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Meta e Microsoft em queda: a aposta bilionária em ia que derrubou as ações das gigantes

Gigantes da tecnologia como Meta, Microsoft e Google investem bilhões em IA e data centers, gerando preocupação em investidores sobre retorno futuro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Tecnologia

As maiores empresas de tecnologia do mundo estão acelerando seus investimentos em inteligência artificial (IA) e infraestrutura de data centers, apostando que a próxima revolução digital será sustentada por servidores e sistemas de armazenamento massivos. No entanto, a magnitude desses gastos está gerando apreensão em investidores de Wall Street, que questionam se a maratona de investimentos trará retorno real.

O último trimestre revelou que Alphabet Inc. (Google), Meta Platforms Inc. e Microsoft Corp. juntos acumularam US$ 78 bilhões em despesas de capital, um aumento de 89% em relação ao ano anterior. A maior parte desse montante foi destinada à construção de novos data centers, aquisição de GPUs e equipamentos para suportar a infraestrutura avançada.

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O aumento dos gastos em data centers

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Imagem: Freepik

A Microsoft investiu intensivamente em sua plataforma Azure, principal motor de crescimento para serviços de nuvem e sistemas inteligentes. O foco da empresa está em atender à demanda crescente, que, segundo a CFO Amy Hood, não é localizada, mas distribuída por diversos setores da economia.

A Microsoft registrou US$ 34,9 bilhões em despesas de capital no trimestre de setembro, um recorde histórico. Esse investimento é impulsionado pelo contrato de US$ 13 bilhões com a OpenAI, destacando o papel estratégico da empresa na consolidação de soluções digitais avançadas no mercado corporativo.

Google amplia seu ecossistema de tecnologia inteligente

O Google, controladora da Alphabet, também aumentou seus gastos significativamente, mas apresenta uma perspectiva mais otimista. O assistente Gemini agora conta com 650 milhões de usuários ativos mensais, um aumento de 44% em três meses, enquanto a Google Cloud fechou mais negócios bilionários nos primeiros nove meses de 2025 do que nos dois anos anteriores.

O crescimento da receita da nuvem da Alphabet foi de 34%, atingindo US$ 15,2 bilhões, superando as estimativas de US$ 14,8 bilhões. A empresa projeta US$ 93 bilhões em despesas de capital para 2025, acima da previsão inicial de US$ 85 bilhões, com expectativa de aumento significativo para 2026.

Meta enfrenta maior risco financeiro

Diferente de Microsoft e Google, a Meta concentra seus investimentos em infraestrutura própria, sem grande capacidade de vender recursos excedentes para terceiros. A empresa planeja vender US$ 25 bilhões em títulos de investimento para financiar a expansão e alertou que os gastos de capital crescerão de forma “significativamente mais rápida” no próximo ano.

A divisão Reality Labs, que inclui óculos inteligentes e dispositivos vestíveis com tecnologia avançada, apresentou prejuízo de US$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, com receita de apenas US$ 470 milhões. O CEO Mark Zuckerberg acredita que os investimentos são estratégicos e que a Meta ainda não está gastando demais, mas sim garantindo espaço para crescimento futuro.

Impacto no mercado financeiro

Reações dos investidores

As ações da Meta caíram até 14% após a abertura do mercado em Nova York, registrando a maior queda intradiária em 18 meses, enquanto a Microsoft teve queda de até 2,5%. Em contrapartida, os investidores do Google receberam bem os aumentos de capital, elevando suas ações em até 6,2%, refletindo confiança em seu modelo de monetização da nuvem.

Temor de bolha tecnológica

A magnitude dos investimentos reacende debates sobre a formação de uma bolha tecnológica. Durante teleconferência, o analista da Bernstein, Mark Moerdler, questionou os executivos da Microsoft sobre a sustentabilidade desses gastos, perguntando se realmente valem a pena ou se estamos diante de uma bolha.

Amy Hood ressaltou que, apesar das despesas, a demanda por sistemas inteligentes continua crescendo em múltiplos setores, e a Microsoft ainda não atingiu capacidade máxima, o que justifica os investimentos contínuos.

Estratégias diferenciadas de cada empresa

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Imagem: Volodymyr Kyrylyuk / shutterstock.com

Microsoft: diversificação e segurança

A Microsoft possui um portfólio diversificado que permite monetizar capacidade excedente por meio da Azure, tornando seus investimentos em data centers mais seguros. Sua carteira de pedidos comerciais chegou a US$ 392 bilhões, garantindo receitas futuras e reduzindo riscos financeiros.

Google: crescimento sustentável

O Google combina crescimento acelerado da receita com expansão de serviços em nuvem. Sua carteira de pedidos atingiu US$ 155 bilhões, quase o dobro do valor de 18 meses atrás, mostrando que a demanda externa ainda sustenta a estratégia da empresa.

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Meta: dependência interna e risco elevado

Ao contrário de Microsoft e Google, a Meta depende principalmente do retorno interno de suas plataformas Instagram e Facebook. A capacidade de seus sistemas inteligentes só pode ser monetizada indiretamente, aumentando o risco financeiro caso a adoção não evolua conforme esperado.

Perspectivas de IA e computação em nuvem

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Imagem: Freepik

Cenário para 2026

  • Meta: gastos maiores do que em 2025, foco em segmentação de anúncios e Reality Labs.
  • Microsoft: expansão da Azure, continuidade da parceria com OpenAI e monetização de capacidade excedente.
  • Google: aumento de despesas de capital, crescimento do Google Cloud e expansão do Gemini.

Impactos no mercado global

O aumento dos investimentos em tecnologia avançada e data centers influencia o mercado de tecnologia global, pressionando a avaliação das empresas e testando a paciência de investidores. O sucesso ou fracasso dessa corrida determinará a liderança tecnológica nos próximos anos.

Conclusão

A maratona de investimentos em inteligência artificial e data centers mostra que as gigantes de tecnologia estão determinadas a dominar o futuro digital. Microsoft e Google possuem estratégias para monetizar a capacidade excedente, enquanto a Meta enfrenta riscos maiores por depender de retorno interno. O setor, porém, permanece promissor, com oportunidades significativas para inovação e crescimento sustentável.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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