No dia 1º de abril de 2022, os servidores do Banco Central (BC) deram início a uma greve que durou três meses, sendo que a principal reivindicação da categoria era a reestruturação de carreiras.
Na última terça-feira (23), passado mais de um ano desde o início da última paralisação, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aprovou uma nova greve para esta quinta (25), entre 14h e 16h.
A paralisação tem o objetivo de protestar contra o descumprimento de um acordo acerca do plano de reestruturação da carreira.
O ministro Fernando Haddad resolveu rapidamente o pagamento de bônus aos fiscais da Receita Federal e deixou o projeto de reestruturação da carreira, segundo os servidores do BC, “esquecido”.
Reajuste para os funcionários do Banco Central
Em setembro do ano passado, os servidores e a diretoria do Banco Central acertaram junto ao governo Bolsonaro (2019-2022) um plano que, de acordo com o sindicato, prevê ajustes apenas de nomes de cargos e mais exigências para se tornar um funcionário da autoridade monetária.
Durante o governo do ex-presidente, o projeto foi avaliado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. No entanto, o plano ficou parado na Casa Civil desde 2022.
Projeto de reestruturação parado na gaveta
No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os servidores têm reclamado que tentam, desde abril, conversar com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck – atual responsável pela revisão do plano de reestruturação.
De acordo com Fábio Faiad, presidente do Sinal, o projeto está parado “em alguma gaveta”, sem que Dweck dê alguma explicação sobre ele. Faiad afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que o sindicato deseja que o ministério mude de postura, poia, caso contrário, a paralisação do Banco Central pode continuar.
Imagem: Reprodução / Banco Central do Brasil
