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Gilmar Mendes vota a favor de imposto OBRIGATÓRIO para trabalhadores

Voto do ministro Gilmar Mendes pode trazer de volta imposto obrigatório para todos os trabalhadores. Entenda essa decisão.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Gilmar Mendes

Em plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes mudou seu posicionamento e votou a favor da cobrança da contribuição assistencial até para trabalhadores que não estão filiados aos sindicatos. 

De acordo com Mendes, é injusto que os profissionais que não fazem parte dos sindicatos aproveitem dos acordos coletivos e não dêem nada em troca. Como a Reforma Trabalhista aboliu o pagamento obrigatório do imposto sindical, o ministro entende que essa seria uma forma de manter as atividades das organizações. 

Entretanto, Gilmar Mendes e outros ministros do STF que votaram como ele afirmam que o trabalhador deve ter o direito de oposição garantido. Ou seja, ele precisa ter o poder de escolher se quer ou não pagar a contribuição assistencial. 

Gilmar Mendes já votou contra a contribuição assistencial em outra oportunidade

A contribuição assistencial é uma taxa que os sindicatos cobram para manter suas atividades. Portanto, cada organização determina qual o valor deve ser pago pelo trabalhador. Em 2017, o STF julgou uma ação em que o Sindicato de Metalúrgicos de Curitiba queria cobrar essa taxa de todos os trabalhadores, até os não sindicalizados. 

Na época, Gilmar Mendes foi o relator do processo. Ele votou contra a cobrança, decisão que os outros ministros da corte também seguiram. Para ele, essa tarifa não é um tributo, assim não pode ser forçado para todos os profissionais. 

Contudo, no julgamento desta semana, o ministro voltou atrás no seu entendimento. Assim, o placar está 3 a 0 para a cobrança da contribuição assistencial de todos os profissionais, até daqueles que não fazem parte de nenhum sindicato. O julgamento terminará na segunda-feira (24). 

Retrocesso 

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Para especialistas, a decisão de Gilmar Mendes é um retrocesso, já que o STF abre espaço para a volta de uma cobrança obrigatória para os trabalhadores.

Quanto à chance de se opor ao pagamento, eles consideram isso prejudicial ao profissional. Afinal, ele deverá ir à Assembleia e se levantar para deixar claro a sua vontade de não querer pagar a contribuição. Muitos podem se sentir inibidos a tomar tal atitude ou, justamente por não fazerem parte do sindicato, não saibam como proceder. 

Imagem: Salty View/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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