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Geração Z adota inteligência artificial para compras mais que outras faixas etárias

Pesquisa revela que a geração Z é a que mais usa inteligência artificial para fazer compras no Brasil. Veja dados, tendências e impactos no consumo.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
Geração Z

A inteligência artificial já faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros, mas seu uso para decisões de compra ainda avança de forma desigual no país. Uma pesquisa recente da Nexus mostra que a geração Z, formada por jovens entre 18 e 30 anos, lidera o uso de ferramentas de IA no consumo, enquanto a maioria da população ainda não incorporou essa tecnologia no processo de compra.

O levantamento revela um cenário de transformação gradual no comportamento do consumidor, impulsionado pela familiaridade com tecnologia, maior acesso à informação digital e mudanças na forma de pesquisar, comparar preços e decidir o que comprar.

Ao mesmo tempo, o estudo expõe resistências importantes, sobretudo entre pessoas mais velhas, moradores de determinadas regiões e grupos com menor escolaridade.

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O avanço da inteligência artificial no consumo brasileiro

IA deixa de ser tendência e vira ferramenta prática

Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser um conceito distante para se tornar uma ferramenta acessível no dia a dia. Aplicativos de conversa, assistentes virtuais, buscadores inteligentes e sistemas de recomendação passaram a influenciar diretamente a forma como as pessoas consomem produtos e serviços.

Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Grok e Meta AI passaram a ser usadas não apenas para tirar dúvidas, mas também para comparar preços, analisar avaliações, sugerir marcas, identificar promoções e até simular experiências de compra.

Compras mais rápidas e informadas

Ao recorrer à IA, o consumidor consegue reduzir o tempo gasto em pesquisas extensas e obter respostas mais diretas. Isso torna o processo de compra mais rápido, personalizado e, em muitos casos, mais consciente.

A pesquisa da Nexus indica que 37% dos brasileiros já realizaram ao menos uma compra influenciada por ferramentas de inteligência artificial, número expressivo considerando que a adoção ainda está em fase de expansão.

Geração Z: protagonismo no uso da IA para compras

Quem é a geração Z

A geração Z é composta por jovens que cresceram em um ambiente totalmente digitalizado, com acesso à internet, smartphones e redes sociais desde a infância ou adolescência. Esse grupo tem forte familiaridade com tecnologia e tende a experimentar novas ferramentas com mais facilidade.

Segundo o estudo, 46% dos jovens entre 18 e 30 anos afirmam utilizar inteligência artificial para tomar decisões de compra, o maior percentual entre todas as faixas etárias analisadas.

Relação direta com tecnologia e inovação

Para a geração Z, o uso de IA não representa uma barreira, mas sim uma extensão natural das práticas digitais já consolidadas. Esses consumidores utilizam a tecnologia para comparar produtos, buscar recomendações personalizadas, analisar custo-benefício e até validar opiniões antes de fechar uma compra.

Essa postura reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, em que a confiança não está apenas em marcas ou vendedores, mas também em sistemas inteligentes capazes de processar grandes volumes de informação.

Diferenças geracionais no uso da inteligência artificial

Resistência entre pessoas mais velhas

O contraste geracional é um dos pontos mais marcantes da pesquisa. Enquanto a geração Z lidera o uso da IA no consumo, entre pessoas com mais de 60 anos a realidade é oposta.

De acordo com os dados, 78% dos brasileiros acima dessa faixa etária afirmam nunca ter utilizado inteligência artificial para fazer compras. Esse número evidencia barreiras relacionadas à familiaridade com tecnologia, confiança nas ferramentas e hábitos de consumo mais tradicionais.

Fatores que explicam a diferença

Entre os principais fatores que explicam essa resistência estão a falta de conhecimento sobre como a IA funciona, receio em relação à segurança de dados e preferência por atendimento humano ou presencial.

Além disso, muitos consumidores mais velhos mantêm rotinas de compra consolidadas, baseadas em lojas físicas ou em canais digitais tradicionais, sem a necessidade de intermediários tecnológicos avançados.

Impacto da escolaridade e da região no uso da IA

Sudeste lidera adoção da tecnologia

A pesquisa da Nexus também revela que o uso da inteligência artificial para compras é mais comum na região Sudeste do Brasil. Esse dado está diretamente relacionado ao maior acesso à tecnologia, à renda média mais elevada e à concentração de centros urbanos com infraestrutura digital mais desenvolvida.

