Neste final de semana, a Polícia Federal prendeu dois envolvidos em um grupo empresarial suspeito de aplicar golpes relacionados a empréstimos. As prisões ocorreram em dois estados do país e fazem parte da Operação Fair Play.
Golpe do Empréstimo: criminosos são presos em dois estados
Um grupo aplicava golpes sob a justificativa de um suposto investimento com empréstimo. A investigação está em andamento desde 2021.
Até o momento, foram presos um suspeito em Guarulhos (SP) e outro em Curitiba (PR).
De acordo com o relato da PF, os suspeitos esbanjavam com o dinheiro das vítimas, com fotos de carros e condomínios de luxo e viagens internacionais e nacionais, além de joias e relógios caros.
Operação da PF
A operação da Polícia Federal foi deflagrada na última sexta-feira (14), a partir de mandados de busca e apreensão e prisão temporária em Manaus (AM), Natal (RN), Boa Vista (RR) e Belém (PA).
Um dos suspeitos foi preso em um hotel em Guarulhos na noite de sexta-feira, enquanto o outro, localizado em Curitiba, foi detido no sábado à noite.
Os nomes não foram divulgados pela PF.
Golpe do Empréstimo
O grupo financeiro conhecido como Lotus Corporate entrava em contato com servidores públicos com o objetivo de oferecer uma proposta de investimento utilizando dinheiro emprestado pelo banco.
A partir do contrato, os servidores que se interessassem pela proposta realizavam o empréstimo e repassavam o valor em questão para a Lotus, que se comprometia a pagar uma comissão com o limite de 12% ao cliente. Além disso, a empresa afirmava que pagaria pela dívida do servidor.
O documento tinha a validade de um ano.
Contudo, a partir de julho deste ano, os servidores começaram a receber notificações de cobrança dos bancos pelas parcelas em atraso.
Conforme aponta a PF, a empresa em questão nunca esteve autorizada a realizar esse tipo de serviço.
Movimentação de dinheiro com o Golpe do Empréstimo
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Com base nas investigações, a Polícia Federal afirmou que em dois anos o grupo de golpistas movimentou cerca de R$ 156 milhões.
Os golpistas costumavam ostentar dinheiro nas redes sociais. Inclusive, foi constatado que parte das compras foi feita em lojas de luxo em Dubai, nos Emirados Árabes.
Investigação
A PF investiga os crimes desde o ano passado. O nome empresarial envolvido no caso faz parte de um grupo de empresas com atuação em diversos setores comerciais.
Até o momento, foram apreendidos carros de luxo, relógios e até mesmo armas de fogo. De acordo com a polícia, apenas um dos suspeitos está foragido.
Na sexta-feira (14), foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Manaus e em outras três capitais.
Imagem: Pira25/shutterstock.com
