A volta do programa Linha Direta da Globo tem dado o que falar! O caso Eloá deu margem a muitas discussões sobre a conduta das emissoras e da imprensa no geral com o desenrolar da história, que teve um fim trágico.
O Linha Direta relembrar o caso Eloá, adolescente que foi sequestrada e mantida presa pelo ex-namorado por mais de 100h. À época, a cobertura da imprensa de modo geral foi massiva. Na ocasião, Sônia Abrão conversou com o sequestrador ao vivo, atrapalhando as negociações com a polícia.
No episódio do programa da Globo, houve uma grande crítica à conduta de conversar com o sequestrador. Entretanto, Gloria Vanique apontou a hipocrisia da emissora: os diretores da Globo também tentaram contato com o sequestrador, mas não obtiveram sucesso.
Como a Globo está em saia justa por causa do depoimento de Glória Vanique?
Em entrevista a um podcast, Vanique, que atualmente não é mais jornalista da rede Globo, contou que estava no conjunto habitacional onde se desenrolou o crime. Ali, pediram a ela o número do apartamento de Eloá para que uma apresentadora da emissora falasse com o sequestrador.
Vanique, no entanto, recusou a solicitação. Segundo ela, seu argumento foi pensando que, se a apresentadora não estivesse preparada para lidar com a situação, e o sequestrador acabasse matando a menina ao vivo, ela teria uma parcela de culpa nisso.
Além disso, ela também conta que tentaram noticiar que o sequestro já havia acabado, quando, na realidade, ainda estava acontecendo.
As declarações da jornalista causaram grande revolta por parte dos espectadores nas redes sociais, principalmente pela Globo se colocar contra a conduta jornalística de Sônia Abrão no Linha Direta. Confira algumas falas:
Outras polêmicas envolvendo a jornalista e o canal de TV
Vanique admite que o caso de Eloá não foi a única vez que se sentiu desconfortável com a conduta da Rede Globo. Em abril do ano passado, a jornalista processou a emissora.
O motivo? Ela pedia pela equiparação salarial em relação aos outros âncoras e colegas de trabalho, Rodrigo Bocardi e César Tralli. Seus argumentos são que, durante 8 anos, ela assumiu a bancada do jornal “Bom Dia São Paulo” sem receber o mesmo que seus colegas.
O valor não foi estipulado, sendo que Vanique apresentou suas provas e deixou a decisão nas mãos do judiciário.
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