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Em apenas 5 dias, Geração Z gasta cerca de 30% dos benefícios corporativos

A Geração Z é a faixa etária que utiliza benefícios corporativos mais rapidamente no Brasil. Um levantamento da Caju, empresa de tecnologia voltada a benefícios e gestão de despesas corporativas, mostra que trabalhadores de 14 a 29 anos gastam 30,4% do saldo nos cinco primeiros dias após o recebimento. O percentual supera o registrado entre […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 7 min de leitura
Geração Z

A Geração Z é a faixa etária que utiliza benefícios corporativos mais rapidamente no Brasil. Um levantamento da Caju, empresa de tecnologia voltada a benefícios e gestão de despesas corporativas, mostra que trabalhadores de 14 a 29 anos gastam 30,4% do saldo nos cinco primeiros dias após o recebimento.

O percentual supera o registrado entre os Millennials, de 30 a 45 anos, que utilizam 28,7% do saldo no mesmo período. Entre os Baby Boomers, de 62 a 80 anos, o consumo chega a 24,7%.

Os dados foram obtidos a partir da análise de 1,3 milhão de usuários da Caju. A pesquisa também revela diferenças entre as gerações no valor médio recebido, nas categorias de despesas e nas formas de pagamento utilizadas.

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Geração Z concentra gastos logo no início do mês

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O levantamento aponta que os profissionais mais jovens apresentam o ritmo de consumo mais acelerado entre as gerações analisadas.

Isso não significa, porém, que a Geração Z seja necessariamente a que mais gasta em dinheiro durante todo o mês. O que os dados mostram é uma maior concentração das despesas nos primeiros dias depois do recebimento do benefício.

O gasto médio diário da Geração Z é de R$ 22,17. Entre os Millennials, chega a R$ 26,68, enquanto os Baby Boomers apresentam média diária de R$ 24,68.

De acordo com o estudo, os trabalhadores mais jovens costumam realizar suas despesas em cerca de sete dias diferentes ao longo do mês. Nesses dias, os gastos podem chegar a aproximadamente R$ 100 a R$ 110.

Quanto cada geração recebe em benefícios?

O valor médio recebido também varia conforme a faixa etária.

A Geração Z recebe aproximadamente R$ 758 por mês em benefícios corporativos. O valor é inferior à média observada entre os grupos mais velhos.

Entre os Millennials, o benefício médio chega a R$ 988. Já entre os Baby Boomers, alcança R$ 1.024.

Essa diferença precisa ser considerada na interpretação dos percentuais. Consumir 30,4% de um saldo de R$ 758 representa um valor diferente de gastar 24,7% de um benefício superior a R$ 1 mil.

Por isso, o levantamento retrata principalmente o ritmo de utilização do saldo, e não uma comparação direta de quem gasta mais dinheiro ao longo do mês.

Alimentação lidera os gastos da Geração Z

A alimentação é a principal categoria de utilização dos benefícios entre os profissionais mais jovens.

Segundo os dados da Caju, o auxílio-alimentação responde por 42,3% das transações realizadas pela Geração Z.

Na sequência aparecem transporte, com 15,4%; alimentação tradicional, com 15,3%; e refeição, com 12,8%.

O levantamento também indica que o tíquete médio das compras realizadas pela Geração Z é 13,4% menor que a média geral. A característica está associada a compras de menor valor e realizadas de maneira mais fragmentada.

Celular ganha espaço nos pagamentos

Outra diferença identificada pela pesquisa está na forma de pagamento.

Entre os trabalhadores da Geração Z, o cartão virtual representa 59,2% das transações. As carteiras digitais também aparecem com participação expressiva, utilizadas em 44,2% das compras.

O uso de carteiras digitais por esse grupo cresceu 122,5% no primeiro semestre de 2026, segundo os dados apresentados pela Caju.

O resultado acompanha um comportamento já observado no consumo dessa geração: maior familiaridade com pagamentos digitais e utilização do celular para diferentes atividades financeiras.

O que pode explicar o consumo mais rápido?

Os dados mostram uma diferença de comportamento entre as gerações, mas não permitem afirmar que a idade, isoladamente, seja responsável pelo ritmo mais acelerado de utilização dos benefícios.

Diversos fatores podem influenciar esse comportamento, como renda, valor do benefício recebido, rotina de trabalho, deslocamento, composição familiar, regime presencial ou remoto e hábitos de consumo.

