Funcionários de grande hospital entram em greve depois de governo estadual fazer mudanças nas regras de plantão dos funcionários. O sindicato dos servidores disse que os trabalhadores não foram consultados em relação às mudanças.
Funcionários de grande hospital brasileiro entram em greve e não têm previsão de retorno
Servidores da saúde entram em greve depois de uma decisão polêmica de estado. Clique aqui para entender o que aconteceu!
Desde o ano passado, o governo de Minas Gerais está promovendo algumas mudanças nos serviços dos servidores públicos da área da saúde. Diante disso, uma comissão de deputados estaduais conseguiu marcar uma reunião entre as partes e evitar uma greve ainda no carnaval.
No entanto, de acordo com o sindicato, a reunião e as mesas de negociação com o governo nunca aconteceram. Agora, o estado aplicou as alterações nos plantões e pegou muita gente de surpresa.
Funcionários da Fhemig entram em greve depois de mudanças nos plantões
Servidores da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) entraram em greve nesta segunda-feira (5) e não têm prazo para voltar ao trabalho. Durante manifestação em frente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, funcionários reclamaram do novo esquema de plantão.
Com as mudanças propostas pelo governo de Minas Gerais, os servidores da Fhemig, que trabalham 30 horas semanais, terão de realizar 11 plantões de 12 horas por mês.
Antes das alterações, eram 10 plantões. Contudo, os grevistas reclamaram que não estão recebendo a compensação financeira por esse plantão extra.
Além disso, o governo retirou o horário especial para as mães com filhos portadores de deficiência. Antes, elas podiam trabalhar 20 horas semanais, a fim de que tivessem tempo para cuidar dos filhos. Agora, terão que cumprir 30 ou 40 horas por semana, dependendo do cargo.
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Atendimento vai continuar
Os funcionários que entraram em greve garantem que a população não vai ficar sem atendimento. O sindicato informou que apenas metade dos servidores de cada turno vão fazer parte da paralisação. Assim, 50% da força de trabalho continuará atuando para garantir o atendimento mínimo que a lei exige.
Imagem: Joa Souza/shutterstock.com
