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Shein ou Shopee: veja como evitar cair no golpe da taxa de R$ 57,65

Criminosos estão aplicando golpes que simulam taxas de importação de R$ 57,65 em compras internacionais na Shein, Shopee e AliExpress.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Celulares com apps da Shein e Shopee golpe

O aumento das compras em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress transformou o hábito de consumo no Brasil. Produtos importados se tornaram mais acessíveis, mas também abriram espaço para novos tipos de fraude.
Nos últimos meses, os Correios emitiram um alerta urgente: criminosos estão aplicando golpes que simulam taxas de importação. O valor mais recorrente é de R$ 57,65, usado para induzir consumidores a realizar pagamentos indevidos.

Além da cobrança falsa, as páginas fraudulentas coletam informações sensíveis, como CPF, endereço e até dados de cartão de crédito, ampliando os riscos de prejuízos financeiros.

Como funciona o golpe da taxa de R$ 57,65?

Imagem aproximada do início de tela do aplicativo da Shein golpe
Imagem: PixieMe / shutterstock.com

O passo a passo da fraude

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O esquema é simples, mas eficaz:

  • O consumidor recebe um e-mail ou mensagem no WhatsApp com títulos como “Sua encomenda está parada em nosso centro de distribuição”.
  • O texto informa que a entrega foi retida na alfândega e só será liberada após o pagamento da taxa de R$ 57,65.
  • Ao clicar no link, o usuário é redirecionado para páginas falsas que imitam os Correios, como o domínio consultancomenda.com.
  • Nesses sites, além do pagamento indevido, os criminosos capturam dados pessoais e bancários para futuros golpes.

Características das mensagens falsas

  • Uso de tom urgente e ameaçador, com frases como “pague agora” ou “última chance”.
  • Endereços de e-mail sem vínculo com o domínio oficial dos Correios.
  • Links encurtados ou suspeitos, que direcionam a páginas clonadas.

Phishing: o golpe que se adapta ao comércio eletrônico

O phishing é uma técnica de fraude digital antiga, mas que se reinventa conforme as tendências de consumo.
Com a explosão das compras internacionais, golpistas enxergaram uma oportunidade: explorar a ansiedade dos consumidores em receber suas encomendas.

Essa estratégia combina engenharia social com tecnologia, fazendo com que a vítima acredite estar diante de uma cobrança legítima.

O que dizem os Correios sobre a fraude

A estatal tem reforçado algumas orientações importantes:

Canais oficiais de cobrança

  • Todas as taxas de importação devem ser pagas exclusivamente pelo sistema Minhas Importações, disponível no site ou aplicativo dos Correios.
  • A empresa não envia links de cobrança por e-mail, WhatsApp ou SMS.

Outras formas de aviso legítimo

  • Mensagens oficiais sempre têm o domínio @correios.com.br.
  • Avisos podem chegar via SMS, carta ou no próprio sistema de rastreamento oficial.
  • Compras realizadas pelo programa Remessa Conforme da Receita Federal já incluem os tributos no momento da compra, não havendo cobrança extra na entrega.

Como se proteger de fraudes em compras internacionais

Recomendações básicas de segurança

  • Verifique o remetente: desconfie de e-mails ou mensagens que não usem domínios oficiais.
  • Nunca clique em links suspeitos: use apenas o site ou aplicativo dos Correios para rastrear suas encomendas.
  • Atenção a mensagens urgentes: golpes usam o senso de urgência para pressionar a vítima.
  • Mantenha antivírus atualizado: ajuda a bloquear sites fraudulentos e anexos maliciosos.
  • Denuncie fraudes: mensagens suspeitas devem ser marcadas como spam ou phishing.

Onde confirmar informações seguras

Em caso de dúvidas, os canais oficiais são:

  • Central Fale Conosco no site dos Correios;
  • Telefone 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas);
  • Telefone 0800 725 7282 (demais localidades).

Crescimento dos golpes no Brasil

O impacto do comércio eletrônico internacional

O fluxo intenso de encomendas vindas da Ásia aumentou o campo de ação dos criminosos. Quanto maior o número de pacotes em circulação, maior também o número de tentativas de fraude.

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Momentos de maior risco

Especialistas em cibersegurança alertam que datas como Black Friday, 11.11 (Dia dos Solteiros na China) e promoções sazonais são períodos críticos para esse tipo de golpe.

O papel da informação na prevenção

Compras online crescem puxadas pelo público mais velho comentários
Imagem: William Potter / shutterstock.com

A principal ferramenta de defesa contra golpes digitais continua sendo a informação de qualidade.
Antes de realizar qualquer pagamento inesperado, confirme a legitimidade da cobrança nos canais oficiais.
A orientação é simples, mas eficaz: desconfie sempre de links recebidos fora do ambiente oficial dos Correios.

FAQ – Perguntas frequentes

O que é o golpe da taxa de R$ 57,65?
É uma fraude que simula cobranças de importação em compras internacionais, especialmente em sites como Shein, Shopee e AliExpress, induzindo o consumidor a pagar valores falsos.

Os Correios cobram taxas por e-mail ou WhatsApp?
Não. Toda cobrança legítima deve ser feita pelo sistema Minhas Importações, acessível no site ou aplicativo oficial.

Como identificar mensagens falsas?
Verifique sempre o remetente, desconfie de textos urgentes e nunca clique em links que não sejam dos canais oficiais dos Correios.

O que fazer se eu já paguei a taxa falsa?
Entre em contato imediatamente com seu banco ou operadora de cartão, registre boletim de ocorrência e denuncie a página fraudulenta.

Compras na Shein e Shopee sempre terão cobrança extra?
Não. Compras feitas por meio do programa Remessa Conforme já incluem os tributos, não havendo cobrança posterior na entrega.

Considerações finais

Ao manter atenção redobrada e buscar informações apenas em canais oficiais, os consumidores podem evitar cair em armadilhas que comprometem não apenas o bolso, mas também a segurança de dados pessoais.

Em um cenário de crescimento do comércio eletrônico, a conscientização se torna a melhor defesa. Quanto mais informados estiverem os consumidores, menores serão as chances de golpes como este prosperarem.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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