Escolaridade influencia confiança e uso

Outro fator determinante é o nível de escolaridade. Pessoas com maior grau de instrução tendem a utilizar mais a IA no consumo, enquanto a resistência é maior entre indivíduos com menor escolaridade.

Esse cenário aponta para a necessidade de inclusão digital e educação tecnológica como formas de democratizar o acesso aos benefícios da inteligência artificial.

A maioria dos brasileiros ainda não usa IA para comprar

61% nunca utilizaram a tecnologia

Apesar do crescimento, o uso da inteligência artificial no consumo ainda não é majoritário. Segundo a pesquisa, 61% dos brasileiros afirmam que nunca utilizaram IA para fazer compras.

Esse dado reforça que, embora a tecnologia esteja em expansão, ainda há um longo caminho para que ela se torne um recurso amplamente adotado pela população em geral.

Barreiras de acesso e confiança

Entre os principais obstáculos estão a falta de conhecimento sobre como utilizar as ferramentas, dúvidas sobre a confiabilidade das informações fornecidas e preocupações com privacidade e segurança de dados pessoais.

Influenciadores virtuais e a confiança do consumidor

Popularidade crescente, mas confiança limitada

O estudo também analisou a percepção dos brasileiros sobre influenciadores digitais criados por inteligência artificial. Embora 73% da população afirmem já ter ouvido falar desse tipo de perfil, apenas 6% dizem confiar neles.

Em comparação, 36% afirmam confiar em influenciadores humanos, enquanto 39% dizem não confiar em nenhum dos dois.

Influência real nas decisões de compra

Mesmo com baixa confiança declarada, os influenciadores virtuais exercem impacto real. Entre as pessoas que conhecem essa iniciativa, 42% afirmaram ter sido influenciadas por esses perfis para realizar alguma compra.

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Esse dado mostra que a influência da IA no consumo pode ocorrer de forma indireta, mesmo quando o consumidor não reconhece explicitamente a confiança na fonte.

Outros usos da inteligência artificial no Brasil

Busca por informações gerais

Além das compras, a inteligência artificial é amplamente utilizada pelos brasileiros para buscar informações gerais. Segundo a pesquisa, 48% usam IA para esclarecer dúvidas do dia a dia.

Educação e aprendizado

O uso da IA para estudar ou aprender algo novo aparece logo em seguida, com 45% dos entrevistados. Ferramentas inteligentes têm sido usadas para explicações, resumos, organização de estudos e resolução de problemas.

Criação de conteúdo e entretenimento

A criação de conteúdo, como textos, imagens e vídeos, é citada por 41% dos usuários, enquanto 39% utilizam a tecnologia para lazer e entretenimento, como jogos, conversas e recomendações de filmes e músicas.

Impactos no mercado e no varejo

Mudança na jornada de compra

O crescimento do uso da inteligência artificial está transformando a jornada de compra do consumidor. O processo, que antes envolvia visitas a lojas ou pesquisas extensas na internet, passa a ser mediado por sistemas inteligentes capazes de sintetizar informações e personalizar recomendações.

Desafios para empresas e marcas

Para empresas e varejistas, o avanço da IA representa tanto oportunidades quanto desafios. Adaptar estratégias de marketing, investir em tecnologia e entender o novo comportamento do consumidor tornam-se essenciais para manter competitividade.

O futuro da IA no consumo brasileiro

Tendência de crescimento gradual

A expectativa é que o uso da inteligência artificial nas compras continue crescendo nos próximos anos, impulsionado pela popularização das ferramentas, melhoria na experiência do usuário e maior confiança na tecnologia.

Inclusão digital como fator decisivo

Especialistas apontam que políticas de inclusão digital e educação tecnológica serão fundamentais para reduzir desigualdades no acesso à IA e permitir que mais brasileiros se beneficiem dessas inovações.

Considerações finais

A pesquisa da Nexus mostra que a geração Z lidera o uso da inteligência artificial para compras no Brasil, enquanto grande parte da população ainda observa a tecnologia com cautela. O cenário revela um país em transição, onde a IA avança de forma desigual, mas com potencial significativo para transformar o consumo, o varejo e a relação entre marcas e consumidores.

À medida que a tecnologia se torna mais acessível e compreendida, a tendência é que seu uso se amplie, redefinindo padrões de decisão e comportamento de compra.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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