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Funcionários do Itaú exigem o fim da cobrança de metas abusivas; entenda a situação

Os funcionários afirmam que o tratamento e a cobrança abusiva por parte dos chefes nos bancos causam o adoecimento mental. Saiba mais.

Victoria AmaralPor Victoria Amaral2 min de leitura
Fachada com letreiro do banco Itaú

O ambiente de trabalho muitas vezes pode ser tóxico e as cobranças excessivas por parte dos chefes podem levar os funcionários a adquirirem problemas de saúde mental. É o que aconteceu com funcionários do Itaú. 

Durante reunião da Comissão de Organização de Empresa (COE), foi abordada a reclamação de bancários da empresa em relação à cobrança de metas abusivas e assédio moral. Como consequência desses abusos, eles acabaram desenvolvendo transtorno de ansiedade e esgotamento mental. 

Pauta da reunião

O encontro da COE expôs os dados e números relacionados a doenças psicológicas causadas pelo trabalho excessivo. Os números mostraram que o Itaú não realiza ou aplica políticas eficazes para prevenção e proteção da saúde mental de seus funcionários. 

O banco se comprometeu a dar um retorno em relação aos casos denunciados em uma reunião marcada para o dia 27 de junho. Foi entregue ao Itaú uma pauta de negociação abordando temas sobre saúde e condições de trabalho, e um calendário de discussões do assunto. 

Saúde mental de bancários

De acordo com o levantamento divulgado em 2021 pela Associação de Gestores da Caixa no Rio de Janeiro (Agecef-Rio) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 40% dos bancários entrevistados confirmaram apresentar problemas psicológicos ou mentais atribuídos ao trabalho nos últimos 5 anos. 

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Além disso, 74% dos participantes disseram que se sentem assediados nas agências. Em outro estudo da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), é mostrado que 53% dos empregados de bancos já sofreram assédio moral e 47% já souberam de algum caso de suicídio entre os colegas. 

Mesmo com o depoimento dos funcionários e dados concretos mostrando o adoecimento mental do trabalhadores, muitos bancos ainda negam que isso esteja atrelado a práticas abusivas das empresas. É preciso reconhecer o problema para poder combatê-lo.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Victoria Amaral

Autor

Victoria Amaral

Estudante de Jornalismo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

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