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Golpes com Pix: como os criminosos estão causando prejuízos bilionários

Perdas com fraudes via Pix chegaram a R$ 4,9 bilhões em 2024, alta de 70%. Entenda como funciona o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Pix

As fraudes envolvendo o Pix atingiram um nível recorde em 2024, com perdas estimadas em R$ 4,9 bilhões, segundo dados do Banco Central. O valor representa um aumento de 70% em relação ao ano anterior, evidenciando que, à medida que o Pix se consolida como o principal meio de pagamento no país, também se torna alvo cada vez mais frequente de criminosos.
A facilidade e a instantaneidade das transações atraem tanto usuários quanto golpistas. Diante disso, cresce a necessidade de mecanismos eficazes para proteger a população e garantir a segurança do sistema financeiro.

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Pix: popularização acompanhada de vulnerabilidades

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Imagem: rafapress/shutterstock.com

Criado para facilitar transações financeiras em tempo real, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento entre os brasileiros. Em contrapartida, a popularização trouxe desafios: os crimes cibernéticos acompanharam o crescimento do sistema.

A escalada das fraudes

O número de tentativas e golpes bem-sucedidos com Pix tem crescido de forma expressiva. De acordo com informações obtidas pela CNN, o volume de dinheiro perdido devido a fraudes saltou de aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2023 para R$ 4,9 bilhões em 2024. Um crescimento que preocupa autoridades e especialistas em segurança digital.

Como os golpes acontecem

Os métodos usados por criminosos são variados, mas os mais comuns incluem:

  • Phishing: envio de mensagens falsas com links para páginas fraudulentas;
  • Engenharia social: manipulação psicológica das vítimas para obter dados bancários;
  • Malwares: vírus que infectam celulares, especialmente com sistema Android, e capturam dados bancários ou interferem diretamente no app do banco.

Vírus para Android e a ameaça invisível

Um dos golpes mais perigosos envolve malwares projetados para o sistema Android. Esses vírus conseguem invadir o dispositivo e até executar transferências pelo aplicativo bancário da vítima, zerando a conta em poucos minutos.

O aumento desses ataques está diretamente ligado à ampla base de usuários Android no Brasil, que somam mais de 85% dos dispositivos móveis em uso.

Mecanismo Especial de Devolução (MED): uma resposta do Banco Central

Diante da escalada dos golpes, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A ferramenta permite que clientes que foram vítimas de fraudes solicitem a devolução do valor perdido.

Como funciona o MED?

O processo é dividido em etapas:

1. Registro da reclamação

A vítima deve comunicar a fraude à instituição financeira em até 80 dias após a transferência indevida.

2. Análise inicial

O banco verifica se o caso se enquadra nos critérios do MED. Se sim, os valores disponíveis na conta do recebedor são bloqueados preventivamente.

3. Investigação

A instituição tem sete dias para analisar o caso. Se concluir que houve fraude, o valor é devolvido ao cliente em até 96 horas, parcial ou integralmente, dependendo do saldo disponível na conta fraudadora.

4. Casos de falhas operacionais

O MED também pode ser utilizado quando ocorrem falhas técnicas, como transferências duplicadas. Nesses casos, a devolução é feita em até 24 horas.

Limitações do MED

Apesar de ser um avanço, o mecanismo tem limitações. Se os recursos transferidos já tiverem sido sacados ou movimentados pela conta do fraudador, a devolução poderá não ser possível. Além disso, o sistema depende da cooperação entre instituições financeiras para ser efetivo.

Novas regras para reforçar a segurança do Pix

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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

Para combater fraudes de forma mais proativa, o Banco Central instituiu novas diretrizes em março de 2024. Agora, os bancos precisam verificar se os dados dos usuários Pix estão alinhados com os registros da Receita Federal.

Verificação obrigatória de CPF e CNPJ

Se forem identificadas inconsistências no CPF ou CNPJ vinculado à chave Pix, a instituição financeira deve remover a chave do sistema. Em caso de descumprimento, o banco pode ser multado em até R$ 50 mil.

Impacto esperado

A expectativa é que a medida reduza a quantidade de contas criadas com dados falsos ou roubados — um dos principais mecanismos usados por quadrilhas para aplicar golpes com o Pix.

Quem são as vítimas das fraudes com Pix?

As vítimas dos golpes com Pix são variadas, mas algumas características se repetem:

  • Idosos que têm menos familiaridade com tecnologia;
  • Jovens usuários de redes sociais, alvos frequentes de links maliciosos;
  • Pequenos empreendedores, que usam o Pix para vendas e estão vulneráveis a golpes como o “comprovante falso”.

Como se proteger das fraudes com Pix?

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A prevenção ainda é a melhor forma de evitar prejuízos com fraudes. Algumas boas práticas incluem:

Verifique sempre os dados da transação

Antes de confirmar uma transferência via Pix, revise o nome do recebedor e os dados apresentados. Desconfie de mudanças de última hora.

Evite clicar em links recebidos por SMS ou WhatsApp

Golpistas frequentemente usam mensagens falsas para induzir a vítima a acessar páginas fraudulentas.

Ative a autenticação em dois fatores

Essa camada adicional de segurança dificulta o acesso indevido ao seu aplicativo bancário.

Mantenha seu celular protegido

Evite instalar aplicativos fora das lojas oficiais (Google Play ou App Store) e mantenha o sistema operacional sempre atualizado.

O papel das instituições financeiras

Além do MED, espera-se que os bancos invistam em soluções tecnológicas e campanhas educativas para reduzir o número de fraudes. Algumas instituições já utilizam inteligência artificial para identificar comportamentos atípicos e bloquear transações suspeitas.

O que fazer se cair em um golpe com Pix?

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Imagem: Freepik e Canva

Caso você seja vítima de uma fraude, siga os seguintes passos imediatamente:

  1. Contate o banco: registre a ocorrência o mais rápido possível;
  2. Solicite a análise via MED: informe que deseja entrar com o pedido de devolução;
  3. Registre um boletim de ocorrência: isso é importante caso seja necessário acionar a Justiça;
  4. Acompanhe o processo: o banco tem prazo de até sete dias para analisar a solicitação.

Fraudes com Pix exigem atenção redobrada

Com o crescimento das transações via Pix, é esperado que golpistas continuem tentando explorar brechas e usuários desatentos. Por isso, a atenção deve ser constante — tanto por parte dos clientes quanto das instituições financeiras.

A criação de mecanismos como o MED e a adoção de regras mais rigorosas são medidas importantes, mas que precisam ser acompanhadas de uma cultura de segurança digital no país.

Conclusão

As perdas bilionárias com fraudes no Pix em 2024 demonstram que a popularização do sistema precisa ser acompanhada de medidas constantes de segurança e educação financeira. Embora mecanismos como o MED ajudem a mitigar danos, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. Usuários atentos e instituições comprometidas são fundamentais para que o Pix siga sendo uma ferramenta segura e confiável para todos.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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