Um idoso perdeu R$ 1.305 ao tentar comprar uma churrasqueira pela internet, em um caso que expõe um problema cada vez mais comum no Brasil: golpes em compras online. A fraude, registrada em Minas Gerais, mostra como criminosos usam anúncios aparentemente legítimos, preços atrativos e comunicação rápida para induzir consumidores ao pagamento antes da entrega do produto.
Idoso tem prejuízo de R$ 130,5 mil após negociação de churrasqueira na internet
Idoso perde R$ 1.305 em golpe ao comprar churrasqueira online. Veja sinais de alerta, direitos do consumidor e como tentar recuperar o dinheiro.
O episódio serve de alerta especialmente para quem compra por redes sociais, marketplaces, links patrocinados ou lojas pouco conhecidas. Embora o comércio eletrônico seja seguro quando realizado em canais confiáveis, criminosos têm sofisticado páginas falsas, perfis clonados e formas de pagamento para dificultar a recuperação do dinheiro.
Como funciona o golpe da compra online

O golpe geralmente começa com uma oferta atraente. O consumidor encontra um produto com preço abaixo do mercado, entra em contato com o suposto vendedor e recebe instruções para pagar via Pix, boleto ou transferência.
Após o pagamento, o produto não é entregue. Em muitos casos, o vendedor bloqueia a vítima, apaga o anúncio ou passa a inventar desculpas sobre atraso no envio.
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Principais sinais de alerta
O consumidor deve desconfiar quando houver preço muito abaixo da média, pressão para pagamento imediato, pedido para negociar fora da plataforma, ausência de CNPJ, erros no site, poucos dados sobre a loja ou chave Pix em nome de pessoa física sem relação com o comércio.
Outro sinal comum é o vendedor insistir para que a compra seja concluída por WhatsApp, mesmo quando o anúncio aparece em marketplace ou rede social.
Por que idosos são alvos frequentes
Idosos costumam ser mais visados por criminosos digitais porque, em parte dos casos, têm menor familiaridade com mecanismos de verificação online. Isso não significa falta de atenção, mas sim uma assimetria de informação explorada por fraudadores.
Golpistas usam linguagem educada, atendimento rápido e falsas garantias para criar confiança. Em compras de maior valor, como eletrodomésticos, churrasqueiras, móveis e eletrônicos, o prejuízo pode ser significativo para famílias com renda limitada.
O que fazer se cair em golpe de compra online
A primeira medida é agir rapidamente. Quanto menor o tempo entre o pagamento e a denúncia, maior a chance de bloquear valores ou reunir provas.
Acione o banco imediatamente
Se o pagamento foi feito por Pix, o consumidor deve entrar em contato com o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. O Banco Central orienta que vítimas de golpe comuniquem a instituição financeira o mais rápido possível.
Registre boletim de ocorrência
O boletim de ocorrência é importante para formalizar a fraude. Ele pode ser feito pela delegacia virtual em muitos estados ou presencialmente. O registro deve incluir comprovantes, prints da conversa, anúncio, nome do recebedor, chave Pix, telefone e qualquer dado disponível.
Reclame nos canais de consumo
Quando a compra ocorreu em marketplace, rede social, intermediador de pagamento ou loja conhecida, o consumidor deve abrir reclamação na própria plataforma e no Consumidor.gov.br, quando a empresa estiver cadastrada. A plataforma oficial informa que empresas participantes têm prazo de até 10 dias para responder às reclamações.
A loja ou plataforma pode ser responsabilizada?
Depende do caso. Se o golpe ocorreu em site falso totalmente fora de uma plataforma reconhecida, a responsabilização pode ser mais difícil. Porém, quando a fraude acontece dentro de marketplace, anúncio patrocinado ou ambiente que aparenta intermediação comercial, pode haver discussão sobre falha de segurança, moderação ou informação ao consumidor.
O Código de Defesa do Consumidor protege contra práticas enganosas e estabelece responsabilidade na prestação de serviços. Por isso, guardar provas é essencial.
Como comprar com mais segurança pela internet
Antes de pagar, pesquise o nome da loja no Reclame Aqui, Consumidor.gov.br, redes sociais e buscadores. Verifique se há CNPJ, endereço físico, política de troca, canais oficiais e histórico de atendimento.
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+311 mil seguidores
A Senacon recomenda atenção à segurança do site, como cadeado no navegador, autenticação adicional e preferência por meios de pagamento com mais proteção.
Evite pagamento fora da plataforma
Se o produto está anunciado em marketplace, finalize a compra dentro da plataforma. Pagamentos por fora costumam retirar a proteção oferecida pelo intermediador.
Confira o destinatário do Pix
Antes de confirmar o Pix, verifique se o nome do recebedor corresponde à loja. Chaves em nome de terceiros, pessoas físicas desconhecidas ou empresas sem relação com o anúncio são fortes sinais de risco.
Desconfie de urgência artificial
Frases como “última unidade”, “promoção só hoje” ou “pague agora para garantir” são comuns em golpes. O objetivo é impedir que a vítima pesquise melhor.
O avanço dos golpes digitais no Brasil

A Febraban alerta que a falsa venda está entre os golpes mais relatados por clientes bancários. Nesse tipo de crime, fraudadores criam páginas falsas de e-commerce, perfis em redes sociais e anúncios com promoções inexistentes.
O crescimento do Pix facilitou pagamentos instantâneos, mas também reduziu o tempo de reação das vítimas. Por isso, bancos e Banco Central têm ampliado mecanismos de prevenção, bloqueio e rastreamento de transações suspeitas.
Conclusão
O caso do idoso que perdeu R$ 1.305 ao comprar uma churrasqueira online reforça uma lição importante: preço baixo demais, pressa para pagamento e negociação fora de canais oficiais devem acender o alerta.
Comprar pela internet continua sendo prático e seguro quando o consumidor verifica a loja, usa meios de pagamento protegidos e evita atalhos arriscados. Em caso de golpe, a orientação é acionar imediatamente o banco, registrar boletim de ocorrência e formalizar reclamações nos canais oficiais.
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