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Funcionários da Starbucks entram em greve; entenda a situação

Mais de 150 lojas e 3.500 funcionários da Starbucks paralisam suas atividades, na luta por inclusão e justiça trabalhista. Saiba mais!

Adrielle AlvimPor Adrielle Alvim2 min de leitura
Fachada da cafeteria Starbucks e o logo da empresa.

A Starbucks, uma das maiores redes de cafeterias do mundo, enfrenta uma iminente greve. Mais de 150 lojas e 3.500 funcionários planejam paralisar suas atividades na próxima semana, devido à alegação de proibição da decoração do Mês do Orgulho LGBTQIA+ em suas cafeterias por parte da empresa.

O caso se assemelha ao de outras empresas norte-americanas, como a varejista Target e a cerveja Bud Light, que sofreram pressões tanto de conservadores contrários à temática LGBTQIA+ quanto de grupos de defesa de direitos, que criticam a falta de apoio à comunidade LGBTQIA+.

Polêmica sobre decorações do Mês do Orgulho LGBTQIA+

A partir de hoje, os trabalhadores da Starbucks estão participando do “Strike with Pride“, uma greve de uma semana. O Seattle Roastery, a principal loja da Starbucks em sua cidade natal, Seattle, foi o primeiro local a iniciar essa onda de greves de uma semana.

Enquanto o sindicato acusa a empresa de proibir as decorações, a Starbucks nega as alegações, chamando-as de “informações falsas”.

A empresa afirma que não houve mudanças em sua política sobre o assunto e ainda incentiva os gerentes de loja a celebrarem o Mês do Orgulho LGBTQIA+, desde que sigam as diretrizes de segurança estabelecidas.

Segundo Matt Cartwright, trabalhador da Starbucks em Madison, a decoração era uma demonstração de orgulho da identidade LGBTQIA+ e resistência ao preconceito:

“Da mesma forma que a Starbucks rejeita a democracia ao reprimir seus trabalhadores de se organizarem, ela virou as costas para seus trabalhadores queer, colocando a ganância acima dos funcionários”.

Reclamações trabalhistas e processos por práticas ilegais na Starbucks

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Além da proibição da decoração do Mês do Orgulho LGBTQIA+, a Starbucks enfrenta centenas de reclamações relacionadas a práticas trabalhistas ilegais, como a demissão de sindicalistas e o fechamento de lojas durante campanhas trabalhistas.

Desde o final de 2021, mais de 300 lojas votaram a favor da sindicalização. Dessa forma, o sindicato acredita que existe uma desconexão entre a empresa e os funcionários, pois, embora a empresa afirme colocar os parceiros em primeiro lugar, muitas vezes parece priorizar os interesses dos grandes acionistas.

Portanto, a Starbucks está atualmente enfrentando processos por parte do Governo Federal, que abrangem cerca de 75 reclamações e mais de 200 acusações, alegando mais de 1.300 violações, incluindo 77 casos de demissões.

Imagem: Instrumenta / Shutterstock.com

Adrielle Alvim

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Adrielle Alvim

Produtora de conteúdo para o Seu Credito Digital, website dedicado a Educação Financeira.

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