Os países-membros do Mercosul se reuniram para discutir sobre a questão da flexibilidade comercial no bloco. O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, apela pelo consenso para evitar que o bloco seja “uma das áreas mais protecionistas do mundo”.
Flexibilidade comercial no Mercosul: entenda a tensão entre membros do bloco
Em reunião realizada na terça-feira (6), os membros discutiram a questão da flexibilidade comercial no Mercosul. Confira detalhes na matéria!
“[Tudo] vai depender do ritmo de reabertura das economias. Há dentro do bloco facilitadores ao comércio internacional e garantidores legais e financeiros”, explica o jurista e professor da PUC-SP Cláudio Finkelstein à CNN.
Reunião expôs discordâncias entre membros do Mercosul
Lacalle Pou, presidente do Uruguai, possui interesse em um acordo de livre comércio com a China, assim como na entrada no Acordo Transpacífico.
Sua justificativa é reduzir o protecionismo econômico e facilitar negociações com o mercado internacional, o que é compreensível considerando as crises resultantes da pandemia e da guerra da Ucrânia.
A flexibilidade comercial no Mercosul, no entanto, não é vista da mesma maneira pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández, no que concerne ao Acordo Transpacífico. Segundo ele, para seu país, o acordo com a União Europeia seria desvantajoso.
Por outro lado, o acordo de livre comércio com a China não foi ponto vetado. O pedido foi que, antes de tomar a decisão, eles pudessem estudar em conjunto os detalhes do acordo.
Uruguai pode sofrer sanções legais e comerciais
Fazer parte de um bloco econômico possui uma série de vantagens, mas é igualmente um problema quando se está em desacordo com os demais membros. Essa situação é o que vive o presidente do Uruguai, o qual, na segunda-feira (5), recebeu advertência dos chanceleres da Argentina, do Paraguai e do Brasil sobre violação da regra do consenso.
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Os três países se comprometem a realizar sanções legais e comerciais ao Uruguai caso este feche acordos bilaterais sem considerar a vontade dos membros do bloco.
O presidente Alberto Fernández reflete sobre a autonomia do Uruguai e também sobre o impacto de suas decisões sobre o bloco. Para ele, a dificuldade é a assimetria dos membros. “Nós nunca os resolvemos [esses problemas]. É hora de ver como vamos resolvê-los”, argumenta.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
