Uma investigação da Polícia Federal revelou um amplo esquema de fraudes no INSS, com envolvimento de call centers, consultorias e corretoras de seguros.
Golpe no INSS usava call centers e consultorias para enganar beneficiários
PF investiga fraude bilionária no INSS com call centers e consultorias que lesaram aposentados.
O golpe consistia na realização de descontos indevidos em contracheques de aposentados e pensionistas, com base em autorizações forjadas ou obtidas sem a devida anuência dos beneficiários.
PF aponta atuação de empresas ligadas a sindicatos e associações

De acordo com o relatório da PF, os golpes contavam com a participação de entidades sindicais e associações de fachada que utilizavam dados dos beneficiários para justificar as cobranças.
As empresas envolvidas, como Callvox e ACDS, teriam sido responsáveis pela intermediação de milhares de autorizações de descontos em favor de organizações como Abrasprev e Abapen.
Milhões de beneficiários afetados
O relatório indica que, até abril de 2025, cerca de 9,3 milhões de beneficiários tinham descontos ativos em seus benefícios, somando mais de R$ 8 bilhões.
A Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), por exemplo, passou de nenhuma arrecadação em 2022 para R$ 57,8 milhões em 2023.
Associações são acusadas de forjar consentimentos
A investigação também aponta que as autorizações dos descontos eram muitas vezes assinadas eletronicamente, sem que os aposentados soubessem. As associações usavam intermediários e representantes fictícios para validar os cadastros.
Além disso, consultorias como Ingrácio Advocacia e Arraes & Centeno também são citadas por venderem “assessoria previdenciária” com cobranças indevidas.
Nome de “Careca do INSS” reaparece

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Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado como um dos articuladores do esquema.
Ele já havia sido investigado por atuar como lobista de sindicatos e empresas com contratos no INSS e, segundo a PF, continuava influente nos bastidores mesmo após sua saída oficial das entidades envolvidas.
INSS, MPF e CGU atuam para suspender descontos
Diante da gravidade do caso, o Ministério da Previdência determinou a suspensão imediata dos descontos em folha ligados às associações investigadas. A Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal também estão envolvidos na apuração.
A Dataprev, empresa responsável pelos pagamentos, foi instruída a bloquear os repasses referentes às cobranças suspeitas.
Com informações de: CNN Brasil
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