O próprio valor médio recebido ajuda a contextualizar os números. A Geração Z recebe, em média, R$ 758 por mês, enquanto Millennials e Baby Boomers recebem valores médios superiores.

Assim, o percentual utilizado nos primeiros dias precisa ser analisado junto com o tamanho do saldo e com a frequência das transações.

Geração Z ganha espaço no mercado de trabalho

A análise também ocorre em um período de crescente participação dos profissionais mais jovens no mercado de trabalho.

Segundo os dados divulgados no levantamento, o Brasil possui 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos. Desse grupo, aproximadamente 13,9 milhões trabalham, enquanto 4,3 milhões conciliam trabalho e estudos.

Com a entrada de novos profissionais no mercado, empresas precisam lidar com diferentes expectativas em relação à remuneração, benefícios e experiência oferecida aos funcionários.

A forma como os trabalhadores utilizam os benefícios pode fornecer informações para as áreas de Recursos Humanos, embora o comportamento observado em uma base específica não deva ser generalizado para toda a população.

O que a pesquisa mostra para as empresas?

Para os empregadores, os números podem ajudar a compreender como diferentes grupos utilizam os benefícios oferecidos.

A concentração dos gastos em alimentação, transporte e outras despesas relacionadas à rotina profissional mostra que esses recursos continuam ligados principalmente às necessidades do dia a dia.

Ao mesmo tempo, a forte utilização de cartões virtuais e carteiras digitais entre os mais jovens evidencia a importância da experiência digital na administração desses benefícios.

Empresas podem utilizar informações de consumo para avaliar se a composição dos benefícios está alinhada ao perfil dos funcionários. A análise, entretanto, deve considerar também fatores como salário, localização, jornada e modelo de trabalho.

O que o trabalhador deve fazer quando o benefício acaba antes do fim do mês?

Para quem percebe que o saldo termina rapidamente, acompanhar os gastos pode ajudar a identificar onde o dinheiro está sendo utilizado.

Uma alternativa é verificar o histórico de transações e separar as despesas por categoria. Dessa forma, fica mais fácil descobrir se o consumo está concentrado em alimentação, transporte ou compras eventuais.

Também é necessário verificar as regras do benefício oferecido pela empresa. Dependendo do programa adotado, os saldos podem ter finalidades e condições de utilização diferentes.

O trabalhador também pode consultar o aplicativo ou plataforma utilizada pela empresa para acompanhar o saldo disponível e o histórico de movimentações.

Benefícios corporativos estão cada vez mais digitais

Geração Z
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O levantamento da Caju também mostra uma transformação na maneira como os benefícios são administrados.

A empresa atua com benefícios corporativos, gestão de despesas e soluções voltadas ao ambiente de trabalho. Segundo informações institucionais, a Caju atende cerca de 70 mil empresas e possui mais de 1,3 milhão de colaboradores em sua base.

Nesse ambiente, o celular deixa de ser apenas uma ferramenta para consultar o saldo e passa a fazer parte da própria experiência de pagamento.

Para a Geração Z, essa característica aparece com maior intensidade: quase seis em cada dez transações analisadas foram feitas por meio de cartão virtual.

Conclusão

A Geração Z é a faixa etária que mais rapidamente consome seus benefícios corporativos no começo do mês, segundo levantamento da Caju. 30,4% do saldo é utilizado nos cinco primeiros dias, contra 28,7% entre Millennials e 24,7% entre Baby Boomers. A pesquisa, baseada em dados de 1,3 milhão de usuários, também mostra que os profissionais de 14 a 29 anos recebem, em média, R$ 758 mensais em benefícios e concentram boa parte das transações em alimentação. O comportamento digital também chama atenção. Cartões virtuais representam 59,2% das transações da Geração Z, enquanto o uso de carteiras digitais cresceu 122,5% no primeiro semestre de 2026.

Os números, portanto, não indicam simplesmente que os jovens gastam mais. Eles mostram que uma parcela maior do benefício é utilizada logo nos primeiros dias, em compras geralmente menores e com forte participação dos meios digitais.

Para o trabalhador, acompanhar o saldo e entender os próprios hábitos de consumo pode ajudar a distribuir melhor o benefício ao longo do mês. Para as empresas, os dados oferecem uma referência sobre como diferentes gerações estão utilizando uma parte cada vez mais relevante da remuneração indireta.

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