Para se burlar as sanções financeiras, os investidores russos foram atrás da única alternativa disponível – as criptomoedas. Ciente disso, o G7 – grupo dos 7 países mais industrializados do mundo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – planeja uma forma de evitar essas transações.
G7 quer impedir que Rússia utilize criptomoedas para burlar sanções
Para se burlar as sanções financeiras, os investidores russos foram atrás das criptomoedas. O G7 planeja bloquear essa alternativa.
Na última semana, a movimentação financeira na Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, triplicou com o uso de rublos, a moeda russa. Isso acontece porque, até o momento, o uso desses ativos digitais é uma alternativa para driblar as sanções que a Rússia enfrenta devido a invasão à Ucrânia.
G7 planeja medidas para bloqueio de criptomoedas na Rússia
A informação foi confirmada pelo ministro das finanças alemão, Christian Lindner. Ainda não foi divulgado para a imprensa quais serão as medidas e quando serão adotadas.
Em comunicado, o ministro alemão disse:
“Devemos tomar medidas para impedir que pessoas e instituições dessa lista usem criptomoedas que não são regulamentadas. Atuamos nesse sentido no âmbito da presidência alemã do G7.”
O objetivo das sanções é isolar economicamente e financeiramente a Rússia. Entre as sanções já colocadas em prática estão a exclusão dos bancos russos do sistema internacional bancário, o Swift, e o bloqueio dos ativos do banco central russo. Essas sanções foram uma das responsáveis pelo declínio da moeda russa.
Sanções à criptomoedas
De acordo com analistas, quando os países passam por sanções pesadas, os cidadãos procuram todos os meios de minimizar o impacto das retaliações. Quando é feita uma transação com criptomoedas, como o Bitcoin, essa transferência de valores não é identificada pelos bancos. Isso fez delas uma alternativa para os russos.
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As operadoras de serviços de corretagem de criptomoedas, como a Binance, rejeitaram o pedido da Ucrânia de bloquear a Rússia na sua plataforma. Não se sabe ainda se a medida vai ser mantida, já que essas instituições também podem sofrer sanções com essa decisão.
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Imagem: WorldSpectrum / Pixabay (editada)
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