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Golpe do Pix mais perigoso do ano: entenda como funciona e proteja-se

Golpistas usam app de acesso remoto para roubar. Entenda aqui o novo golpe do pix e aprenda como se proteger com dicas práticas. Leia agora!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
golpe do pix

Um novo tipo de fraude digital tem se espalhado com rapidez e está sendo apontado por especialistas como o golpe mais perigoso do ano. A técnica é sofisticada, mas se vale de uma prática antiga: a engenharia social, que convence a vítima a entregar, sem perceber, o controle completo de seu celular a criminosos.

O novo golpe do pix começa com uma ligação inesperada. Do outro lado da linha, alguém se apresenta como funcionário do banco, geralmente um suposto técnico da central de segurança, e alerta sobre movimentações suspeitas na conta da vítima. Em seguida, o estelionatário sugere que a pessoa baixe um aplicativo para “verificar o problema”.

Pix
Imagem: Freepik e Canva

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A falsa central de segurança

O contato inicial costuma vir por uma ligação que parece autêntica. Utilizando a técnica de spoofing, os criminosos conseguem simular o número de telefone do banco, inclusive o da agência ou gerente com quem o cliente costuma falar. Isso cria uma falsa sensação de segurança, levando a vítima a seguir as instruções que vêm a seguir.

O papel dos aplicativos legítimos

A vítima é então orientada a instalar um app como Teamviewer, Anydesk ou outro software de acesso remoto. Esses programas têm uso legítimo por técnicos de TI e estão disponíveis nas lojas oficiais da Apple e Google. No entanto, nas mãos erradas, transformam-se em poderosas ferramentas para controle total do aparelho da vítima.

Após a instalação, o falso atendente solicita o código de acesso gerado pelo aplicativo. Com esse dado, o criminoso assume remotamente o celular e pode realizar transações financeiras, acessar mensagens, capturar senhas e, em casos mais graves, até apagar evidências do crime.

A escalada do golpe no Brasil

Dados da empresa de cibersegurança Kaspersky mostram um crescimento alarmante desse tipo de golpe desde maio de 2024. Os registros saltaram de menos de 10 por mês para mais de mil ocorrências em outubro. Mesmo com queda no fim do ano, os números continuam acima de 800 casos mensais.

A técnica, apelidada de “nova versão do golpe da mão fantasma“, escapou dos radares da segurança digital tradicional porque os apps utilizados são legítimos e, por isso, não são bloqueados pelos antivírus. A própria Kaspersky alerta: “O software tem uso técnico, mas pode se tornar malicioso se usado por golpistas”.

Manipulação psicológica e cooperação involuntária

O uso de dados pessoais

Um dos elementos mais perigosos dessa fraude é o nível de convencimento dos golpistas. Com dados vazados ou coletados de formulários fraudulentos na internet, eles são capazes de citar nome completo, CPF, número da conta, entre outras informações que criam uma falsa legitimidade ao contato.

Pressão e urgência

O criminoso costuma usar o argumento de uma suposta fraude em andamento na conta da vítima. Ele pressiona por decisões rápidas, cria um clima de pânico e insiste para que a pessoa realize ações como fornecer senhas, validar transações e até usar biometria facial ou digital para aprovar operações.

Caso a ligação se prolongue, e o banco tenha mecanismos que impeçam movimentações durante chamadas, o estelionatário migra para mensagens de texto ou voz, mantendo a vítima sob controle emocional.

Por que os antivírus não impedem o golpe?

Apesar de alguns aplicativos de segurança emitirem alertas, a escolha final de manter ou não o app instalado ainda cabe ao usuário. Como os softwares de acesso remoto estão nas lojas oficiais e têm uso comum por empresas e suporte técnico, não são bloqueados automaticamente.

Alguns bancos já começaram a reagir. Ao detectar um app remoto instalado, certos apps de mobile banking exibem mensagens alertando o cliente a remover o programa para continuar usando o aplicativo. Contudo, isso pode gerar atrito com usuários que usam essas ferramentas profissionalmente.

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A migração dos criminosos para o celular

Segundo um levantamento da Deloitte, 75% das transações bancárias feitas pelos brasileiros em 2024 ocorreram por meio de smartphones. Isso tornou os celulares o principal alvo dos golpistas, substituindo os ataques mais comuns aos computadores de mesa.

Com o fim das atualizações do malware que desviava Pix automaticamente — após a prisão do cibercriminoso responsável em São Paulo —, os fraudadores adaptaram suas técnicas e encontraram nos apps de acesso remoto uma nova brecha de segurança.

Como se proteger do golpe da mão fantasma

Dicas essenciais para não cair no golpe

  • Desconfie de qualquer ligação em nome do banco solicitando a instalação de aplicativos.
  • O banco nunca liga pedindo que você baixe apps ou forneça códigos de acesso.
  • Suspeite se houver solicitação de validação por biometria (dedo ou rosto).
  • Nunca informe códigos gerados por apps recém-instalados.
  • Se estiver em dúvida, desligue imediatamente e entre em contato com o banco pelos canais oficiais.
  • Evite preencher formulários de promoções, cadastros ou sorteios não verificados.
  • Mantenha o sistema do celular atualizado com os últimos patches de segurança.
  • Rejeite qualquer pedido urgente que provoque desespero — isso é parte da estratégia.

O que fazer se você for vítima

Caso perceba que caiu no golpe, as ações precisam ser rápidas:

  1. Entre em contato com seu banco imediatamente e bloqueie as transações;
  2. Registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou online;
  3. Conteste as movimentações suspeitas no aplicativo ou SAC da instituição financeira;
  4. Remova qualquer app de acesso remoto do celular;
  5. Troque todas as suas senhas bancárias e de e-mail;
  6. Guarde capturas de tela, registros e detalhes do golpe, o que pode aumentar as chances de estorno.
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Imagem: rafapress/shutterstock.com

O novo golpe do Pix, que utiliza apps de acesso remoto, é um alerta claro de que a engenharia social continua sendo a arma mais poderosa dos criminosos digitais. Combinando tecnologia legítima e manipulação emocional, os golpistas conseguem ultrapassar barreiras que nem os melhores sistemas de segurança conseguem impedir.

A melhor defesa continua sendo a informação e a desconfiança saudável. Nenhuma instituição séria solicitará a instalação de aplicativos por telefone ou pedirá dados sensíveis fora de seus canais oficiais. Manter-se atento e educado digitalmente é a forma mais eficaz de evitar prejuízos e proteger seus dados e patrimônio.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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