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Gasolina A sai por R$ 2,57 nas distribuidoras com corte desta terça

Petrobras reduz gasolina A em 5,2%. Veja novo preço, impacto nas bombas e como o valor da gasolina é formado no Brasil.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Gasolina

A Petrobras iniciou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, um novo corte no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. A redução foi de 5,2%, o equivalente a R$ 0,14 por litro, fazendo o valor cair para R$ 2,57 na saída das refinarias.

A medida afeta diretamente um dos principais componentes do preço final pago pelos motoristas, embora o repasse aos postos e ao consumidor final não seja imediato nem uniforme em todo o país.

O ajuste ocorre em um contexto de petróleo internacional mais barato, política de preços menos atrelada ao mercado externo e tentativa de manter competitividade no mercado interno de combustíveis.

Qual é o preço?

Leia mais: Recorde de produção: Petrobras atinge 2,4 mi de bpd em 2025

Antes da entrada em vigor do corte, o preço médio da gasolina no Brasil estava em torno de R$ 6,32 por litro, segundo dados coletados entre 11 e 17 de janeiro de 2026.

Esse valor representa uma média nacional e pode variar significativamente entre estados, cidades e postos, influenciado por fatores como carga tributária estadual, custos logísticos, margens de revenda e concorrência local.

Como o preço da gasolina é formado?

O preço final da gasolina ao consumidor resulta da soma de diferentes componentes, sendo a parcela da Petrobras apenas uma parte do total.

A composição média do preço por litro pode ser representada da seguinte forma:

ComponenteValor aproximadoParticipação
Parcela PetrobrasR$ 1,9030,1%
Imposto estadual (ICMS)R$ 1,5724,8%
Impostos federais (PIS, Cofins, Cide)R$ 0,6810,8%
Custo do etanol anidroR$ 1,0516,6%
Distribuição e revendaR$ 1,1217,7%
Preço médio finalR$ 6,32100%

Papel do etanol na composição

A gasolina vendida no Brasil contém etanol anidro misturado, cujo custo varia conforme a safra da cana-de-açúcar, condições climáticas e dinâmica do mercado de biocombustíveis. Isso significa que mesmo sem alterações da Petrobras, o preço final pode oscilar.

Impostos e margens

Os impostos estaduais são majoritariamente compostos pelo ICMS, enquanto os tributos federais incluem PIS, Cofins e Cide. Já a parcela de distribuição e revenda cobre custos de transporte, armazenamento, operação dos postos e margens comerciais.

O que muda com o corte da Petrobras?

A redução de R$ 0,14 por litro incide exclusivamente sobre a parcela da Petrobras. Caso fosse repassada integralmente, o impacto potencial ao consumidor poderia ser de pouco mais de 2% no preço final da gasolina.

Na prática, o repasse tende a ser parcial e gradual, pois depende de fatores como:

  • Estoque de combustível adquirido a preços anteriores
  • Estratégia comercial das distribuidoras
  • Concorrência entre postos em cada região
  • Custos logísticos locais

Historicamente, reduções nas refinarias demoram mais a chegar às bombas do que aumentos, mas mercados mais competitivos tendem a reagir mais rapidamente.

Histórico recente de cortes na gasolina

Este é o primeiro corte na gasolina desde outubro de 2025, quando a Petrobras também reduziu o preço em R$ 0,14 por litro.

Esse movimento reflete mudanças na política de preços da estatal, que deixou de seguir estritamente o Preço de Paridade de Importação (PPI) e passou a considerar fatores internos e externos de forma mais flexível.

Contexto internacional e influência do petróleo

O reajuste ocorre em um cenário de petróleo internacional mais barato. O barril do tipo Brent tem sido negociado entre US$ 60 e US$ 66, abaixo dos picos registrados em anos anteriores.

Entre os fatores que influenciam esse cenário estão:

  • Crescimento global mais moderado
  • Aumento da oferta fora da Opep
  • Demanda internacional menos aquecida
  • Ajustes estratégicos de grandes produtores

Mesmo com a política de preços menos dependente do mercado externo, o petróleo internacional segue sendo um fator relevante para decisões futuras.

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Diesel permanece sem alteração

Enquanto a gasolina sofreu redução, o preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras foi mantido em torno de R$ 2,80 por litro.

Em 2025, a estatal realizou três cortes no diesel, em 1º de abril, 17 de abril e 6 de maio, com reduções entre 3,38% e 4,6%. Desde dezembro de 2022, a queda real acumulada no preço do diesel chega a cerca de 36,3%.

A manutenção do valor em janeiro de 2026 reflete preocupações com o transporte de cargas, custos logísticos e impacto na inflação.

FAQ

Qual é o novo preço da gasolina A nas distribuidoras?
A partir de 27 de janeiro de 2026, o preço da gasolina A nas distribuidoras passou para R$ 2,57 por litro após corte de 5,2% da Petrobras.

O preço da gasolina já caiu nos postos?
Nem sempre. O repasse depende do estoque, da concorrência regional e da estratégia de distribuidoras e postos, podendo ser gradual ou parcial.

Quanto a Petrobras representa no preço final da gasolina?
A parcela da Petrobras corresponde a cerca de 30% do valor total pago pelo consumidor.

Por que o preço da gasolina varia entre estados e cidades?
As diferenças ocorrem por causa do ICMS estadual, custos logísticos, margens de revenda e nível de concorrência entre postos.

Considerações finais

O corte no preço da gasolina A pela Petrobras representa um alívio potencial para o consumidor, mas o impacto real no bolso depende de uma cadeia de fatores que vai além da estatal. Impostos, etanol, custos de distribuição, concorrência regional e estratégia dos postos continuam sendo determinantes para o valor final nas bombas.

Embora haja expectativa de alguma redução nas próximas semanas, o repasse tende a ser gradual e desigual entre regiões. Por isso, acompanhar os preços locais, comparar postos e observar movimentos do dólar, do petróleo e da política tributária segue sendo essencial para entender a dinâmica do combustível no Brasil.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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