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Você no comando: Gemini agora guarda apenas o que você autorizar

Descubra como a nova memória do Gemini funciona e saiba como proteger seus dados. Confira as novidades agora.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro4 min de leitura
Gemini

O Google anunciou, nesta quarta-feira (13), uma atualização importante para o Gemini, sua plataforma de inteligência artificial. Agora, o chatbot será capaz de lembrar conversas passadas e guardar informações personalizadas, como preferências e interesses do usuário.

Ao mesmo tempo, a empresa implementou novos controles de privacidade para que cada pessoa possa decidir o que será armazenado. A novidade, inicialmente liberada para o modelo Gemini 2.5 Pro em alguns países, será expandida futuramente para outras regiões e para o modelo Gemini 2.5 Flash.

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Como funciona a nova memória do Gemini

Gemini google
Imagem: Freepik

O recurso de memória foi criado para tornar a experiência com o chatbot mais personalizada.

Ativação e configurações

  • Ativo por padrão: a função vem ligada automaticamente, mas o usuário pode desativá-la nas configurações.
  • Controle no “Contexto pessoal”: é nessa seção que o usuário define quais dados podem ou não ser mantidos.

Exemplo prático

Se, em uma conversa anterior, você pediu ideias para um canal no YouTube sobre cultura japonesa, o Gemini poderá sugerir temas de culinária ou tradições japonesas em interações futuras, sem que você precise repetir o contexto.

Mudanças na privacidade

O Google também anunciou ajustes na forma como gerencia dados e atividades dentro do Gemini.

Renomeação de configurações

A opção “Atividade nos apps Gemini” será rebatizada como “Manter atividade”.

  • Data de mudança: a partir de 2 de setembro.
  • O que muda: ao ativar, o Google poderá usar amostras de arquivos e fotos enviados para melhorar seus serviços.
  • Por padrão: a função vem desativada.

Conversas temporárias

Um novo modo de conversas temporárias permitirá interações que:

  • Não ficam registradas no histórico.
  • Não são usadas para personalizar respostas.
  • São apagadas automaticamente após 72 horas.

Essa modalidade é indicada para questões privadas ou quando o usuário quer evitar qualquer referência a diálogos passados.

Comparações com outras IAs

A atualização do Gemini chega pouco depois de a OpenAI lançar melhorias no ChatGPT e de relatos envolvendo a funcionalidade de memória da plataforma rival.

Enquanto o ChatGPT recebeu críticas por respostas “delirantes” após lembrar interações anteriores, o Google promete equilibrar personalização e segurança, dando ao usuário total controle sobre seus dados.

IA do Google voltada para estudos: Aprendizado Guiado

Além das mudanças na memória e privacidade, o Google apresentou o Aprendizado Guiado para o Gemini, um recurso pensado especialmente para estudantes.

O que é o Aprendizado Guiado?

Trata-se de um modo tutor digital, capaz de oferecer explicações passo a passo, adaptadas ao estilo de aprendizado de cada pessoa.

Principais funções:

  • Recursos multimodais integrados: vídeos do YouTube, imagens, diagramas e quizzes interativos para reforçar conteúdos.
  • Guias de estudo personalizados: criação de flashcards e resumos com base em provas e materiais escolares.
  • Acesso gratuito ao plano AI Pro: estudantes no Brasil, EUA, Japão, Indonésia e Coreia recebem 1 ano gratuito do plano, que inclui:
    • Gemini 2.5 Pro;
    • NotebookLM;
    • Veo 3;
    • Deep Research;
    • Outros recursos avançados.

Impacto para usuários comuns e empresas

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A implementação da memória no Gemini abre novas possibilidades tanto para uso pessoal quanto profissional.

Para usuários comuns

  • Assistente mais personalizado.
  • Sugestões alinhadas a interesses.
  • Maior comodidade ao evitar repetição de informações.

Para empresas

  • Potencial para criar atendimentos automatizados mais eficientes.
  • Memória para armazenar histórico de clientes e oferecer respostas mais precisas.
  • Ferramentas para treinamento interno com suporte multimodal.

Preocupações e desafios

Gemini
Imagem: depositphotos.com / rafapress

Embora a atualização seja positiva para personalização, especialistas apontam questões de segurança e ética. O armazenamento de dados sensíveis, mesmo sob controle do usuário, exige transparência e confiança.

O modo de conversas temporárias surge como uma alternativa segura, mas a responsabilidade final ainda recai sobre o próprio usuário em decidir quando usar cada função.

Próximos passos do Google com o Gemini

O Google pretende expandir a função de memória para mais países e modelos até o final do ano. Além disso, melhorias contínuas no Aprendizado Guiado devem transformar o Gemini em uma ferramenta ainda mais robusta para educação.

Conclusão

O lançamento da memória no Gemini marca um avanço na personalização de IAs, mas também exige atenção à privacidade.

Ao oferecer controles claros, opções temporárias e funcionalidades educacionais, o Google busca equilibrar inovação e segurança. O usuário, por sua vez, ganha mais autonomia para decidir o que será lembrado – e o que ficará no esquecimento.

Imagem: mundissima / shutterstock

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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