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Funcionário demitido após crise de ansiedade por festa de aniversário ganha indenização milionária

Um funcionário foi demitido após sua festa surpresa na empresa. Entenda o caso e como ele conseguiu uma indenização milionária.

João Pedro PereiraPor João Pedro Pereira2 min de leitura
Martelo de juiz posicionado sobre várias notas de cinquenta reais

Uma festa de aniversário surpresa geralmente é motivo de alegria e comemoração, porém, não foi bem assim que aconteceu com Kevin Berling, morador do Kentucky, nos Estados Unidos. Isso porque, na ocasião, o funcionário, que ficou sabendo do planejamento de sua festa, teve uma crise de ansiedade e logo após recebeu uma carta de demissão. 

Após o episódio, Kevin processou a empresa e ganhou direito a uma grande indenização. Diante desse caso, fica evidente a urgência de as empresas reconhecerem a importância de lidar com questões de ansiedade entre seus colaboradores.

Episódios de ansiedade no local de trabalho

Kevin era recém contratado do laboratório médico Gravity Diagnostics, em Covington, no Kentucky, trabalhando há cerca de 10 meses na empresa. Com a proximidade de seu aniversário, decidiu comunicar ao seu superior sobre seu transtorno de ansiedade, na expectativa de que não fizessem realizassem uma festa de aniversário surpresa para ele.

Mesmo com a sua desaprovação, os demais funcionários planejaram uma homenagem para Kevin, que logo ficou sabendo e os episódios de ansiedade foram aflorando.

Segundo documento do processo, assim que soube, Kevin decidiu se isolar em seu carro no horário de intervalo, demonstrando um primeiro indicativo de que as coisas não estavam bem.

Porém, não parou por aí. Ele teve outro ataque de ansiedade em uma reunião realizada no dia seguinte. Após o ocorrido, foi questionado sobre seu comportamento. Segundo seus superiores, suas atitudes ameaçavam o bem-estar das demais pessoas.

Demissão e luta na Justiça

Passados 3 dias desse acontecido, Kevin recebeu a notícia de que estaria sendo demitido. Assim, um mês após, entrou na Justiça contra sua ex-empresa, alegando que a mesma foi discriminatória com a sua questão psicológica. 

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Ao todo, o julgamento durou cerca de dois dias e a empresa alegou que o comportamento do ex-funcionário apresentava riscos à integridade de seus companheiros de serviço. 

Mesmo com suas defesas, em 31 de junho, o júri condenou o laboratório a indenizar Kevin em US$ 450 mil (mais de R$ 2.000.000). Desse valor, US$ 300 mil tiveram destino para sanar o constrangimento sofrido e US$ 150 mil para a perda do seu meio de sustento.

No entanto, a empresa alegou que vai recorrer da decisão, argumentando que tinha direito por contrato de demitir Berling. Além disso, afirmou que o mesmo nunca notificou sobre seu transtorno.

Imagem: Satur / shutterstock.com

João Pedro Pereira

Autor

João Pedro Pereira

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, atualmente no quinto período. Atuando como auxiliar de redação do Seu Crédito Digital.

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