Uma operação conduzida pela polícia chinesa revelou a dimensão de um golpe internacional envolvendo as populares bonecas Labubu, da marca Pop Mart.
Bonecas Labubu falsas: golpe global é descoberto na China
Descubra como a China desmontou um esquema global de bonecas Labubu falsas. Alerta para consumidores!
O caso, que teve origem em uma denúncia de consumidor, levou à prisão de oito pessoas envolvidas na produção e venda de itens falsificados. As autoridades confiscaram milhares de bonecas e outros produtos, totalizando 1,7 milhão de dólares (9,5 milhões de reais) em mercadorias ilegais.
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Fenômeno global das bonecas Labubu

O que são as bonecas Labubu?
Criadas pela Pop Mart, gigante chinesa do mercado de brinquedos de colecionador, as bonecas Labubu são figuras peludas com dentes afiados, que combinam elementos de fofura e bizarrice. Cada unidade pode chegar a custar 40 dólares (cerca de R$ 223), e os lançamentos são geralmente edições limitadas, o que incentiva a cultura de colecionismo.
Cultura pop e influência das celebridades
A popularidade das Labubu foi amplificada pela adesão de celebridades como Rihanna e Dua Lipa, que foram vistas com as bonecas em eventos públicos. Isso impulsionou a demanda mundial e incentivou a comercialização em larga escala — tanto dos modelos originais quanto das cópias ilegais.
Um novo símbolo do colecionismo de luxo
Apesar de serem brinquedos, as bonecas Labubu são tratadas como peças de luxo por muitos colecionadores. Além da estética única, o status da marca e a escassez das edições criam um ambiente propício para a valorização dos itens, inclusive em revendas online.
Golpe descoberto pela polícia chinesa
Denúncia de cliente levou à investigação
A operação policial teve início após a Pop Mart denunciar à polícia que havia recebido queixas sobre a autenticidade de produtos adquiridos online. Um cliente, desconfiado da qualidade de uma Labubu comprada pela internet, notificou a empresa, que confirmou a falsificação.
Falsa loja online e fachada criminosa
A investigação revelou que os falsificadores operavam por meio de uma loja virtual que oficialmente vendia ventiladores, alto-falantes e consoles de videogame. No entanto, esse canal era apenas uma fachada para a comercialização de bonecas falsas apelidadas de “Lafufus” nas redes sociais.
Apreensão milionária
Ao todo, foram apreendidos produtos avaliados em 12 milhões de yuans, o equivalente a 1,7 milhão de dólares ou 9,5 milhões de reais. A quadrilha fabricava as imitações em fábricas clandestinas, com materiais de baixa qualidade, e distribuía os itens principalmente por meio de marketplaces e redes sociais.
“Lafufus” e o mercado paralelo
Origem do termo nas redes sociais
Os consumidores, ao notarem que estavam adquirindo bonecas falsificadas, começaram a apelidá-las de “Lafufus”, em alusão ao nome original. A alcunha viralizou nas redes sociais, sobretudo em fóruns de colecionadores que discutem autenticidade e valor de mercado.
Impacto nas plataformas online
O escândalo revela uma falha nos controles de qualidade e verificação de autenticidade das principais plataformas de e-commerce. Em muitos casos, os vendedores apresentavam fotos de produtos originais, mas enviavam réplicas mal feitas aos compradores, dificultando o rastreamento das fraudes.
Resposta da Pop Mart
Empresa reforça medidas de segurança
Após a operação, a Pop Mart anunciou um plano de reforço na rastreabilidade e autenticidade de suas bonecas. Entre as medidas, estão a implementação de selos holográficos, QR codes e sistemas de verificação por aplicativo, que permitem ao consumidor confirmar a originalidade do produto.
Colaboração com autoridades
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+311 mil seguidores
A marca também estabeleceu parcerias com a polícia e órgãos alfandegários de diversos países, visando combater o contrabando e a pirataria internacional. O objetivo é coibir o avanço das falsificações, que não apenas prejudicam a marca, mas colocam em risco o consumidor, especialmente crianças, por conta de materiais tóxicos.
O que diz a lei chinesa sobre falsificação?
Punições severas para crimes contra propriedade intelectual
A legislação chinesa prevê penas de prisão, multas e confisco de bens em casos de falsificação de marcas registradas. Nos últimos anos, o governo intensificou o combate a crimes desse tipo como parte de um esforço para proteger a reputação das empresas locais no mercado internacional.
Casos semelhantes no passado
A China já foi palco de outros grandes escândalos de falsificação envolvendo tênis de marca, eletrônicos e até alimentos. A diferença no caso das Labubu é o alcance global e o impacto direto em um segmento de nicho que movimenta bilhões anualmente.
Como se proteger de bonecas falsas

H3: Dicas para identificar uma Labubu original
- Verifique a embalagem: produtos oficiais vêm com embalagens seladas, código de barras e design refinado.
- Use canais autorizados: compre apenas em lojas licenciadas pela Pop Mart.
- Compare o preço: preços muito baixos são um alerta.
- Busque certificações: selos de autenticidade e QR codes verificáveis via app.
Plataformas precisam assumir responsabilidade
Especialistas defendem que marketplaces como Shopee, AliExpress e Amazon devem implementar sistemas de verificação mais robustos para coibir a venda de produtos falsificados, incluindo bonecas Labubu e outros brinquedos de colecionador.
Caso reforça alerta global contra falsificações
O caso das bonecas Labubu mostra que o mercado de falsificações está cada vez mais sofisticado e lucrativo. Além de prejuízos às marcas e aos consumidores, o comércio de réplicas ilegais movimenta organizações criminosas com atuação internacional. Para o consumidor, o alerta é claro: desconfie de ofertas muito vantajosas e informe irregularidades.
Imagem: Reprodução / POP MART
