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Golpe da maquininha já acumula R$ 4,8 bilhões em prejuízos no Brasil

O golpe da maquininha aplicado por falsos taxistas já causou R$ 4,8 bilhões em prejuízos no Brasil em 2024. Saiba como funciona!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Imagem em preto e branco de uma maquininha de cartão em cima de balcão golpe

Nos últimos anos, o golpe da maquininha tem se consolidado como uma das fraudes financeiras mais expressivas e sofisticadas no Brasil. Segundo estimativas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas em 2024, o país acumulou um prejuízo de aproximadamente R$ 4,8 bilhões relacionados a esse tipo de crime.

A modalidade mais recente e preocupante envolve criminosos que se passam por taxistas e utilizam maquininhas adulteradas para roubar dados bancários e cartões de passageiros.

O que é o golpe da maquininha e como ele funciona?

golpe da maquininha quebrada
Imagem: VAKS-Stock Agency / Shutterstock.com

Falsos taxistas: a nova cara do crime

Criminosos utilizam veículos que imitam táxis oficiais, incluindo adesivos falsos e até placas clonadas, para atrair passageiros em locais movimentados como aeroportos, rodoviárias e centros comerciais. A vítima, muitas vezes distraída ou com pressa, aceita a corrida sem suspeitar da fraude.

Leia mais: Aprenda de uma vez por todas como fugir do famoso golpe da maquininha

Estratégia de distração e adulteração tecnológica

No momento do pagamento, o criminoso finge que a maquininha não aceita PIX ou aproximação, forçando o uso do cartão físico. O equipamento, adulterado, registra a senha digitada, e, aproveitando a distração da vítima, o golpista troca o cartão por outro, permitindo compras elevadas sem que o golpe seja notado de imediato.

Como o golpe evoluiu?

Crescimento acelerado dos estelionatos

Em 2024, o Brasil ultrapassou a marca de dois milhões de casos de estelionato, refletindo um salto de quatrocentos por cento em seis anos. Entre as fraudes mais comuns está o golpe da maquininha, que se destaca pela simplicidade de execução em momentos rotineiros, como corridas de táxi.

Expansão para cidades médias e pequenas

Inicialmente concentrado em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, o golpe já começa a atingir outras regiões do país, inclusive cidades menores, o que indica que o crime está se profissionalizando e se espalhando com rapidez.

Quadrilhas organizadas e uso de tecnologia avançada

Além da troca de cartões, os golpistas usam maquininhas com softwares que exibem valores diferentes dos que realmente são cobrados, confundindo as vítimas. As quadrilhas funcionam em grupos organizados, dividindo funções que vão desde a captação das vítimas até a realização das compras fraudulentas.

Quem são as principais vítimas do golpe da maquininha?

Perfis vulneráveis e classes sociais

O golpe não escolhe classe social, atingindo desde aposentados até profissionais liberais e pessoas públicas. A vulnerabilidade maior está associada à pressa, cansaço, falta de atenção e desconhecimento tecnológico.

Locais onde as vítimas são mais abordadas

Os criminosos preferem pontos com grande fluxo de passageiros e concentração de turistas, como aeroportos, rodoviárias e centros comerciais. Passageiros que precisam de rapidez e não verificam as condições do táxi ou do motorista tornam-se alvos ideais.

Medidas e orientações das autoridades para evitar o golpe

Ação policial e investigações

As polícias civis de vários estados têm intensificado as operações para desarticular as quadrilhas. Em São Paulo, por exemplo, a Delegacia de Crimes Eletrônicos identificou pelo menos 20 grupos especializados em 2024.

Recomendações para passageiros

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  • Verifique a identificação do táxi: certifique-se de que o veículo é regulamentado e que o motorista possui licença válida.
  • Prefira aplicativos confiáveis: utilize serviços de transporte conhecidos, como Uber e 99, que oferecem mais segurança.
  • Cheque o extrato bancário: ative notificações em tempo real para identificar qualquer movimentação suspeita.
  • Registre boletim de ocorrência: em caso de suspeita, comunique imediatamente as autoridades e seu banco para bloquear o cartão.

Impactos econômicos e sociais do golpe da maquininha

Pessoa segurando cartão de crédito e outra segurando maquininha de cartão bc
Imagem: Nattakorn_Maneerat / Shutterstock.com

Custos para o sistema financeiro

Além dos prejuízos diretos às vítimas, o golpe da maquininha gera um impacto considerável ao sistema financeiro brasileiro, que arca com custos de reembolsos, investigações e reforço em sistemas antifraudes.

Reflexos na confiança do consumidor

A insegurança em relação aos pagamentos eletrônicos pode afetar o comércio, reduzindo a adesão a tecnologias de pagamento e aumentando a desconfiança dos consumidores em relação a serviços de transporte.

FAQ

Quais são os principais locais onde o golpe ocorre?
Aeroportos, rodoviárias, áreas comerciais e centros urbanos movimentados são os locais mais comuns.

Como posso me proteger do golpe da maquininha?
Prefira aplicativos confiáveis para chamar táxis, desconfie de máquinas que não aceitam pagamentos digitais e cheque seu extrato bancário regularmente.

Considerações finais

Em um cenário em que a tecnologia avança rapidamente, o desafio é acompanhar essa evolução para garantir proteção eficaz contra novos golpes. Somente com informação, vigilância e medidas integradas será possível reduzir os riscos e fortalecer a segurança no uso de maquininhas e serviços de transporte no Brasil.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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