A exchange de criptomoedas Gemini, fundada pelos irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, deu um passo significativo rumo à expansão de suas operações no mercado europeu.
Gemini expande fronteiras e lança derivativos de criptomoedas na Europa com nova licença regulatória
A Gemini recebeu licença da MFSA sob a MiFID II para oferecer derivativos cripto na União Europeia, ampliando sua atuação no mercado europeu.
No dia 9 de maio de 2025, a empresa anunciou que recebeu aprovação regulatória para oferecer produtos derivativos de criptomoedas em toda a União Europeia (UE) e no Espaço Econômico Europeu (EEE).
A autorização foi concedida pela Autoridade de Serviços Financeiros de Malta (MFSA), através de uma licença emitida com base na Diretiva de Mercados de Instrumentos Financeiros II (MiFID II), uma das legislações mais robustas do mercado financeiro europeu.
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Licença representa marco na estratégia europeia da Gemini
De acordo com Mark Jennings, chefe da operação europeia da Gemini, a conquista da licença é um “marco importante” que permite à empresa ampliar seus serviços para incluir derivativos regulamentados, ampliando o alcance para clientes institucionais e de varejo mais sofisticados.
“Assim que iniciarmos as atividades comerciais, poderemos oferecer derivativos regulamentados em toda a UE e o EEE sob a MiFID II”, afirmou Jennings.
O que são derivativos e por que são importantes para o mercado cripto
Os derivativos financeiros são contratos cujo valor deriva de um ativo subjacente — no caso, criptomoedas como Bitcoin e Ethereum. A nova oferta da Gemini incluirá contratos perpétuos e outros instrumentos similares, voltados a traders experientes.
Esses contratos permitem aos investidores especular sobre o preço futuro de ativos digitais sem precisar possuí-los diretamente, o que aumenta a eficiência de capital e abre caminho para estratégias de hedge e arbitragem.
Impacto sobre a liquidez e maturidade do setor
A presença de derivativos regulamentados tende a atrair participantes institucionais e aumentar a liquidez dos mercados cripto.
Isso é particularmente relevante em um contexto de crescente institucionalização do setor, com bancos, fundos e gestoras buscando exposição controlada a ativos digitais.
Detalhes da operação: base europeia em Malta
A entidade responsável pela operação regulada na Europa é a Gemini Intergalactic EU Artemis, subsidiária registrada em Malta. A licença foi oficialmente concedida em 8 de maio de 2025, de acordo com registros da MFSA.
Malta tem se destacado como uma jurisdição estratégica para empresas de tecnologia financeira e criptoativos, devido à sua abordagem regulatória clara e alinhada à legislação europeia.
MiCA ainda é um objetivo pendente
Embora a Gemini tenha avançado com a licença MiFID II, a empresa ainda não possui aprovação plena sob o regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA), que está previsto para entrar em vigor gradualmente a partir de meados de 2025.
Escolha estratégica de Malta como base para o MiCA
Em janeiro deste ano, a Gemini anunciou que Malta seria sua base para conformidade com as novas regras do MiCA. A decisão reforça o comprometimento da empresa com o mercado europeu e com padrões regulatórios elevados.
Em dezembro de 2024, a Gemini já havia conquistado seu sexto registro como Provedora de Serviços de Ativos Virtuais (VASP) na região.
Mercado global de derivativos cripto cresce rapidamente
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O movimento da Gemini se insere em um contexto mais amplo de expansão das exchanges globais rumo ao mercado de derivativos.
Em 8 de maio de 2025, a Coinbase anunciou a aquisição da Deribit, uma das maiores plataformas de derivativos de criptoativos do mundo, por US$ 2,9 bilhões. A transação marca uma das maiores aquisições do setor neste ano.
Poucos dias antes, a Kraken confirmou a compra da NinjaTrader por US$ 1,5 bilhão, plataforma que permitirá à exchange oferecer negociação de futuros a partir de 1º de maio.
Tendência aponta para profissionalização do setor
Esses movimentos evidenciam uma tendência de consolidação e profissionalização das plataformas cripto, buscando se alinhar às práticas tradicionais dos mercados financeiros, ao mesmo tempo em que oferecem produtos adaptados à dinâmica dos ativos digitais.
Quais são os próximos passos da Gemini
Segundo Mark Jennings, a Gemini trabalhará nos “próximos meses” para cumprir os requisitos técnicos e regulatórios para lançar oficialmente os produtos derivativos em toda a Europa. O lançamento incluirá uma oferta voltada a traders institucionais e de varejo qualificados.
A expectativa é de que, uma vez atendidas as condições regulatórias, a plataforma comece a operar com contratos perpétuos de forma regulamentada, elevando o nível de sofisticação do ecossistema cripto europeu.
Conclusão: regulação, expansão e amadurecimento do mercado

A aprovação da licença MiFID II à Gemini simboliza mais do que uma expansão comercial: representa o amadurecimento do mercado cripto no continente europeu. Com a regulamentação se tornando um diferencial competitivo, a tendência é de que outras exchanges globais acelerem seus processos de conformidade.
A Europa, com regulações robustas como a MiFID II e o MiCA, caminha para se tornar um dos epicentros da inovação financeira com foco em ativos digitais. Nesse cenário, a iniciativa da Gemini pode servir de modelo para uma nova geração de produtos cripto regulados e integrados às estruturas do mercado tradicional.
