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Golpe do Pix errado pode te deixar no prejuízo; entenda como funciona

Entenda o golpe do Pix errado e saiba como evitar prejuízos com dicas práticas de proteção e uso correto do MED.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Transferências via Pix se tornaram parte do cotidiano dos brasileiros, mas também abriram espaço para golpes cada vez mais elaborados.

Um deles, conhecido como “golpe do Pix errado”, tem feito vítimas em todo o país e se aproveita da boa-fé das pessoas para aplicar fraudes com aparência de engano genuíno. Entenda como funciona esse esquema, como se proteger e o que fazer caso você caia nessa armadilha.

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A nova face da fraude: como o golpe é executado

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Imagem: Freepik e Canva

A primeira etapa do golpe consiste em uma transferência proposital feita pelos criminosos para a conta da vítima. Como uma das chaves Pix pode ser o número de celular, os golpistas conseguem encontrar facilmente dados bancários vinculados ao telefone da vítima.

Logo após a transferência, o criminoso entra em contato com a pessoa, geralmente por telefone ou WhatsApp, alegando que enviou o dinheiro por engano. O objetivo é gerar empatia e convencer a vítima a devolver o valor.

A manipulação acontece nesse momento: ao invés de solicitar o reembolso para a mesma conta de origem, o golpista fornece dados bancários diferentes, redirecionando o dinheiro para uma outra conta sob seu controle. Com isso, a vítima, acreditando estar apenas corrigindo um erro, realiza uma nova transferência e acaba sendo lesada.

O uso indevido do MED: golpe em dobro

Além de ludibriar a vítima, os criminosos aproveitam um recurso oficial do Banco Central, o MED (Mecanismo Especial de Devolução), criado justamente para coibir fraudes. Após aplicar o golpe da transferência errada, o golpista aciona o MED, alegando que foi vítima de um golpe.

Como resultado, o banco da vítima pode bloquear parte dos seus recursos, acreditando estar protegendo o verdadeiro prejudicado. “O criminoso fica com o valor devolvido via MED e mais a transferência anterior feita voluntariamente”, explica a dinâmica do golpe.

Com isso, a pessoa enganada acaba sofrendo duplo prejuízo: uma transferência voluntária enganosa e o bloqueio de valores via mecanismo oficial.

Proteção começa pela verificação

A melhor forma de evitar cair nesse golpe é não agir por impulso. Se você receber um Pix de origem desconhecida, o primeiro passo é verificar se o valor realmente entrou em sua conta. Caso esteja confirmado, jamais devolva o dinheiro realizando uma nova transferência.

A devolução deve ser feita exclusivamente através da própria ferramenta de reembolso do Pix, disponível nos aplicativos bancários. Essa função aparece com nomes como “devolver dinheiro” ou “fazer reembolso”.

Esse procedimento garante que o valor retorne ao remetente original, fechando as portas para golpes que envolvam contas de terceiros. Além disso, ao seguir esse caminho, a transação fica registrada de forma adequada no sistema financeiro, protegendo a vítima de futuras alegações indevidas.

Fui enganado. E agora?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Se você foi vítima do golpe do Pix errado, é essencial informar imediatamente o seu banco, desde que a comunicação ocorra em até 80 dias após a data da transação. A instituição financeira irá analisar o caso e poderá acionar o MED para bloquear os valores na conta do suspeito.

Esse processo leva até sete dias para avaliação. Se for comprovado que houve fraude, a devolução dos recursos deve ocorrer em até 96 horas. Caso o saldo da conta do criminoso não seja suficiente, o banco pode continuar o monitoramento por até 90 dias, realizando devoluções parciais conforme os fundos se tornem disponíveis.

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O Banco Central, por sua vez, destaca que os bancos não são obrigados a usar recursos próprios para cobrir os prejuízos da vítima. Portanto, é importante manter atenção redobrada desde o início da transação.

Se a solução não for satisfatória, a vítima tem como alternativas acionar o Procon, registrar uma reclamação no Consumidor.gov ou até ingressar com ação judicial.

Quando o MED é apropriado

Embora o MED seja usado em casos de fraude, ele também pode ser acionado em falhas operacionais do Pix, como duplicidade de transações. Nessas situações, a própria instituição financeira deve reconhecer o erro e reembolsar o valor em até 24 horas.

No entanto, se o erro for do próprio usuário — como enviar dinheiro para a pessoa errada —, o MED não se aplica. Nesses casos, o melhor caminho é contatar o banco para receber orientação adequada sobre como proceder.

O papel dos bancos e da educação financeira

A disseminação do Pix trouxe mais agilidade e conveniência às transações, mas também exige maior vigilância e educação financeira por parte dos usuários. Os bancos têm ampliado medidas de proteção, mas a segurança plena depende de atitudes conscientes dos próprios consumidores.

Desconfiar de pedidos de reembolso, evitar transferências fora dos canais oficiais e sempre checar a origem das transações são atitudes que reduzem drasticamente as chances de ser enganado.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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