O Nubank adotou um modelo híbrido inovador: a cada sete semanas de home office, uma semana de atividades presenciais no escritório. Essa estratégia busca atrair talentos de diversas regiões, atender às novas expectativas das gerações e manter a produtividade.
O fim do home office? Descubra por que empresas estão priorizando o trabalho presencial
Empresas reavaliam o trabalho remoto em 2025. Enquanto algumas investem no home office, outras adotam o retorno presencial. Veja o que está mudando!
Segundo Suzana Kubric, diretora de recursos humanos do Nubank, a empresa está constantemente avaliando os impactos desse modelo no desempenho dos colaboradores para garantir a melhor direção estratégica.
A abordagem tem se mostrado eficaz. No Glassdoor, plataforma onde funcionários avaliam empresas, o Nubank ostenta uma nota de 4,4 estrelas, posicionando-se entre as melhores do setor financeiro.
Leia mais:
Pausa dos pagamentos do INSS preocupa segurados, confira o calendário de fevereiro
Empresas que estão abandonando o home office

Nem todas as companhias seguem o mesmo caminho do Nubank. Algumas decidiram reduzir ou eliminar o home office.
Amazon e Dell reforçam a presença nos escritórios
A Amazon determinou o retorno obrigatório ao trabalho presencial em 2024. O CEO Andy Jassy declarou que aqueles que discordam da medida podem procurar outras oportunidades.
A Dell também adotou uma postura semelhante: profissionais que optarem pelo home office não serão considerados para promoções ou novas posições dentro da empresa.
O impacto do retorno presencial
Redução na taxa de vacância imobiliária
Levantamento da consultoria JLL revela que a taxa de vacância comercial em São Paulo caiu 2,6 pontos percentuais no 4º trimestre de 2024, aproximando-se dos níveis pré-pandemia. Apesar disso, o preço dos alugueis aumentou, atingindo R$ 311 por metro quadrado nas regiões mais valorizadas da capital paulista.
Crescimento das vagas presenciais
A Gupy, plataforma de recrutamento, mostra que as vagas presenciais superam as remotas. As oportunidades de trabalho híbrido também estão crescendo e superaram as ofertas 100% remotas em 2023.
Desafios do home office para as empresas

Motivos para a mudança
Uma pesquisa da Mercer Brasil identificou os principais desafios do trabalho remoto para os gestores de RH:
- 76% temem a queda na produtividade;
- 66% apontam excesso de reuniões;
- 51% mencionam dificuldades na integração de novos funcionários;
- 61% veem desafios na liderança;
- 52% acreditam que o trabalho remoto enfraquece a cultura organizacional.
Fatores que dificultam o home office
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
- Falta de planejamento: empresas sem estratégias claras para gestão remota enfrentam problemas operacionais.
- Baixa maturidade dos colaboradores: nem todos os profissionais possuem disciplina para trabalhar de forma independente.
- Necessidade de interação: negócios que exigem colaboração intensa podem ter dificuldades com o home office.
Empresas que mantêm o modelo híbrido
A estratégia da D’OM
A D’OM, agência de publicidade, adota um modelo flexível: manhãs remotas de segunda a quinta e encontros presenciais à tarde. Sextas-feiras são 100% remotas. O CEO Mario D’Andrea destaca que essa dinâmica melhorou a produtividade e a criatividade.
Nubank e a construção de laços
Para evitar o isolamento, o Nubank incentiva o “Voluntary Booking”, permitindo que funcionários reservem espaços no escritório conforme necessidade. A presença física da liderança também tem sido incentivada.
O futuro do trabalho: flexibilidade ou retorno total?

A mudança no modelo de trabalho das empresas não tem uma resposta única. Para algumas, a flexibilidade se mostrou um diferencial competitivo. Para outras, o retorno presencial parece ser o caminho mais seguro para manter a produtividade e a cultura organizacional.
Conclusão
O futuro do trabalho está em constante transformação. Empresas que optam pelo home office buscam flexibilidade e atração de talentos, enquanto outras veem no retorno presencial uma forma de manter a produtividade e a cultura organizacional. O modelo híbrido surge como uma solução intermediária, equilibrando benefícios para colaboradores e empresas. Independentemente da abordagem adotada, é essencial que as organizações avaliem periodicamente o impacto das mudanças para garantir o melhor desempenho e satisfação de seus profissionais.
