a medida, mas partidos como União Brasil, PSD e Republicanos teriam descumprido o compromisso. Lula, em tom crítico, afirmou que o Congresso “preferiu proteger os mais ricos”.
Do ponto de vista do mercado, a decisão foi recebida com alívio pelas fintechs, que argumentam que o aumento de impostos poderia reduzir sua competitividade e encarecer os serviços para os consumidores.
Como as fintechs seriam afetadas pela mudança

O aumento da CSLL teria impacto direto nas margens de lucro das fintechs, especialmente nas que atuam com crédito e investimento.
Especialistas apontam que:
- Instituições menores poderiam enfrentar dificuldades para manter a operação;
- Startups financeiras teriam menos recursos para inovação;
- O mercado poderia sofrer redução da concorrência, favorecendo bancos tradicionais.
Por outro lado, defensores da medida afirmam que o setor digital já amadureceu o suficiente para contribuir de forma proporcional ao sistema tributário nacional.
Com informações de: Poder360
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