Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta para a América Latina. Assim, a entidade recomendou que os países da região mantenham “um equilíbrio cuidadoso” ao cortar os juros diante dos riscos externos, além de considerar as pressões internas.
No comunicado, o FMI citou o aumento das tensões geopolíticas, com as guerras entre a Ucrânia e a Rússia, bem como entre Israel e Palestina. Além disso, a entidade também destacou as crises nos mercados financeiros mundiais e os preços das commodities, que têm aumentado as pressões inflacionárias.
Cautela na gestão e corte dos juros
De acordo com o relatório divulgado na última sexta-feira (13) pelo FMI em sua reunião anual em Marrakesh, no Marrocos, é preciso que os países da América Latina e do Caribe tenham cautela na gestão dos juros, sendo prudentes com a política monetária.
Embora a América Latina tenha tido uma forte recuperação com o fim da pandemia, o FMI estima que seu crescimento apresente queda e feche em 2,3% em 2023. Vale lembrar que no ano passado, ela encerrou em 4,1%. No entanto, a entidade melhorou suas projeções para os próximos anos, quando a região deve expandir economicamente.

Economia do Brasil
Em contrapartida, o FMI espera que o Brasil feche este ano com um patamar maior de expansão, de 3,1%, em relaçao aos 2,1% de 2022. De acordo com Rodrigo Valdés, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, o cenário econômico não é tão favorável devido a políticas mais restritivas. Além disso, isso aperta as condições de financiamento e reduzi os preços das commodities.
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Por fim, o FMI manteve a expectativa de queda da inflação na América Latina, chegando a uma média de 5% neste ano, não considerando a Argentina e a Venezuela. Dessa forma, a previsão é que o custo de vida na região caia ainda mais, chegando a 3,6%.
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